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terça-feira, 31 de maio de 2011

UM LIVRO DE RECEITAS FEITO PARA OGROS

Comparando os meus hábitos alimentares de hoje com os de, sei lá, 4 anos atrás, hoje vejo que eu melhorei bastante - e tinha que ser assim mesmo, já que não sou nenhum garoto, o metabolismo ficou (ainda) mais lento... mas a opção por uma vida mais saudável não me impede de me divertir ao esbarrar com esse livro aqui:

(Via Hypeblast)                                                                  

















O nome e a proposta deste livro da Esquire não poderiam ser mais diretos: "Eat Like a Man - The Only Cookbook A Man Will Ever Need" ("Coma Como Um Homem - O Único Livro de Receitas De Que Um Homem Precisa") ensina receitas que fariam qualquer guru de bem viver do GNT ou do do Discovery Health torcer o nariz. A obra de Ryan D'Agostino sai a US$18 na Amazon. Não me sirvo da galhofa temperada, mas aplaudo de longe.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CLÁSSICOS DA CULTURA POP DE HOLLYWOOD VIRAM ZUMBIS





































Zumbis nunca sairão da moda. Filmes como E.T., Indiana Jones etc., também não. Hollywood Is Dead é um site de pôsteres que reúne versões mortificadas de clássicos cinegráficos da cultura pop. Como as duas imagens acima sugerem, é tudo biscoito fino, e com preços bem razoáveis - coisa de US$20 dólares. Dica da querida Renata Pinheiro.

domingo, 22 de agosto de 2010

KILLER KAIJU MONSTERS: OS MONSTROS DA CULTURA JAPA EM LIVRO

Numa passeada na Livraria da Travessa no dia de ontem eu esbarrei com esse livro. Killer Kaiju Monsters - Strange Beasts of Japanese Film traz fotos e ilustrações - algumas toscas, outras bem-feitas, todas divertidas - de criaturas já vistas em seriados, filmes e desenhos japas. Em alguns exemplos há até um relato da fisiologia do monstrengo, em páginas semitransparentes que revelam os órgãos e relatam as características do bichano. Indicado para super-heróis orientais e fãs do Japan Pop Show.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O TRAILER DO DOCUMENTÁRIO DO PEREIO: BACANA, COM PINTA DE CULT... E TRAMBIQUEIRAÇO!

O nome do filme é do cacete: Pereio, Eu Te Odeio. É um documentário dirigido por Allan Sieber, com lançamento previsto para o próximo ano e que, como vocês desconfiaram, é sobre um dos maiores (e mais assumidos) porraloucas do showbiz nacional: o ator Paulo César Pereio.



Eu achei bem divertido, mas...não pareceu ensaiado demais? O que eu quero dizer é que um documentário sobre um canalha só pode ser canalhão também.

E se você aí sequer desconfia de quem é Paulo César Pereio, fica a dica.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

TRUE BLOOD: HONRANDO SUA ESPINHA DORSAL

(Com SPOILERS!)

Falem o que falar das séries, mas é preciso, antes de sentar o malho, entender suas respectivas cartas de intenções. True Blood, por exemplo, desde o começo mostrou quais seriam suas bases: sexo, violência, trash. Nelas, o seriado se apóia pra desenvolver suas tramas. Certo?

Tem gente chiando sobre a trama da terceira temporada - o jogo de poder dentro do clã vampiresco, explicando um pouco mais da ordem interna deles e evidenciando que a harmonia não reina tão fluida do lado de lá. Até então, eu estava curtindo - não como a primeira temporada, mas curtindo. Mas aí quando Alan Ball chega com uma cena dessas como gancho pra reta final, não dá pra duvidar de que tudo só melhore:





Simplesmente a cena da temporada, ao lado da breve imitação de Bill feita por Sookie. Sem mais.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MACHETE: SANGUE, MULHERES E ROBERT RODRIGUEZ

Em setembro, Robert Rodriguez vai novamente espirrar ketchup no balde de pipoca de todo mundo:



(Via Trabalho Sujo)

Detalhe pra presença de Jeff Fahey e Michelle Rodriguez, dois do elenco de Lost. Não perco.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

SHARKTOPUS: POLVO-TUBARÃO, SURF MUSIC... E UM TRASHZÃO A CAMINHO

Estreia hoje no Syfy americano Sharktopus Sharktopus, mais uma obra trash de Roger Corman. Como o nome sugere, o filme é protagonizado por um polvo-tubarão, cria da marinha americana como sua mais nova arma. O trailer está aqui:





Surf music, a canastrice de Eric Roberts, o irmão de Julia, e cenas deliciosamente toscas. Não vejo como ser melhor - a não ser que a criatura tivesse algum parentesco com o querido povo Paul...

Sharktopus é uma descoberta feita graças ao sensacional Goma de Mascar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

REMEMBER ALBORGHETTI: CINCO MOMENTOS DE UM ÍCONE TRASH DA TV BRASILEIRA

Não é mentira: morreu nesta quarta o apresentador Luiz Carlos Alborghetti, uma das lendas vivas - oops - da TV trash. D`Alborga era o âncora do Cadeia Nacional, programa policial da falecida Rede OM Brasil, que acabou virando CNT. Mais tarde, fez programa na internet. Enfim, não faltaram oportunidades nem locais para que ele fizesse suas performances bizarras.

Eu ainda tenho em VHS a primeira edição do Cadeia Nacional em horário pré-nobre, e num dia em que seu comandante estava especialmente inspirado. Infelizmente, porém, nunca achei no YouTube um vídeo daquela segunda-feira...

Mesmo assim, me sinto na obrigação de homenagear este baluarte do humorismo brasileiro - sim, porque era isso que o D`Alborga era como apresentador: um tremendo sacanocrata. Abaixo, cinco vídeos para relembrar o mito:


1º) AQUARELA BRASILEIRA -
Revoltado com o PV, D`Al relê o clássico de Ary Barroso.





2º)CÂMARA DE GÁS - Defensor enlouquecido - literalmente - da pena de morte, neste vídeo o apresentador demonstra sua concepção da execução ideal para bandidos. Impossível levar a sério.





3º) SURTO NO SUPERPOP - Em participação no programa de Luciana Gimenez, Alborghetti fica enlouquecido quando ouve a apresentadora falar em direitos humanos para criminosos, e acaba espatifando o aparelho de fax no ar. Mais ensaiado do que luta livre, mas engraçadão mesmo assim.





4º) PORRADA NA PRODUÇÃO -
Alborghetti também era conhecido pelas clássicas brigas com sua própria equipe: tacava seu inseparável cacete em câmeras, dava esporro em produtores e às vezes chegava a extremos como tacar lata de lixo no staff.





5º) EU SOU LOUCO? -
Queria ver Alborghetti ensandecido? Era só chamá-lo de louco. Ele ficava ainda mais.




Conclusão: o além jamais será o mesmo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O COMPADREWASHINGTONISMO E SUA IMENSA LEGIÃO DE ADEPTOS




Um dos clichês dos quais não conseguimos nos desviar é aquele que diz que "todo mundo nasceu para brilhar". Eu gosto de um outro dizer, de autoria do meu pai: "Ninguém nasceu com vocação para caixa de banco" - com todo respeito aos respectivos profissionais da área. De certa forma, as duas frases, se não querem dizer exatamente a mesma coisa, pelo menos se completam para significar: "Seja lá qual for, eu tenho um dom e devo vencer fazendo uso dele".

Pieguices lairribeirianas à parte, esse velho papo é frequentemente contrariado desde sempre. E há um símbolo dessa resistência, provando que é possível apenas vencer por vencer, sem haver qualquer justificativa ou evidência de talento ou mérito. Seu nome: Compadre Washington.

Pensem no boom da axé music nos anos 90, e no seu epicentro lá estava Washington, ao lado de seus colegas do É O Tchan!. Sem fazer juízo de valor do material produzido pela banda - ok, desisto, era uma merda -, era possível entender por que dava certo, pois todos ali contribuíam para o sucesso: Karla Perez, Sheila Melo e Scheila Carvalho eram as gostosas rebolativas; Jacaré, o sorridente e sarado dançarino; Beto Jamaica, o cantor; e Washington... Washington... Washington... O que ele fazia mesmo? Para não dizer nada, pouco: ele desfilava pra cima e pra baixo no palco, limitando-se a gritar o nome de seu conjunto. Mais do que isso, ninguém sabe, ninguém viu. E foi assim por anos e anos.

Se Compadre Washington é o exemplo mais notável de muito sucesso por nada, certamente não é o único - pelo contrário, há um bando de gente adepta do compadrewashingtonismo. Querem ver?


1º) MARCO LUQUE E BOLA

Marco Luque é um cara engraçado, tem boas tiradas, o show de stand-up comedy dele deve ser bacana etc.; mas é difícil entender o que ele faz ali no CQC. Vejamos: Marcelo Tas é o apresentador e cabeça - com trocadilho - do programa, Rafinha Bastos também faz reportagens, sendo o titular do quadro Proteste Já... Enquanto isso, Luque só fica fazendo piadas rapidinhas, em intervenções que não ultrapassam 15 segundos. Vida mais mansa do que Danilo Gentili, Oscar Filho, Felipe Andreoli, Rafael Cortez... E todos eles poderiam estar na bancada.

Pior ainda é o caso de Bola, cuja especialidade é ficar assoviando e fazendo jabá dos patrocinadores. "Ah, mas de vez em quando ele participa dos quadros!". Claro, claro... Sem qualquer graça que justifique sua presença no grupo de humoristas, certo?


2º) ASTRID FARNSWORTH, PERSONAGEM DE "FRINGE"

Em cena, ela só serve para ter seu nome esquecido por Walter Bishop ou para passar tubos de ensaio para o cientista. E o mais incrível é que Astrid não é assistente laboratorial, mas sim uma... AGENTE DO FBI. E a danada aparece em todos os episódios!

Bom, a verdade é que poucas vezes eu vi um personagem tão inútil de uma série aparecer com tanta frequência sem de fato participar para valer dela. Como ainda faltam uns três episódios para eu terminar de ver o ano de estreia da série, mas eu duvido de que ela ganhe uma maior relevância nesta reta final da temporada... embora saiba que ela vá continuar aparecendo tanto quanto Philip Broyles e Nina Sharp - personagens que REALMENTE importam na trama.


3º) DEDÉ SANTANA

Todo mundo que tem mais de 25 anos cansou de morrer de rir com Mussum, Zacarias, Didi... mas são poucos que devem ter rido com alguma coisa que Dedé fez - eu, por exemplo, não conheço ninguém que tenha achado graça nele na vida.

Antes que experts em humor digam que o papel do "escada" - aquele bucha que em cena só serve pra levantar a bola pro humorista principal cortar - é importante, me pergunto: será que Renato Aragão, Mauro Gonçalves e Antônio Carlos Bernardes não encontravam coisa melhor não?


4º) FRED, DE SCOOBY-DOO

Ele sempre teve a banca de ser o líder da turma do furgão, mas nunca resolveu nenhum mistério. Nunca. Porém, no momento de arrancar as máscaras de diversos golpistas que se passavam por fantasmas, monstros, assombrações etc., lá estava ele - ou seja, na hora boa, ele aparecia! E desaparecia muito bem também, escolhendo a companhia da Dafne na hora de investigar. Um biscoito Scooby pra quem me disser a importância de Fred.


5º) BRUNO DE LUCA

Ex-ator, ex-repórter, o irrelevantemente versátil - ou versatilmente irrelevante? - De Luca acabou ganhando um programa (!!!) de TV, em que ele faz viagens pelo mundo, sempre devidamente ciceroneado. Por conta dos guias que o cercam, De Luca conseguiu um fenômeno incrível: ser o Compadre Washington de si mesmo, já que não faz a menor diferença para a atração que comanda. Não é para qualquer um.


6º) GILMAR NA COPA DE 1994

Claro que toda seleção que disputa uma Copa costuma ter três goleiros em seu plantel, mas nunca o terceiro arqueiro de uma equipe festejou e apareceu tanto quanto Gilmar na participação do Brasil na Copa dos EUA, em 1994. Quem via de fora, pensava que ele era o titular, tamanha a indiscrição. Mas todos sabemos que, naquela competição, Gilmar fez o mesmo que eu e você: foi espectador - só que de um lugar mais privilegiado...

Vejam bem: muita gente sabe que eu sou torcedor do Flamengo, e que por isso sou grato ao Gilmar por muitas glórias - sobretudo pelo título do Campeonato Brasileiro de 1992. Mas se houvesse uma seleção dos compadrewashingtonistas dos mundiais no futebol, ele concorreria à braçadeira de capitão. Ou, melhor ainda, ficaria na reserva.

***

Os seis casos acima são apenas alguns exemplos de um grupo bem numeroso. Na real, os compadrewashingtonistas vão continuar eternamente por aí, com sua rara habilidade de fazer o pouco ou quase nada render bastante para eles mesmos. Definitivamente, ser ordinário é uma arte.

terça-feira, 31 de março de 2009

ENTREVISTA: ASUSANA E ALÍBERA, AS CANTORAS DE INRI CRISTO

No princípio era o Cristo - Inri Cristo. Anunciando-se como reencarnação do mais iluminado filho de Deus, o solícito Inri experimentou por um tempo uma certa exposição televisiva em programas movidos a humor e polêmica, como o Pânico na TV e o Superpop. Mas na internet, o suposto Cristo deixou os holofotes para duas de suas seguidoras: Asusana e Alíbera.





Autoras do milagre da multiplicação dos pageviews de seus vídeos no YouTube - em que fazem versões de músicas de artistas nada religiosos como Amy Winehouse, Madonna, Britney Spears e até da banda inglesa de heavy metal Saxon -, Asusana e Alibera toparam dar uma entrevista exclusiva por e-mail ao Tudo Está Rodando.

Enviei algumas perguntas às duas, e as respostas vocês leem abaixo. Em seu depoimento, Asusana e Alibera contam sobre o começo da carreira, citam influências - de Legião Urbana a Guns and Roses! -, falam das gravações de seus vídeos... e ainda: definindo-se como ecléticas, as duas não descartam a chance de, num futuro próximo, gravar uma versão mística de um funk ou de um pagode de sucesso!

Confiram:



Antes de qualquer coisa, por que o nome de todas as discípulas de Inri Cristo começa com a letra "A"?
"O nome de cada discípula é Inri Cristo quem escolhe de acordo com a inspiração que recebe do Pai, e também de acordo com a história e missão de cada uma. O 'A' na frente dos nomes é uma homenagem às mulheres, já que elas foram solidárias ao INRI na hora da crucificação; naquele momento elas conquistaram o direito de se tornarem discípulas também. Ninguém é obrigado a crer".


Como surgiu a dupla Asusana e Alibera? Quando começaram a cantar?
"Tudo começou com uma brincadeira. No princípio nós cantávamos músicas antigas do Jamelão, da Dalva de Oliveira... enfim, canções que INRI gosta, no intuito de alegrá-lo, dar uma descontraída, pois quando INRI assiste aos noticiários, não tem como fechar os olhos para a triste realidade que vivemos, as guerras, as dores do povo, isso tudo o aflige e o deixa desgostoso".


Como e de quem surgiu a ideia de fazer versões místicas para sucessos do pop/rock?
"Foi cantando para Inri que surgiu a ideia de gravar a primeira versão, intitulada 'Paródia Divina', baseada na música 'A Banda' do Chico Buarque. Postamos no YouTube, os internautas gostaram da idéia, então vieram as outras versões".


Como é feita a escolha das músicas a ganharem versões?
"Nós não temos preferência por tipo de música, pode ser do estilo jovem de hoje em dia, como também podem ser músicas que marcaram época. Somos ecléticas".


Quem compõe as letras das versões? Vocês mesmas?
"A maioria das letras são sugestões enviadas por internautas. Gravamos justamente a partir de pedidos deles e até de amigos. Nós avaliamos carinhosamente cada sugestão e escolhemos as que mais apreciamos".


De quais artistas de pop/rock vocês mais gostam?
"Gostamos de vários: Capital Inicial, Legião Urbana, Ana Carolina, Guns ‘n Roses e de muitos outros. Apreciamos a MPB e aprendemos com INRI a gostar de música clássica".


Seus parentes e amigos já viram os vídeos? Se sim, o que eles acham?
Asusana: "Já viram sim, gostaram muito, e estão sempre esperando pelo próximo".


É feito algum ensaio para as cenas dos clipes? Quem as dirige?
"Nós fazemos uns ensaios, mas nada de malabarismo, pois não gostamos muito de dançar (risos). Os clipes são dirigidos pela Asusana, e quase sempre é ela quem escolhe o cenário. As cenas do último clipe, 'Não diga não' (versão para "Rehab", de Amy Winehouse, lançada no último dia 23 e já vista 80 mil vezes no YouTube), foram idealizadas por duas jovens que vieram da Itália, de uma escola vinculada à Benetton, para fazer um documentário sobre Inri Cristo. Elas se prontificaram a gravar o vídeo e nós obviamente aceitamos".


Quanto tempo demora o processo de realização do vídeo de uma versão mística?
"Cada vídeo leva aproximadamente dois meses para ficar pronto, pois temos que decorar a letra, ensaiar, depois preparar o cenário, gravar e finalmente partir para a edição".


Desde que surgiram seus clipes com as versões místicas, pôde-se notar uma dedicação maior na realização deles. Vocês têm se dedicado mais a pensar em coisas como coreografias, cenas, interpretações etc.?
"Na verdade foi tudo um processo espontâneo. No começo, era tudo caseiro, e aos poucos fomos nos aperfeiçoando. É que nós jamais pensamos que a brincadeira iria ficar tão séria (risos)".


O que Inri Cristo acha dos clipes? Ele dá ou já deu algum tipo de orientação para algum vídeo?
"O Inri aprecia todos os clipes, afinal todos foram feitos em homenagem a ele. Mas ele nos deixa bem à vontade para usarmos nossa criatividade".


Inri Cristo participou ativamente do vídeo da versão mística de "Rehab". Já houve a ideia de tê-lo cantando com vocês em um vídeo futuro?
"Inri aceitou participar a pedido das documentaristas que estavam aqui para entrevistá-lo e se propuseram a gravar esse clipe. Elas apresentaram as idéias e INRI considerou-as inspiradas. Afinal de contas, INRI não iria dizer não pra ele mesmo!"



Qual vídeo deu mais trabalho para ser feito até hoje?
"Quando existe esforço, boa vontade e dedicação, até as coisas mais difíceis acabam se tornando pequenas. Nenhum vídeo podemos dizer que foi fácil produzir, mas o que tivemos de gravar mais vezes foi 'O tempo vai mostrar', a versão mística de Living on a Prayer. Esse foi duro na queda, mas ficamos satisfeitas”.


Se houvesse um convite para participar de algum festival grandioso de pop/rock, vocês participariam? Por quê?
"A questão é que desses festivais só participam cantores profissionais, e nós não somos cantoras profissionais. Apenas deixamos de cantar embaixo do chuveiro para cantar no palco virtual(risos)".


Alguém já as cumprimentou ou as reconheceu na rua por conta dos vídeos e das versões místicas? Se sim, como foi ou costuma ser? Dão autógrafos?
"É claro que já vieram nos abordar, alguns já pediram para tirar fotos conosco. Nós só não damos autógrafos porque não somos artistas. Somos discípulas de Inri Cristo".


Já houve a ideia de vocês duas gravarem um disco?
"Nós não vamos gravar disco, pois não temos nenhum objetivo mercantilista. Nosso único objetivo é divulgar que Inri Cristo está entre nós. Até porque não somos cantoras profissionais, e sim mensageiras do Reino de Deus".


Até agora, vocês fizeram versões do pop, do rock e de MPB. Vocês fariam versões místicas de músicas de gêneros como funk, forró, axé ou pagode?
"Até agora não recebemos nenhuma sugestão concreta. Não são nossos estilos musicais favoritos; porém, se algum dia nos enviarem uma versão bem elaborada, faremos uma avaliação imparcial".


Se vocês pudessem escolher algum artista ou grupo de rock ou de pop para tocar uma versão mística com a dupla Asusana e Alibera, quem escolheriam?
"Como já dissemos, nós não somos cantoras profissionais, por isso preferimos assistir aos artistas".


Como é a rotina de ensaios de vocês? Algum outro discípulo de Inri Cristo tem talentos musicais? Podemos esperar novas duplas musicais de seguidores de Inri?
"Nós não temos rotina. Ensaiamos quando temos uma brecha, às vezes até nos intervalos das audiências de Inri. Não somos cantoras, somos discípulas. Além de cantar, continuamos com nossas atividades de sempre, que é atender o público, dar orientações às pessoas que nos procuram, além de nossos afazeres diários. Cada membro da SOUST (a Igreja de Inri) cumpre sua missão de acordo com o talento que recebeu do Altíssimo, mas talento musical por enquanto só embaixo do chuveiro mesmo (risos)”.


Qual a sua versão mística favorita e por quê?
Alíbera: "A próxima, sem desmerecer nenhuma outra (risos)".


Qual a versão mística favorita de Inri Cristo?
"Para Inri todas são favoritas, pois todas falam sobre sua missão e seus ensinamentos".


Vocês podem adiantar quais serão as próximas músicas a ganharem versões místicas? Podem antecipar como serão os vídeos?
"Isso nós não podemos revelar. É surpresa".

quarta-feira, 18 de março de 2009

FREDDY KRUEGER, JASON OU MICHAEL MYERS: QUAL O MELHOR PSICOPATA SOBRENATURAL DO CINEMA?



Reservei a madrugada da terça desta semana para ver o "Sexta-Feira 13" de 2009. Azar o meu: o filme, em torno do qual tinha muitas expectativas - o máximo possível em se tratando de um longa da série -, nem é essa Coca-Cola toda. Uma vez que decidiram por ressuscitar pela enésima vez o monstro da máscara de hóquei, que fosse em altíssimo nível. Mas não foi esse o caso...

E se o novo "Sexta-Feira 13" não me agradou, pelo menos serviu para que uma questão emergisse das profundezas de Crystal Lake. Ou do porão mais soturno da Elm Street. Ou ainda, do quarto mais bizarro do Smith's Grove Sanitarium. Pistas para a pergunta que faço no título do post e repito aqui: entre Jason, Freddy Krueger e Michael Myers, qual é o melhor psicopata sobrenatural do cinema?

Arrumei alguns quesitos para responder essa questão. A ideia é destrinchar - opa! - alguns aspectos que compõem os três personagens para termos (ou não) um vencedor. Preparados?


ORIGEM

Dos três, Michael Myers fica fácil com o terceiro lugar nesse quesito - é "apenas" um garoto de seis anos que mata a irmã mais velha e, de lá pra cá, segue exercendo o hábito no Dia das Bruxas. Em compensação, a disputa é um pouquinho mais acirrada entre Jason e Freddy... mas só um pouquinho.

Jason virou Jason após sua mãe ter pensado que o filho, um garoto com problemas mentais e de cabeça disforme, se afogou no acampamento Crystal Lake por negligência dos monitores. Daí, ela saiu matando geral para se vingar. Mal sabia ela que Jason estava vivo... e que a veria ser morta. Dali pra ele pegar o facão e colecionar mortos não foi nada.

Pode ficar melhor? Não sei, mas a de Freddy supera. Ele nasceu do ato bárbaro de 100 presidiários, que estupraram sua mãe, uma freira chamada Amanda Krueger. Espancado pelo pai, humilhado pelos colegas de colégio, ele cresceu e executou várias crianças da vizinhança da Elm Street. Os pais das vítimas acabaram fazendo justiça pelas próprias mãos, juntando Freddy e queimando o homicida... Por isso, é ponto para ele! Placar: Freddy 1 x Jason 0 x Myers 0.


INDUMENTÁRIA E ACESSÓRIOS

O suéter quase-rubro-negro, o chapéu malandrão e, principalmente, a clássica luva cheia de lâminas são bacanas, e Freddy vai bem nesse aspecto. Jason também não decepciona, graças à máscara de hóquei e ao seu facão também. E Michael Myers tem a máscara mais aterrorizante de todas, graças a um detalhe: seus olhos vazios, expressando toda a ausência de sentimentos do desgraçado. Decisão difícil... mas meu voto vai para Jason. Placar: Freddy 1 x Jason 1 x Myers 0.


PERSONALIDADE





Essa é barbada: Freddy! Enquanto Michael Myers é medonhamente inexpressivo - o que acrescenta e muito ao personagem - e Jason se limita a mover sua cabeça quando quer ir além do simples banho de sangue, Freddy é cheio de sarcasmo e demonstra sempre que está despudoradamente se divertindo ao fazer suas vítimas sofrer. E humor negro e personagem de filme de terror foram feitos um para o outro. Placar: Freddy 2 x Jason 1 x Myers 0.


VÍTIMAS FAMOSAS




Michael Myers impõe respeito ao mostrar que, em sua trajetória, perseguiu invariavelmente Jamie Lee Curtis - ou melhor, Laurie Strode. Mas Myers pode se gabar também de ter aterrorizado Tyra Banks ("Halloween: Ressurrection")!

Em Crystal Lake, Jason é o terror do currículo de algumas celebridades do segundo escalão do showbiz, mas das quais pelo menos já se ouviu falar - a mais representativa delas é Corey Feldman ("Goonies", "Lost Boys"). Hummm.

E Freddy? Bom, o crápula de "A Hora do Pesadelo" já aterrorizou celebridades hollywoodianas como a Allison de "Medium", Patricia Arquette - no terceiro filme de sua série - e matou Johnny Depp em seu sonho no primeiro de seus filmes, muito antes de ele também ter suas mãos de tesoura... Placar: Freddy 3 x Jason 1 x Myers 0.


ÍNDICE DE MALDADE
Antes de virarem os monstros que são, Jason e Freddy foram duas crianças atormentadas, vítimas de abusos e dos que o cercavam. Então, é perfeitamente compreensível o fato de ambos terem se voltado para o mal. Mas Michael Myers vai além disso.

O psicopata de Halloween matou sua irmã mais velha quando tinha apenas seis anos, e sem qualquer motivo aparente para isso. Anos mais tarde, seu psiquiatra, Dr. Loomis, o descrevia como alguém "simplesmente mau", tornando-se obcecado por aquele caso único. Ou seja: sem explicações nem justificativas para ser ruim. Ponto para ele. Placar: Freddy 3 x Jason 1 x Myers 1.


INDESTRUTIBILIDADE
Xi, Freddy... Uma vez que o terror de Elm Street só se garante de verdade no mundo dos sonhos, não se pode levar muito a sério sua invulnerabilidade. A insistência em viver é algo que Jason e Michael Myers dominam bem melhor, certo?

Fica difícil dizer quem é mais tinhoso, pois ambos já resistiram a incêndios, tiros, facadas etc... Mas enquanto os produtores da saga "Sexta-Feira 13" confirmam apenas duas mortes de Jason - em "The Final Chapter", o quarto filme, e "The Final Friday", o nono -, Myers só morreu uma única vez. Quer dizer, isso se o incêndio ao fim de "Halloween: Ressurrection" tiver mesmo dado cabo da vida dele... Placar: Freddy 3 x Jason 1 x Myers 2.

RESSURREIÇÕES BIZARRAS

Como Myers é indestrutível e nunca de fato morreu, não podemos falar de ressurreição ao tratar dele. Sendo assim, restam Freddy e Jason. E não tem para o desfigurado homem da mão laminada: Jason já voltou à vida de tudo quanto é forma: com choque debaixo d'água, com um raio e até pelos poderes de uma parapsicóloga (no sétimo)! Por isso... Placar: Freddy 3 x Jason 2 x Myers 2.

***


Só para saber se vocês concordam com o placar favorável a favor de Freddy, a nova enquete do blog é exatamente essa: qual dos três é o melhor psicopata sobrenatural da história do cinema? Cravem seus votos na coluna da direita e deixem seus comentários matadores...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"SUKIYAKI WESTERN DJANGO": MAIS DO MESMO OU NADA DEMAIS DO MESMO

Promessa é dúvida dívida; e por isso estou aqui para falar de "Sukiyaki Western Django", película de Takasshi Miike vista por mim nesta quinta-feira...





O filme é divertido? É. Mas tão apropriado quanto dizer isso é afirmar que "Sukiyaki" é nada além da velha piada de "Kill Bill" requentada, produzida por um verdadeiro cineasta japonês. Inegável que a história tem ótimos momentos, mas eu a recomendo apenas para os que desejam ver os clichês de filmes de western spaghetti devidamente homenageados/satirizados em um contexto nipônico. Em outras palavras, no espírito de pipoca+diversão, vale a pipoca e o ingresso.

Interessou? Tem sessão extra do filme no domingo às 22h no Estação Botafogo...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

ADEUS AO SHOGUN DO HARLEM




Um minuto de silêncio, bandeiras a meio pau: acabo de descobrir que, na última terça-feira, morreu Julius Carry, ator que viveu um dos papéis mais icônicos da história da Sessão da Tarde: Sho'Nuff, o Shogun do Harlem, vilão do filme cult "O Último Dragão" ("The Last Dragon", de 1985), que até hoje passa na Sessão da Tarde.

Segundo o site do Chicago Tribune, Carry morreu de complicações causadas por um câncer no pâncreas e, além de Sho'Nuff, tinha um vasto currículo de papéis e participações em séries de TV; mas vale ser homenageado pelo que foi o maior de seus personagens:




Leroy sabe, Carry: Sho'Nuff sempre será o mestre.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

EU RECOMEINDO...

Era óbvio que eu cederia às tentas tentações gastronômicas que São Paulo oferece em minha semana na cidade; agora, jamais poderia imaginar que descobriria uma nova paixão em uma geladeira horizontal de um pé-sujo da Liberdade: Melona!





Melona é o nome de um sorvetinho esquisito fabricado na Coréia que tem formato de queijo de coalho e, à primeira vista, parece ser apenas uma iguaria trash... Mas a verdade é que o troço é bom. Muito bom.

São três sabores: banana, melão e morango. Provei os dois primeiros, e o sabor é assustadoramente fiel ao das frutas. Salgado, só o preço de R$3,50.

Mais uma vez: se eu fosse rico, levava Melona pro Rio e pra todas as cidades litorâneas. E com um nome desses na mão, ainda faria um comercial do sorvete estrelado por ela:



Ah, faria.

p.s.: Detalhe para o vestido da Pamela. Aula de marketing.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A hora e a vez de Italian Spiderman

Hoje, como você já sabe, tem a estréia do novo filme de Indiana Jones nos cinemas; mas não é o único grande lançamento envolvendo um herói...

Neste 22 de maio é marcado também pelo surgimento de Italian Spiderman, herói de um filme da produtora italiana Alrugo(???). A aventura do tosquíssimo Homem-Aranha Italiano será mostrada em dez episódios semanais, postados em sua página oficial no MySpace.

Nesta primeira parte do filme já dá para sacar que temos fotografia, figurinos, trilha sonora e atuações feitos para agradar em cheio os fãs de Quentin Tarantino, Hermes & Renato e viúvas dos filmes dos Trapalhões. Ah, e os efeitos especiais merecem um destaque especial. Assista e preste muita atenção no salto/fuga do Spider e na transformação-surpresa do vilão:


Desde já surge a dúvida: será que Italian Spiderman seria páreo para Mirageman???

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Aprende, "Heroes"!

Esqueça "Friends", "Seinfeld" e "That 70s Show". E "30 Rock", "Arrested Development", "The Office"? Pff. Junte todas essas comédias e nenhuma - eu disse nenhuma! - chegará aos pés de uma descoberta tardia minha: "Caminhos do Coração".

A novela da Record é uma das coisas mais hilárias que eu já vi na TV. Muito resumidamente, a história é centrada em um grupo de mutantes ("X-Men"? "Heroes"?) que lutam para achar seu caminho entre os humanos etc.. Alguns deles passam por experiências em uma ilha secreta ("Lost"?), e aí você já imagina a deliciosa tosquice que tudo isso vira na tela.

Mas o que me ganhou de vez em "Caminhos do Coração" não foi a coleção de precários efeitos especiais não. Foi a fala de um personagem que, acamado, me solta a seguinte frase, em meio às lágrimas: "Estou preocupado com fulana. Com os vírus do vampirismo e da licantropia à solta"... e aí eu sou incapaz de reproduzir o que veio em seguida pois era a minha vez de quase chorar... de rir.

Resultado: eu, que só estava esperando começar "O Aprendiz", quase fiquei revoltado ao ver o Justus tomar o lugar daquela sensacional história. Por isso, se eu mandei esquecer aquelas comédias todas acima, esqueça também "Heroes". Se é para fazer gargalhar, e em matéria de vergonha alheia, "Caminhos do Coração" é bem mais eficaz.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Agora é todo dia!

Algumas pessoas me perguntam: "Se você consegue atualizar o Lost in Lost todo dia, por que não faz isso com o Rodando?". A resposta básica é: porque eu ando trabalhando demais; mas fugindo dela, e citando um dos meus personagens favoritos da série que eu amo, "eu crio tempo".

Assim sendo, agora prometo fazer posts diários por aqui. E pode ir clicando ao lado para assinar o RSS ou embarcar no Twitter do blog, porque eu vou perturbar. Ah, se vou!

E já que fiquei longos e tenebrosos dias longe daqui, farei uma maxiultraveloz atualização deste blog. Respira fundo e desce.


METRALHADORA GIRATÓRIA


Cuspindo tópicos de tudo quanto é assunto para todo lado:


- Como as coisas mudam em apenas três dias... A comemoração do título estadual do Flamengo foi merecida, mas durou demais - mais precisamente, até o apito inicial do jogo de ontem. Claro que estou não me referindo à torcida, mas sim aos levianos dirigentes, comissão técnica e jogadores. E aí foi uma vergonha. Oba-oba + salto alto+ desrespeito ao adversário = vexame. Conclusão: se quiser se meter a jogar a Libertadores 2009 - o que espero que aconteça -, que leve a competição a sério como manda o figurino.


- Ainda sobre o fim de semana, rolou aqui no Rio uma mostra de cinema fantástico muito legal, a RioFan. Infelizmente só tive tempo o prazer de ver uma sessão com um curta-metragem, "Criticized!", em que um cineasta detonado por um crítico se vinga dele, e o ótimo e divertidíssimo Mirageman. O filme chileno é do ano passado e conta a história do surgimento de um super-herói urbano, glamouroso e pobre - do tipo que vai combater o crime de ônibus. Dê uma sacada na figura:





Se você tiver a chance, assista.


- Um tiquinho atrasado, mas não dá para passar batido: o famoso site musical Pitchfork agora tem um canal de TV online, o Pitchfork TV. Não deixe de dar um pulo lá para ver shows, entrevistas, clipes e apresentações exclusivas. Sensacional!

- Novo disco do Portishead: eu ainda tenho medo. Muito medo. Soturno é apelido.

- Ainda não sei se quero ou não ver Speed Racer.

- Estreou nesta terça-feira "O Aprendiz 5" na Record. Em menos de dois minutos de competição iniciada e o pau já comia nas equipes, que tinham como um desafio promover uma corrida beneficentes de patinhos de borracha nos rios de duas cidades. Os eventos das equipes foram fiascos totais, com Justus mostrando que está em forma na amarga arte de esculachar subalternos. Trump ficaria orgulhoso!

- E por fim o novo hit dos amantes de games portáteis:





Isso mesmo: versão handheld do Guitar Hero! Como nas guitarras do game original, a mini-guitarra portátil tem cinco botões de "notas" e alavanca, e ainda botão de volume! São três níveis de dificuldade e músicas do Guitar Hero I e II para escolha. E o precinho: US$13,99! Tá vendendo aqui e a dica é do Vous Pensez.


* * *


Ainda hoje tem mais!
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