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terça-feira, 15 de setembro de 2009

TEST DRIVE: "THE BEATLES - ROCKBAND"



Eu já andei escrevendo por aqui para duvidarem e até mesmo renegarem o hype com vigor; mas eu também sou partidário da ideia de que generalizações são sempre estúpidas. Depois disso, afirmo: após jogar "The Beatles - RockBand", comprovei que toda a espera dos fãs foi totalmente justificada.

O padrão RockBand de jogabilidade não deixava dúvidas em ninguém quanto ao fator diversão+interação do game; a grande questão, na verdade, eram duas: o repertório do jogo e o tratamento estético dado às distintas fases da banda de Paul, John, George e Ringo. Claro que os trailers foram aos poucos nos dando pistas de que o visual do game respeitaria os diversos momentos dos Beatles, mas ver isso na hora em que o jogo rola é uma outra coisa - e uma coisa espetacular, que vai além da diversão de experimentar a sensação de tocar as músicas dos FabFour.



No vídeo, Dhani Harrison (filho de George Harrison) demonstra
o game ao lado de Connan O`Brien no The Tonight Show



Uma das grandes sacadas de "The Beatles - RockBand" é a de ser uma aula sobre a banda mais importante da história do rock. Enquanto os jogadores estão ali, naquela simulação movida a instrumentos de plástico, descobrem diversas informações sobre o universo dos Beatles - roupas, estética da época e/ou do disco da vez, mudanças na aparência e até a relação com coadjuvantes de sua trajetória. Por exemplo, há a voz de Ed Sullivan em uma das músicas - "I Want To Hold Your Hand", se não me engano - e a gritaria das fãs americanas na turnê da banda que os levou a parar de tocar ao vivo por simplesmente não conseguirem se ouvir no palco, tamanha era a barulheira do público. As reações histéricas estão no jogo!





O repertório de 44 músicas -ok, 45, com a destravável "The End" - é acertadíssimo. Os clássicos estão lá, mas há espaço para músicas queridas e excelentes que não são exatamente domínio popular - e neste caso, uma das que tive o prazer de jogar foi "And Your Bird Can Sing", uma das minhas favoritas dos caras, presente no brilhante "Revolver". É, tem mais essa: o RockBand dos Beatles ainda vai fazer muita gente conhecer pérolas do repertório deles que nunca estiveram exatamente na vitrine.

Ainda sobre a coleção de 45 músicas, outra novidade excepcional é que o conteúdo de discos completos dos Beatles em versão RockBand serão postos à venda online. Os três primeiros álbuns contemplados são "Abbey Road", "Sgt. Pepper`s" e "Rubber Soul". Alguém duvida de que em muito breve TODA a discografia deles estará à disposição para ser jogada? E imaginem que nossos pais não podiam pensar que um dia chegaríamos a algo assim...

Ok, já que falei nos pais não posso deixar passar a chance: se você não é gamer mas é louco pelos Beatles, daqueles que sonham em passar o amor pela banda aos seus filhos, é bom pensar em ceder aos apelos de "The Beatles - RockBand". E se eu fosse o executivo de alguma grande gravadora - isso ainda existe? - tentaria pôr a discografia de todos os meus artistas grandes em versão RockBand. Mais do que uma forma de se divertir com um grupo de que se gosta, é um jeito de se construir uma relação ainda mais especial com ele. De tão geniais que são, os Beatles nem precisavam de seu RockBand; mas a esperteza (no bom sentido) e, por que não, a humildade de lançá-lo só deram a eles a manha de, mesmo quase 40 anos após seu término, ter conseguido adicionar um grande capítulo em sua história.

P.S.1: Eu não joguei com os instrumentos clássicos dos Beatles que vêm no kit completo do jogo, mas eu chego lá.

P.S.2: Esqueci não: mais tarde tem Vitamina!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

TEST DRIVE: YOGGI

Quem já provou Yogoberry sabe que é bom demais, mas agora posso dizer: o Yoggi não fica muito atrás não. Nesta quarta, abriu uma filial da loja de frozen yogurt no shopping em que trabalho e lá fui prová-lo.

Frozen yogurt é aquela coisa: sabor e consistência. Parece não ser mistério pra ninguém, mas tem gente que consegue acertar em um apenas, e isso quando não erra em ambos. Yoggi acerta nos dois. Disponível em dois sabores - natural e Chambinho jabuticaba -, o quase-sorvete vai bem, mas podia ter mais acompanhamentos (como calda quente de maçã com canela) e, especialmente, servidos de forma mais generosa. A variedade é ok mas, a exemplo do concorrente maior, a turma economiza na hora de calibrar nos toppings - aquelas coberturas (frutas, chocolate, caldas etc.) que complementam o iogurte. Tsc.

Apesar de satisfeito, saí da loja recém-inaugurada sem provar o que a RP de lá disse ser o pulo do gato deles: o Yoggi Blend, preparado em uma máquina que mistura o iogurte aos toppings que você escolher, fazendo uma argamassa irresistível. Acho que vou provar hoje.

O preço é aquela coisa: R$8 no tamanho médio, R$2 por três toppings. E eu garanto que, caso você queira apenas lanchar, com R$10 você resolve sua fome, sem culpa de estar se entupindo de junk food. Vá sem medo.

domingo, 2 de agosto de 2009

TEST DRIVE: "PARIS HILTON`S MY NEW BFF"

No fim de semana, há a maratona de videogame. No meio da maratona do videogame, há a pausa para a pizza. Na pausa para a pizza, a zapeada... e nisso, a TV aqui de casa - não foi culpa minha, juro - acabou estacionada no reality show de Paris Hilton passando na MTV.

Se "Paris Hilton`s My New BFF" está longe de ser o 23847º melhor reality show da TV, pelo menos me dá a chance de estrear mais uma seção aqui no Rodandeau: Test Drive. Como o nome sugere, nela contarei minha primeira vez - opa - com programas de TV, revistas, séries, boates, restaurantes, bebidas etc.. Como os leitores minimamente atentos já notaram - e como já esperava - , nem gostei do programa, como já achava. Mas dá pra dizer mais - não muito, mas dá.

As únicas coisas que de fato prestam no programa são os momentos em que Paris faz comentários sobre a atuação das candidatas, aparecendo deitada num divã rosa. Não conseguia parar de rir nesses instantes, pois a fotografia do programa muda completamente, se tornando algo bem parecido com o que se vê naqueles filmes das madrugadas do Multishow. Sem sacanagem - é, sem -, parece mesmo filme pornô rodado em uma fita VHS. Eu tentei achar foto disso pra postar aqui, mas não consegui. Uma pena.

No mais, o programa é aquilo: umas oito garotas e dois gays loucos para serem íntimos de Paris, e que para isso devem cumprir tarefas como farrear a noite toda em um tour por boates e jogar polo usando caras malhados sem camisas como cavalos. Observando tudo, Paris Hilton, com aquelas roupinhas de Barbie, sem uma gota de suor escorrendo por sua pele betacarotenada de bronzeamento artificial... e dona de um ar de pureza que vale uma nota de R$3.

Ah, sim, foi mal: Paris Hilton pagando de santa também é bacana. E acontece o tempo todo, ora exaltando as qualidades da única competidora virgem, ora dando lição de moral numa garota que, em seu aniversário de 23 anos, bebeu demais da conta. "É seu dia. Há uma nova chance para recomeçar", convidou Paris. É como ter aula de Moral & Cívica com a Laura de Vison.

Tirando isso, na maior parte do tempo "Paris Hilton`s My New BFF" é uma espécie de "America`s Next Top Model" com fotos e poses amadoras e futricas profissionais. E não vale os seus sete blocos de comerciais da MTV - e seus miniclipes de duplas descoladas em situações absurdas só pra gente achar cool -, mas se você como eu estiver zapeando e der de cara com a cena da Paris no divã, vale parar pra ver. É obra de arte da melhor safra da Vivid Entertainment. Muito, muito barato. A apresentadora deve curtir.
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