Este era para ser um post sobre o filme Um Dia, mas não o livro. Contudo, aquele velho e patife* motivo da falta de tempo ainda não me deixou ver o filme inspirado na obra de David Nichols.
Escrevo então para você que, por alguma razão, também não foi ainda ao cinema: não vá antes de ler o livro. É só porque o livro é uma das coisas mais gostosas de ler dos últimos tempos. O texto de Nicholls está a altura da ótima ideia que criou - a história do mesmo dia (15 de julho) na vida de duas pessoas por vinte anos seguidos. Bem, ao menos tudo corre excelentemente bem até a página 250, aquela em que acabo de repousar o marcador antes de saltar do ônibus minutos atrás.
Vamos fazer assim: eu me comprometo a terminar Um Dia antes ainda do Natal, e você promete que, em caso de dúvida sobre o que pedir em qualquer Amigo Oculto, irá optar pelo livro. Eu não diria isso se não garantisse que o seu presente será uma das obras contemporâneas mais contundentes sobre um homem, uma mulher e o continente de sentimentos que pode existir entre os dois já lida por você. Fechado?
*Me lembrem de usar mais vezes essa palavra. É legal de pronunciar e de escrever.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
David Bowie transforma Space Oddity em livro infantil
Antes de qualquer coisa, você conhece a música? Se a resposta for afirmativa, avance um parágrafo; se não, ouça e acompanhe a letra:
O bacana é que Bowie resolveu transformar os versos em um livro infantil, unindo forças com o ilustrador Andrew Kolb, dono de um traço à altura da excelente história do Major Tom...

A história ainda melhora, pois o PDF com o livro completo está à disposição de graça nesse link aqui. Para salvar e ler para os filhos e/ou irmãozinhos. Uma dica espacial do camarada Felipe Venetiglio.
O bacana é que Bowie resolveu transformar os versos em um livro infantil, unindo forças com o ilustrador Andrew Kolb, dono de um traço à altura da excelente história do Major Tom...

A história ainda melhora, pois o PDF com o livro completo está à disposição de graça nesse link aqui. Para salvar e ler para os filhos e/ou irmãozinhos. Uma dica espacial do camarada Felipe Venetiglio.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Walking Dead Compendium One: os zumbis são o de menos...
Quando imagina uma obra qualquer relacionada a zumbis, no que você pensa? É engraçado porque o tema "sobrevivência", embora esteja sempre em primeiro plano nessas histórias, não é tratado assim pelas nossas cabeças ao considerarmos essa pergunta. Pois é esse o grande trunfo de The Walking Dead Compendium One, livro que reúne as 48 primeiras edições dos quadrinhos que originaram a série de TV.
Lendo os quadrinhos de Robert Kirkman, percebe-se o quanto muitos autores perdem excelentes temas presentes e possíveis pra ficar boiando na superfície da sopa. Não que eu não goste de sensacionais besteiras do gênero, como Zombieland ou Shaun Of The Dead, porque curto de verdade; mas Walking Dead se torna algo especial por utilizar os zumbis - chamados na obra de biters, roamers, mas nunca pelo nome mais comum e tradicional - como o que de fato podem vir a ser, se devidamente numerosos e disseminados, como aqui são: causas de uma nova ordem mundial. E é aí, meu camarada, que mora o verdadeiro terror.
A partir do caos deflagrado pela devastação zumbi, resta aos poucos infelizes humanos que sobreviveram usar o que têm para não só se safarem, mas se reinventarem enquanto animais sociais. E em situações extremas, como sabemos, o homem vai na mesma batida, revelando o que nele há de melhor e de pior. Kirkman exemplifica isso especialmente no grupo liderado por Rick Grimes, formado por pessoas que forçadamente são obrigadas a se entenderem minimamente para tentar reconstruir o que restou de mundo. E talvez por quase voltarem à estaca zero, de fato formam sociedades com novos costumes e conceitos. Só para citar um exemplo muito à mão, sendo muito prático, nesse mundo de Kirkman, roubar deixa de ser crime para ser o corriqueiro...mas nem por isso os que (não) praticam o delito não deixam de se questionar por isso. E o que dizer das crianças, que vão desconstruindo o pouco que formaram nos corações e cérebros para se adaptarem ao lado dos pais e adultos à nova realidade?
O tema é mesmo rico demais, e fica melhor ainda quando deixa de ser genérico para ser ultrafocado no pessoal, humanizando ao máximo a jornada. Não são poucas as vezes em que você, ao longo da leitura, se pega antipatizando com um personagem por conta de uma atitude mas, no minuto seguinte, reflete e chega à conclusão de que não faria algo muito diferente não. E o contrário também acontece frequentemente. É uma luta constante, não só de preservação da vida como também do sentimento sobre os instintos, da razão frente à loucura; e em todas elas, muitas derrotas e vitórias.
Ao todo, são 1088 páginas (!!!) que, garanto, parecerão poucas para os que gostam de histórias em que, o tempo todo, as pessoas são convencidas de que não sabem do que realmente são capazes. Pode ser o seu caso, e eu acredito e torço para que seja; e é por isso que digo: se for de verdade, mas se você ainda tiver alguma resistência por conta dos zumbis e sua extrema violência brutal e insana, pode acreditar que qualquer pavor vai parecer barato diante dessa espetacular crônica sobre o comportamento humano que é The Walking Dead.
P.S. 1: Vi a primeira temporada da série de TV, verei a segunda, mas já garanto: nada vai chegar aos pés do que eu li.
P.S.2: Preciso dizer que já encomendei os livros seguintes? ;)
Lendo os quadrinhos de Robert Kirkman, percebe-se o quanto muitos autores perdem excelentes temas presentes e possíveis pra ficar boiando na superfície da sopa. Não que eu não goste de sensacionais besteiras do gênero, como Zombieland ou Shaun Of The Dead, porque curto de verdade; mas Walking Dead se torna algo especial por utilizar os zumbis - chamados na obra de biters, roamers, mas nunca pelo nome mais comum e tradicional - como o que de fato podem vir a ser, se devidamente numerosos e disseminados, como aqui são: causas de uma nova ordem mundial. E é aí, meu camarada, que mora o verdadeiro terror.
A partir do caos deflagrado pela devastação zumbi, resta aos poucos infelizes humanos que sobreviveram usar o que têm para não só se safarem, mas se reinventarem enquanto animais sociais. E em situações extremas, como sabemos, o homem vai na mesma batida, revelando o que nele há de melhor e de pior. Kirkman exemplifica isso especialmente no grupo liderado por Rick Grimes, formado por pessoas que forçadamente são obrigadas a se entenderem minimamente para tentar reconstruir o que restou de mundo. E talvez por quase voltarem à estaca zero, de fato formam sociedades com novos costumes e conceitos. Só para citar um exemplo muito à mão, sendo muito prático, nesse mundo de Kirkman, roubar deixa de ser crime para ser o corriqueiro...mas nem por isso os que (não) praticam o delito não deixam de se questionar por isso. E o que dizer das crianças, que vão desconstruindo o pouco que formaram nos corações e cérebros para se adaptarem ao lado dos pais e adultos à nova realidade?
O tema é mesmo rico demais, e fica melhor ainda quando deixa de ser genérico para ser ultrafocado no pessoal, humanizando ao máximo a jornada. Não são poucas as vezes em que você, ao longo da leitura, se pega antipatizando com um personagem por conta de uma atitude mas, no minuto seguinte, reflete e chega à conclusão de que não faria algo muito diferente não. E o contrário também acontece frequentemente. É uma luta constante, não só de preservação da vida como também do sentimento sobre os instintos, da razão frente à loucura; e em todas elas, muitas derrotas e vitórias.
Ao todo, são 1088 páginas (!!!) que, garanto, parecerão poucas para os que gostam de histórias em que, o tempo todo, as pessoas são convencidas de que não sabem do que realmente são capazes. Pode ser o seu caso, e eu acredito e torço para que seja; e é por isso que digo: se for de verdade, mas se você ainda tiver alguma resistência por conta dos zumbis e sua extrema violência brutal e insana, pode acreditar que qualquer pavor vai parecer barato diante dessa espetacular crônica sobre o comportamento humano que é The Walking Dead.
P.S. 1: Vi a primeira temporada da série de TV, verei a segunda, mas já garanto: nada vai chegar aos pés do que eu li.
P.S.2: Preciso dizer que já encomendei os livros seguintes? ;)
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terça-feira, 19 de julho de 2011
LIVRO DE ARTE URBANA INSPIRADA EM FILMES CULT - COMO PULP FICTION, POR EXEMPLO
![]() |
| (Via ToysREvil's I Like Toys) |
Lindaço o pôster com Jules Winfield, personagem de Samuel L. Jackson em Pulp Fiction, né? Ele está no livro Cult Movie Art, que reúne o melhor dos quatro primeiros anos da Crazy4Cult, evento da Galeria 1988 só de arte inspirada em cult movies. O livro será devidamente celebrado na Comic-Con 2011, com diversos artistas autografando exemplares...
Além de conhecer a C4C, de quebra ainda acabei esbarrando numa galeria com as favoritas da organização do evento:
Várias são legais; porém, nenhuma chega aos pés da do Jules.
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terça-feira, 31 de maio de 2011
UM LIVRO DE RECEITAS FEITO PARA OGROS
Comparando os meus hábitos alimentares de hoje com os de, sei lá, 4 anos atrás, hoje vejo que eu melhorei bastante - e tinha que ser assim mesmo, já que não sou nenhum garoto, o metabolismo ficou (ainda) mais lento... mas a opção por uma vida mais saudável não me impede de me divertir ao esbarrar com esse livro aqui:
![]() |
| (Via Hypeblast) |
O nome e a proposta deste livro da Esquire não poderiam ser mais diretos: "Eat Like a Man - The Only Cookbook A Man Will Ever Need" ("Coma Como Um Homem - O Único Livro de Receitas De Que Um Homem Precisa") ensina receitas que fariam qualquer guru de bem viver do GNT ou do do Discovery Health torcer o nariz. A obra de Ryan D'Agostino sai a US$18 na Amazon. Não me sirvo da galhofa temperada, mas aplaudo de longe.
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
BOMBARAM SERIAMENTE EM MEU 2010...
O trabalho pode até dignificar o homem, mas muitas vezes prejudica seriamente o cinéfilo, quadrinista, gamer... e o blogueiro. Esse último, então, acaba se ferrando um pouquinho mais, porque é muito mais importante aproveitar o tempo lendo/vendo/ouvindo/jogando/escrevendo (longe do Blogger) do que exatamente fazendo blog.
Como é momento de retrospectiva, aproveito pra fazer a minha em formato de tópicos. Entre eles, coisas que relatei aqui no blog e outras que não deu pra mencionar no tempo devido; mas, tenham sido registradas anteriormente aqui ou não, todas me fizeram mais feliz em 2010. Lá vai:
- Show do Holy Ghost! e do Mayer Hawthorne - não percam, que ele tá vindo pra cá - em Nova York.
- Air no Circo. Bonito do jeito que eu imaginava.
- Miike Snow - além de um show legal, a primeira iniciativa do excelente projeto do Queremos - que já promete ser responsável por belos momentos musicais de 2011.
- Bang Bang Bang, fruto da união Mark Ronson,MNDR e do incrível Q-Tip. Simplesmente a melhor música do ano.
- Klaxons lançando disco!
- Paul McCartney... ainda que tenha sido pela TV.
- Delicious Jukebox, festinha do Move That Jukebox, em que tive prazer em tocar em três edições - uma delas, dentro de uma das melhores festas do Rio, a Paradiso.
Mesmo passando quase que invictamente pelo Festival do Rio - droga - consegui ver coisas bem interessantes...
- Inception, é lógico. Christopher Nolan arrebentando novamente em roteiro e direção excelentes.
- The Social Network: bom, mas o curioso pra mim é ver a história de uma rede social no cinema. Sinal dos tempos...
- As adaptações de Scott Pilgrim e Kick Ass arrebentaram!
- Se Beber, Não Case. Galhofaça excelente.
- Onde Vivem os Monstros: se esperava muito mais de Spike Jonze, ao menos visualmente o filme é bonito em sua escuridão. Valeu sim.
- Aí a coisa embola, porque a maioria do que li não saiu nestes últimos doze meses, mas vá lá.
Nesse departamento, 2010 vai ficar marcado como o ano em que travei contato direto com John Fante e Albert Camus - cada um espetacular ao seu jeito, com Pergunte ao Pó e O Estrangeiro. Li também Juliet, Naked (Nick Hornby, sempre ótimo), Kerouak, o Umbigo Sem Fundo de Dash Shaw, finalmente perdi meu preconceito com Sandman (e me dei bem)... Enfim, foi um ano de boas e muitas leituras. E 2011 não será diferente não.
- Poderia chamar o tópico de "Nova York" que tava valendo. Conhecer a cidade - certamente uma das top 3 boas coisas do meu ano - é mergulhar em museus. Vi muita coisa boa, mas citarei só uma: Pure Beauty, a exposição que me fez conhecer o trabalho de John Baldessari, e fazer me interessar em definitivo a ponto de tentar me arriscar nesse campo também.
GAMES
- Batman:Arkham Asylum: gráficos fodas, enredo divertido e uma jogabilidade responsável pela melhor representação do Batman num game.
- Red Dead Redemption: o GTA do Velho Oeste merece todo e qualquer elogio que lhe cobriu. Um assombro de bom.
- Pro Evolution Soccer 2011: o meu game favorito de futebol ficou mais difícil, com uma física mais precisa, mais e melhores dribles... e um desafio mais viciante do que já era. Meu polegar esquerdo que o diga.
- Só um tópico, pra fechar muito bem: Lost. Um espetáculo do início ao fim, e um ponto final corajoso pra cacete. Bravo!
***
Se eu lembrar de algo mais - e isso fatalmente acontecerá -, vou atualizando. QUem quiser fazer o mesmo, manda bala nos comentários...
Como é momento de retrospectiva, aproveito pra fazer a minha em formato de tópicos. Entre eles, coisas que relatei aqui no blog e outras que não deu pra mencionar no tempo devido; mas, tenham sido registradas anteriormente aqui ou não, todas me fizeram mais feliz em 2010. Lá vai:
MÚSICA
- Air no Circo. Bonito do jeito que eu imaginava.
- Miike Snow - além de um show legal, a primeira iniciativa do excelente projeto do Queremos - que já promete ser responsável por belos momentos musicais de 2011.
- Bang Bang Bang, fruto da união Mark Ronson,MNDR e do incrível Q-Tip. Simplesmente a melhor música do ano.
- Klaxons lançando disco!
- Paul McCartney... ainda que tenha sido pela TV.
- Delicious Jukebox, festinha do Move That Jukebox, em que tive prazer em tocar em três edições - uma delas, dentro de uma das melhores festas do Rio, a Paradiso.
CINEMA
Mesmo passando quase que invictamente pelo Festival do Rio - droga - consegui ver coisas bem interessantes...
- Inception, é lógico. Christopher Nolan arrebentando novamente em roteiro e direção excelentes.
- The Social Network: bom, mas o curioso pra mim é ver a história de uma rede social no cinema. Sinal dos tempos...
- As adaptações de Scott Pilgrim e Kick Ass arrebentaram!
- Se Beber, Não Case. Galhofaça excelente.
- Onde Vivem os Monstros: se esperava muito mais de Spike Jonze, ao menos visualmente o filme é bonito em sua escuridão. Valeu sim.
LITERATURA/QUADRINHOS
- Aí a coisa embola, porque a maioria do que li não saiu nestes últimos doze meses, mas vá lá.
Nesse departamento, 2010 vai ficar marcado como o ano em que travei contato direto com John Fante e Albert Camus - cada um espetacular ao seu jeito, com Pergunte ao Pó e O Estrangeiro. Li também Juliet, Naked (Nick Hornby, sempre ótimo), Kerouak, o Umbigo Sem Fundo de Dash Shaw, finalmente perdi meu preconceito com Sandman (e me dei bem)... Enfim, foi um ano de boas e muitas leituras. E 2011 não será diferente não.
ARTES PLÁSTICAS
- Poderia chamar o tópico de "Nova York" que tava valendo. Conhecer a cidade - certamente uma das top 3 boas coisas do meu ano - é mergulhar em museus. Vi muita coisa boa, mas citarei só uma: Pure Beauty, a exposição que me fez conhecer o trabalho de John Baldessari, e fazer me interessar em definitivo a ponto de tentar me arriscar nesse campo também.
GAMES
- Batman:Arkham Asylum: gráficos fodas, enredo divertido e uma jogabilidade responsável pela melhor representação do Batman num game.
- Red Dead Redemption: o GTA do Velho Oeste merece todo e qualquer elogio que lhe cobriu. Um assombro de bom.
- Pro Evolution Soccer 2011: o meu game favorito de futebol ficou mais difícil, com uma física mais precisa, mais e melhores dribles... e um desafio mais viciante do que já era. Meu polegar esquerdo que o diga.
TELEVISÃO
- Só um tópico, pra fechar muito bem: Lost. Um espetáculo do início ao fim, e um ponto final corajoso pra cacete. Bravo!
Se eu lembrar de algo mais - e isso fatalmente acontecerá -, vou atualizando. QUem quiser fazer o mesmo, manda bala nos comentários...
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domingo, 22 de agosto de 2010
KILLER KAIJU MONSTERS: OS MONSTROS DA CULTURA JAPA EM LIVRO
Numa passeada na Livraria da Travessa no dia de ontem eu esbarrei com esse livro. Killer Kaiju Monsters - Strange Beasts of Japanese Film traz fotos e ilustrações - algumas toscas, outras bem-feitas, todas divertidas - de criaturas já vistas em seriados, filmes e desenhos japas. Em alguns exemplos há até um relato da fisiologia do monstrengo, em páginas semitransparentes que revelam os órgãos e relatam as características do bichano. Indicado para super-heróis orientais e fãs do Japan Pop Show.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
ROBERT CRUMB, DR. MANHATTAN E A VERGONHA PELO SER HUMANO

"Tenho vergonha do meu país. Na verdade, tenho alguma vergonha de viver no planeta Terra" (Robert Crumb, na coletiva dada por ele durante a FLiP. Via O Globo online)
Qualquer semelhança com o Dr. Manhattan, de Watchmen, não é coincidência: é sintonia.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
UMBIGO SEM FUNDO: RETRATO INCOMUM DE UMA FAMÍLIA ORDINÁRIA
Há um tempo ganhei de presente Umbigo Sem Fundo, livro em quadrinhos de um tal Dash Shaw, que para mim nada mais era do que um desconhecido. Na verdade, já vinha namorando a obra há tempos, por me parecer diferente, 100% singular já pelos dados de sua banda, que trazia informações divertidas, do tipo "Há vários gêneros de gêneros. Este é:", e a palavra "mistério" sublinhada, escolhida entre outros tipos. De cara, me soava divertida e estranha. Estava certo, mas Umbigo Sem Fundo não é apenas isso.O livro conta a história dos Loony - em inglês, palavra que é sinônimo para louco, mas que na história é (também) o sobrenome de uma família composta por três filhos de pais já na terceira idade. David e Maggie Loony decidem se separar após 40 anos de união, e chamam os filhos Dennis, Claire e Peter (e respectivos agregados e filhos) para uma minitemporada em sua casa, localizada em uma cidade de praia, para contar a novidade.

O trio não é exatamente unido, os pais não são exatamente calorosos e a notícia bate de forma diferente em cada um dos integrantes da família: Dennis, o mais velho, fica transtornado/inconformado, Claire tenta ser compreensiva e Peter... bom, Peter - espertamente retratado por Shaw com a cabeça de um sapo, do jeito que o caçula dos Loony se imagina -, sempre se sentiu um outsider mesmo; então... E no meio disso tudo, textos em código, silêncios que dizem muito... e imagens. Muitas e excelentes e fortes e simples.
Tudo bem que qualquer bunda-mole não-expert em quadrinhos saiba que uma boa história do tipo precisa ter imagens que casem absurdamente com o texto escrito, mas Shaw vai além desse dever de casa, por sinal muitíssimo bem executado, com direito a estrelas no caderno: os traços e enquadramentos que ele escolhe dão um ritmo sedutor ao pequeno drama dos Loony. A impressão que se tem é a de que o ângulo de cada quadrinho foi pensado por horas - e a imagem ao lado, que retrata uma fila de supermercado, é um excelente exemplo disso.Umbigo Sem Fundo é uma crônica sobre nascimento, crescimento, morte e pós-vida das relações humanas, especialmente as familiares, sem grandes sobressaltos além daqueles que fazem parte da estrada por todos nós conhecida, entendida e percorrida de formas diferentes: a velha e esquisita vidinha nem sempre analisada mas que de vez em quando acaba excepcionalmente exposta por sujeitos como Dash Shaw, mostrando a singeleza de momentos delicados, embaraçosos e esquisitos presentes no cotidiano que nos passa batido por conta das circunstâncias. Indicado para amantes de contos sobre a nossa vida ordinária e para os que gostam de se enxergar em excelentes histórias alheias.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
CHUCK PALAHNIUK E SUA NOVA (E PERTURBADA) CRIA
Descobri no ótimo AV Club que saiu hoje lá fora o novo livro de Chuck Palahniuk, Tell-All - US$15 na Amazon. A sinopse que eu li por lá é a de mais uma trama interessante e deliciosamente esquisita: Katherine Kenton, uma atriz que fez sucesso no passado e que hoje vive na obscuridade tenta retormar os dias de glória e acaba se envolvendo com um ricaço. A melhor amiga dela - que também é sua protetora e biógrafa - descobre que o sujeito está escrevendo um livro sobre seu envolvimento com Kathie... e a obra termina com a morte dela, cujos detalhes vivem sendo alterados.O mais maneiro é que esse link do AV também traz para download os dois primeiros capítulos. Achei realmente promissor, e não li (ainda) os capítulos pra que eles não me deem vontade de continuar a leitura de um livro que não tenho nas mãos. De qualquer forma, já será encomendado. Se eu fosse vocês, fazia o mesmo. Mais cedo ou mais tarde Tell-All cai nas minhas mãos, e mais cedo ou mais tarde Tell-All será comentado por aqui.
E já na onda de antecipação, em muito breve eu tratarei de outra obra genial, que leio tardiamente: o genial "Pergunte ao Pó", de John Fante. Arturo Bandini merece um espaço neste humilde blog.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
ALICE NO iPAD E A NOVA LEITURA
Acredito que alguns ainda achem que o iPad nada mais é do que um concorrente em cores do Kindle. Essas pessoas deveriam ver como adaptaram Alice no País das Maravilhas para o gadget da Apple:
Agora, imaginem os livros infantis com esse grau de interatividade? Gabriel Cunha me falou que o iPad iria revolucionar a leitura... e eu não vou ser besta de duvidar - não depois do vídeo acima.
Agora, imaginem os livros infantis com esse grau de interatividade? Gabriel Cunha me falou que o iPad iria revolucionar a leitura... e eu não vou ser besta de duvidar - não depois do vídeo acima.
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quarta-feira, 31 de março de 2010
10 ANOS DE "ALTA FIDELIDADE", O FILME... MAS FALEMOS DO LIVRO.
A Pop Candy Whitney Matheson me lembrou de que "Alta Fidelidade", o filme inspirado na obra homônima de Nick Hornby, acaba de completar 10 anos. Hooray - o filme é divertido, carismático, John Cusack & cia. vão bem em seus papéis etc. etc. etc.; mas quero me valer desse festivo acontecimento para lembrar do que o originou: a obra de Hornby."Alta Fidelidade", o livro, é bastante especial para mim, por alguns motivos idem. O primeiro é que ele caiu nas minhas mãos no período em que talvez eu mais estivesse envolvido com música, tocando bastante e compondo regularmente - pra quem não sabe, eu tenho uma banda chamada Netunos, atualmente hibernando. Porém, como diria aquele comercial de TV, "não é só isso".
O livro tem um significado que talvez seja ainda mais forte para mim. "Alta Fidelidade" marcou o meu reencontro definitivo com o hábito da leitura. Eu, que sempre gostei de ler desde moleque, fiquei divorciado por um tempo dos livros. Posso mentir para vocês que foi por falta de tempo, mas não farei isso. Prefiro mesmo admitir que a literatura não era mesmo foco na época... até "Alta Fidelidade" mudar essa história.
Para falar disso, me transporto para o Nick Hornby que estou devorando atualmente - "Frenesi Polissilábico" é o nome do livro que reúne as colunas do escritor para a revista inglesa de literatura The Believer. Para quem gosta de ler e escrever, "Frenesi" traz uma proposta interessante por demais ao apresentar o escritor como leitor, revelando os aspectos diversos de sua relação com as obras dos outros, e o quanto isso respinga no trato com os escritos dele próprio, e vice-versa.E é na inspiradíssima introdução de "Frenesi Polissilábico" que me relembro de "Alta Fidelidade". Nela, Hornby simplesmente desmistifica toda a implícita exigência de erudição e de relação de submissão do leitor com o livro que muita gente tem em mente, e acaba com os tabus que as obras escritas parecem trazer consigo, sobretudo as clássicas. Ele diz que, acima de qualquer coisa, literatura é um prazer; e que seu consumo deve ter o mesmo modelo do que adotamos com os objetos culturais aparentemente menos preciosos - músicas, games, seriados etc. E qual é esse comportamento recomendado por ele? Simples: não gostou do livro? Feche-o e parta para outro.
É por aí mesmo. Acredito e faço coro com Hornby porque acredito em que não existe quem não goste de ler, e sim gente que ainda não achou o que gosta de ler. E é o tipo de gosto em que vale a pena insistir, ainda que haja épocas em que nossa mente e espírito possam estar cegos para a leitura em razão de outros interesses mais relevantes no momento.
No fundo, toda essa ladainha é para dizer que "Alta Fidelidade" é um livro do cacete pois, além de trazer uma história brilhante e personagens destacados, sua narrativa e sua trama têm a natural vocação de exercer na prática o que Nick Hornby defendeu brilhantemente no começo de "Frenesi": literatura não precisa ser rebuscada pra mim, pra você, nem pra você e muito menos pra você, e sim agradável, prazerosa, recompensadora. Não há tempo a perder, e por isso o que não nos afeta tem mais é que ir para a vala. Que se faça isso mais vezes com livros, mas não com a literatura. Portanto, se você pôs o chapeuzinho de cone pra comemorar os 10 anos de Rob Gordon (o protagonista do filme), vá atrás de Rob Fleming (o do livro); e se (ainda) não viu John Cusack arrebentar no papel do dono da Championship Vinyl, procure antes dar uma cara ao personagem pelas linhas do Hornby. No mínimo, você vai encontrar uma boa história; e na melhor das hipóteses, pode reencontrar ou descobrir uma das melhores coisas da vida.
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
RETROSPECTIVA 2009: SUCESSOS, FIASCOS E DESCOBERTAS
Faltam poucas horas para 2009 ser coisa do passado. Então, não podia encerrar o ano sem falar do que rolou nos meus 12 últimos meses. Rapidinho, porque hoje ninguém quer perder tempo para celebrar. Go!
GAMES
Ontem chegou às minhas mãos o "New Super Mario Bros Wii". Excelente: visual old school, novos e divertidos poderes e a chance de jogar com 4 pessoas ao mesmo tempo. Ponto para a Nintendo, que também acertou a mão no "Wii Sports Resort", que trouxe a reboque o motion sensor, tornando o controle mais sensível aos movimentos - o que seria muito legal se não tivéssemos contato com o Project Natal, aguardado, viralizado e hypado futuro melhor acessório para games do mundo, segundo a Microsoft e o vídeo que bombou no YouTube, mostrando que o aparelhinho vai ler os movimentos corporais dos gamers sem necessidade de controle. Estamos no aguardo!
2009 também foi o ano de lançamento de "Rock Band: The Beatles", com o repertório completo dos FabFour ao alcance das guitarras, baixos, microfones e baterias de plástico. Joguei e, de fato, é excelente. Paul, George, John e Ringo merecem!
Em 2010, espero sinceramente que eu con$iga ter tempo e di$po$ição para trazer um PS3 para a casa - e fazer mais e melhores comentários na retrospectiva do ano...
SÉRIES
Aqui em casa, mais uma vez, "Lost" quebrou tudo, deixando todo mundo sem unhas para a temporada final. "The Big Bang Theory" foi brilhante como sempre, "Fringe" cresceu, amadureceu e ficou espetacular, Jim e Pam casaram em "The Office", "Dexter" nos deu uma quarta temporada arrebatadora, "Chuck" se salvou com justiça da degola... e "True Blood" foi muito bem pra derrapar no final. Vai melhorar!
Das novas, "V" chegou direitinho, "Flash Forward" decepcionou, "Dollhouse" partiu desta para uma pior... e passei batido por "Vampire Diaries". Nem fez falta, sinceramente. E espero só umas horas a mais no ano que vem pra ver tudo o que eu queria ter visto...
FILMES
Mais uma vez Tarantino quebrou a banca: "Inglorious Basterds" merece o rótulo de obra-prima, a ponto de me deixar na dúvida se é melhor ou não do que "Pulp Fiction"... JJ Abrams, por sua vez, deixou todo mundo surpreso com "Star Trek", mexendo na história sem ofender (muito) os Trekkies - e com Leonard Nimoy e tudo!
Me diverti muito também com "Zombieland", filme sobre zumbis que reúne gente do quilate de Woody Harrelson e Bill Murray - este, numa atuação, err, soberba. Assistam!
(E não, ainda não vi "Avatar". Resolução para a primeira semana do novo ano!)
MÚSICA
Muitas, muitas coisas boas foram tocadas e ouvidas em 2009: a novidade Passion Pit, The Pains of Being Pure at Heart, Holy Ghost!... Foi neste ano que a bizarra Lady Gaga achou seu pedaço na música pop, e a gracinha Katy Perry lançou seu Unplugged. Vale o show.
Em 2009 também perdi muitos, muitos shows bons. Queria ter visto Faith No More, Jane`s Addiction, Super Furry Animals... Ano que vem isso não se repetirá. Bom, pelo menos vi os velhinhos do B-52`s quebrarem tudo e o insuperável show do Radiohead no Rio, que obviamente figura no meu Top 5.
Porém, foi da música um dos momentos mais marcantes (e infelizes) de 2009: a morte de Michael Jackson. Se está certo quem diz que sempre há um lado bom em alguma coisa, a morte de Jacko fez lembrar (e ensinar) muita gente do genio musical que ele era.
LIVROS e QUADRINHOS
2009 foi o ano em que me reaproximei de vez do quadrinhos. Teve Bryan Lee O`Malley e seu Scott Pilgrim , Robert Crumb revendo A Gênese bíblica e com a biografia de Franz Kafka, Charles Burns e "Black Hole", Craig Thompson e "Retalhos"... Sweet!
Nos livros, entre um e outro título dedicado ao marketing, tive bons escritos rolando na cabeceira: Chuck Palahniuk, Henry Jenkins, Charlotte Harris... E ano que vem tem mais, muito mais.
MENÇÃO MUITO, MUITO HONROSA
Flamengo HEXACAMPEÃO BRASILEIRO! Dá-lhe, MENGO!
***
Quem tiver algo ainda a declarar sobre 2009, que o faça agora! E um 2010 não menos que excelente para todos. Obrigado por acompanharem o blog e sigam por aqui no ano que vem, porque garanto: muita coisa vai melhorar!
GAMES
Ontem chegou às minhas mãos o "New Super Mario Bros Wii". Excelente: visual old school, novos e divertidos poderes e a chance de jogar com 4 pessoas ao mesmo tempo. Ponto para a Nintendo, que também acertou a mão no "Wii Sports Resort", que trouxe a reboque o motion sensor, tornando o controle mais sensível aos movimentos - o que seria muito legal se não tivéssemos contato com o Project Natal, aguardado, viralizado e hypado futuro melhor acessório para games do mundo, segundo a Microsoft e o vídeo que bombou no YouTube, mostrando que o aparelhinho vai ler os movimentos corporais dos gamers sem necessidade de controle. Estamos no aguardo!
2009 também foi o ano de lançamento de "Rock Band: The Beatles", com o repertório completo dos FabFour ao alcance das guitarras, baixos, microfones e baterias de plástico. Joguei e, de fato, é excelente. Paul, George, John e Ringo merecem!
Em 2010, espero sinceramente que eu con$iga ter tempo e di$po$ição para trazer um PS3 para a casa - e fazer mais e melhores comentários na retrospectiva do ano...
SÉRIES
Aqui em casa, mais uma vez, "Lost" quebrou tudo, deixando todo mundo sem unhas para a temporada final. "The Big Bang Theory" foi brilhante como sempre, "Fringe" cresceu, amadureceu e ficou espetacular, Jim e Pam casaram em "The Office", "Dexter" nos deu uma quarta temporada arrebatadora, "Chuck" se salvou com justiça da degola... e "True Blood" foi muito bem pra derrapar no final. Vai melhorar!
Das novas, "V" chegou direitinho, "Flash Forward" decepcionou, "Dollhouse" partiu desta para uma pior... e passei batido por "Vampire Diaries". Nem fez falta, sinceramente. E espero só umas horas a mais no ano que vem pra ver tudo o que eu queria ter visto...
FILMES
Mais uma vez Tarantino quebrou a banca: "Inglorious Basterds" merece o rótulo de obra-prima, a ponto de me deixar na dúvida se é melhor ou não do que "Pulp Fiction"... JJ Abrams, por sua vez, deixou todo mundo surpreso com "Star Trek", mexendo na história sem ofender (muito) os Trekkies - e com Leonard Nimoy e tudo!
Me diverti muito também com "Zombieland", filme sobre zumbis que reúne gente do quilate de Woody Harrelson e Bill Murray - este, numa atuação, err, soberba. Assistam!
(E não, ainda não vi "Avatar". Resolução para a primeira semana do novo ano!)
MÚSICA
Muitas, muitas coisas boas foram tocadas e ouvidas em 2009: a novidade Passion Pit, The Pains of Being Pure at Heart, Holy Ghost!... Foi neste ano que a bizarra Lady Gaga achou seu pedaço na música pop, e a gracinha Katy Perry lançou seu Unplugged. Vale o show.
Em 2009 também perdi muitos, muitos shows bons. Queria ter visto Faith No More, Jane`s Addiction, Super Furry Animals... Ano que vem isso não se repetirá. Bom, pelo menos vi os velhinhos do B-52`s quebrarem tudo e o insuperável show do Radiohead no Rio, que obviamente figura no meu Top 5.
Porém, foi da música um dos momentos mais marcantes (e infelizes) de 2009: a morte de Michael Jackson. Se está certo quem diz que sempre há um lado bom em alguma coisa, a morte de Jacko fez lembrar (e ensinar) muita gente do genio musical que ele era.
LIVROS e QUADRINHOS
2009 foi o ano em que me reaproximei de vez do quadrinhos. Teve Bryan Lee O`Malley e seu Scott Pilgrim , Robert Crumb revendo A Gênese bíblica e com a biografia de Franz Kafka, Charles Burns e "Black Hole", Craig Thompson e "Retalhos"... Sweet!
Nos livros, entre um e outro título dedicado ao marketing, tive bons escritos rolando na cabeceira: Chuck Palahniuk, Henry Jenkins, Charlotte Harris... E ano que vem tem mais, muito mais.
MENÇÃO MUITO, MUITO HONROSA
Flamengo HEXACAMPEÃO BRASILEIRO! Dá-lhe, MENGO!
***
Quem tiver algo ainda a declarar sobre 2009, que o faça agora! E um 2010 não menos que excelente para todos. Obrigado por acompanharem o blog e sigam por aqui no ano que vem, porque garanto: muita coisa vai melhorar!
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
AO REDOR: "FLASHFORWARD", "SCOTT PILGRIM", "WORD MOLE", THE PAINS OF BEING PURE AT HEART...
Essa é uma das seções do Rodanders de que mais gosto. Sério. Então, vamos a ela:
MÚSICA - Pude enfim arrumar um tempo pra escutar o disco epônimo do The Pains of Being Pure at Heart. É aquilo mesmo que já tinha ouvido em músicas separadas: uma banda de indie pop inspiradíssima em Jesus and Mary Chain. Não é o big hit do momento, mas as melodias são agradáveis e caem bem como trilha de dias nublados como os que tem rolado no Rio...
Estou com o "The Resistance", o novíssimo do Muse, em mãos, mas ainda não peguei pra ouvir. Não sei se ouvirei antes ou depois do "Phrazes For The Young", o primeiro solo do Julian Casablancas, do Strokes. O single, "The 11th Dimension", já rolou na edição retrasada do podcast do blog...
CINEMA - Como eu tenho contado por aqui, "District 9" e "Inglourious Basterds" foram os últimos filmes que conferi. Ainda quero ver "This is It", o doc do Michael Jackson, e dei o mole de não conferir "Anticristo", que está quase fora de cartaz. Mas isso se conserta...
SÉRIES - Das novidades, ando conferindo apenas uma: "FlashForward". Estou atrasado em relação à TV americana - acabei de ver o terceiro episódio - mas acho uma grande besteira que a comparem a "Lost". Desde já, concordo com o que já andei lendo por aí: falta saber desenvolver a boa ideia que os caras tiveram.
Das "antigas", sigo feliz com "The Big Bang Theory" - e curtindo o destaque maior de Howard -, "The Office" (que teve um casamento de fazer qualquer um misturar risos e lágrimas), "Dexter" (com direito a John Lithgow, espetacular) e, claro, "Fringe". Que segunda temporada! Nem eu esperava que fosse tão legal. Definitivamente, a série deu um salto de qualidade. E a ideia da máquina de escrever como contato com o "outro lado" é uma das melhores coisas da TV atual.
INTERNET - Fora os projetos profissionais, (ainda?) brincando de Google Wave.
GAMES - Eu tenho jogado direto o Wii Sports Resort, mas meu vício atual é um joguinho do Blackberry: o Word Mole.

No Word Mole, você precisa compor palavras com letras dispostas em uma horta. Dentro de um tempo limite, é necessário alcançar uma determinada pontuação (medida através do número de palavras formadas e do tamanho de cada uma delas) pra passar de fase. Já sentiram o poder viciante do game, né? E na prática se confirma. Bom demais!
LIVROS - Como sempre, lendo 435 ao mesmo tempo - quer dizer, 4, com quadrinhos incluídos. Em destaque, o "Cultura da Convergência", do Henry Jenkins, e o volume 4 de "Scott Pilgrim".
Neste último fim de semana ainda comprei um instant classic: "A Gênese", do Robert Crumb. Esse deve ganhar um post só pra si. Aguardem...
***
E o que anda rodando em torno de vocês, compadres y comadres?
MÚSICA - Pude enfim arrumar um tempo pra escutar o disco epônimo do The Pains of Being Pure at Heart. É aquilo mesmo que já tinha ouvido em músicas separadas: uma banda de indie pop inspiradíssima em Jesus and Mary Chain. Não é o big hit do momento, mas as melodias são agradáveis e caem bem como trilha de dias nublados como os que tem rolado no Rio...Estou com o "The Resistance", o novíssimo do Muse, em mãos, mas ainda não peguei pra ouvir. Não sei se ouvirei antes ou depois do "Phrazes For The Young", o primeiro solo do Julian Casablancas, do Strokes. O single, "The 11th Dimension", já rolou na edição retrasada do podcast do blog...
CINEMA - Como eu tenho contado por aqui, "District 9" e "Inglourious Basterds" foram os últimos filmes que conferi. Ainda quero ver "This is It", o doc do Michael Jackson, e dei o mole de não conferir "Anticristo", que está quase fora de cartaz. Mas isso se conserta...
SÉRIES - Das novidades, ando conferindo apenas uma: "FlashForward". Estou atrasado em relação à TV americana - acabei de ver o terceiro episódio - mas acho uma grande besteira que a comparem a "Lost". Desde já, concordo com o que já andei lendo por aí: falta saber desenvolver a boa ideia que os caras tiveram.
Das "antigas", sigo feliz com "The Big Bang Theory" - e curtindo o destaque maior de Howard -, "The Office" (que teve um casamento de fazer qualquer um misturar risos e lágrimas), "Dexter" (com direito a John Lithgow, espetacular) e, claro, "Fringe". Que segunda temporada! Nem eu esperava que fosse tão legal. Definitivamente, a série deu um salto de qualidade. E a ideia da máquina de escrever como contato com o "outro lado" é uma das melhores coisas da TV atual.
INTERNET - Fora os projetos profissionais, (ainda?) brincando de Google Wave.
GAMES - Eu tenho jogado direto o Wii Sports Resort, mas meu vício atual é um joguinho do Blackberry: o Word Mole.

No Word Mole, você precisa compor palavras com letras dispostas em uma horta. Dentro de um tempo limite, é necessário alcançar uma determinada pontuação (medida através do número de palavras formadas e do tamanho de cada uma delas) pra passar de fase. Já sentiram o poder viciante do game, né? E na prática se confirma. Bom demais!
LIVROS - Como sempre, lendo 435 ao mesmo tempo - quer dizer, 4, com quadrinhos incluídos. Em destaque, o "Cultura da Convergência", do Henry Jenkins, e o volume 4 de "Scott Pilgrim".
Neste último fim de semana ainda comprei um instant classic: "A Gênese", do Robert Crumb. Esse deve ganhar um post só pra si. Aguardem...
***
E o que anda rodando em torno de vocês, compadres y comadres?
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
LITERATURA ON E OFFLINE: DUAS SUGESTÕES NO CLIMA DA BIENAL
Começou ontem a Bienal do Rio - evento que ainda não sei se irei, dada a fila imensa de livros que me aguardam na cabeceira, a distância do Riocentro, a muvuca no pavilhão e a contenção de despesas pós-viagem; mas tenho duas dicas para os que gostam de ler - uma on, outra offline, no formato tradicional manipulável/folheável...

A primeira é "Autoassassinato", obra de Ronaldo Pelli que pode ser descrita como uma experiência literária colaborativa. É assim: todos os dias úteis o site é atualizado com o capítulo da obra - a saber, uma novela policial nada convencional; e os leitores, além de poderem comentar os capítulos postados, podem enviar materiais relacionados ao que se lê - fotos, vídeos etc. Interessante, não?
Mais convencional no formato mas também de proposta boa é o "Memórias de um Rato de Locadora", de L.G.Bayão. Na obra não-ficcional, prefaciada por José Wilker, o autor sugere e comenta filmes imperdíveis que qualquer um pode ter perdido - como "O Grande Lebowski", "Donnie Darko" e "Garotos Perdidos". Vai ter lançamento do livro no dia 18 (mais conhecido como "próxima sexta") na Bienal. Aliás, quem vai à dita cuja?

A primeira é "Autoassassinato", obra de Ronaldo Pelli que pode ser descrita como uma experiência literária colaborativa. É assim: todos os dias úteis o site é atualizado com o capítulo da obra - a saber, uma novela policial nada convencional; e os leitores, além de poderem comentar os capítulos postados, podem enviar materiais relacionados ao que se lê - fotos, vídeos etc. Interessante, não?
Mais convencional no formato mas também de proposta boa é o "Memórias de um Rato de Locadora", de L.G.Bayão. Na obra não-ficcional, prefaciada por José Wilker, o autor sugere e comenta filmes imperdíveis que qualquer um pode ter perdido - como "O Grande Lebowski", "Donnie Darko" e "Garotos Perdidos". Vai ter lançamento do livro no dia 18 (mais conhecido como "próxima sexta") na Bienal. Aliás, quem vai à dita cuja?
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
WISHLIST: TUDO O QUE EU QUERO PRA ONTEM
Depois de um título tão esclarecedor desses, o que me resta dizer sobre o que vem abaixo? Apenas que essa é mais uma seção do blog. Eu sei que há algumas outras pra administrar, outras para ressuscitar, mas é mais forte do que eu.
Então, aí vai a pequena porém sincera lista de coisas que desejo ver/ouvir/ler em muito breve:
DISCOS - O geniozinho norueguês Sondre Lerche - pô, nunca ouviu falar dele? - tem lançamento pra daqui a pouco: "Heartbeat Radio" sai dia 8 de setembro. O primeiro single, que tem o mesmo nome do CD, pode ser escutado aqui; sincera e infelizmente, porém, nem achei essa Coca-Cola toda não.
SHOWS - Sendo muito objetivo e falando de algo bastante possível, Faith No More no Rio. Os boatos andam pipocando no Twitter, mas nada de confirmação oficial até agora... Tô pensando que é questão de dias.
CINEMA - "Inglorious Basterds", é claro. Anteontem vi o Tarantino no Dave Letterman Show e a vontade só aumentou. Lá nos EUA já estreou; por aqui, só dia 23 de outubro. Vou segurar a onda e esperar para ver no telão, com pipoca jumbo no colo.
DVDs - A dica do melhordomundo-Ultra-Thales me fez esfregar as mãos: The Haunted World of Superbeasto é um longa animado de Rob Zombie que conta as aventuras de Superbeasto, um herói de máscara de luta-livre. No trailer abaixo dá pra perder a conta do número de coisas legais que surgem na tela - e que, juntas, não podem resultar em algo ruim:
Curtiu, né? Fique tranquilo(a): 22 de setembro chega rápido.
LIVROS - Tenho uma fila repleta na minha espera, mas "A Gramática da Fantasia" está na minha mira não é de hoje. Obra do italiano Gianni Rodari, o livro ensina técnicas e exercícios para o desenvolvimento da criatividade. Precisaria de um post para descrevê-lo, mas o Hiro, do Widoníd Another Hiro, já fez isso por mim.
QUADRINHOS - Whitney "Pop Candy"Matheson fez as honras e eu curti o conceito: "Super Human Resources" mostra o cotidiano de Tim, um estagiário contratado por um escritório de Super-Heróis. Queria a edição impressa, mas - tchanan! - a primeira está disponível online!
GAMES - Eu já sabia que "Scott Pilgrim" iria virar filme, mas... game?!? E da Ubisoft?!? O lançamento vai chegar às prateleiras na época do lançamento do longa-metragem - ou seja, pensem em 2010. Eu posso esperar.
***
Quero ler as wishlists de vocês aí também nos comentários abaixo. Sem preguiça, vamos lá!
Então, aí vai a pequena porém sincera lista de coisas que desejo ver/ouvir/ler em muito breve:
SHOWS - Sendo muito objetivo e falando de algo bastante possível, Faith No More no Rio. Os boatos andam pipocando no Twitter, mas nada de confirmação oficial até agora... Tô pensando que é questão de dias.
CINEMA - "Inglorious Basterds", é claro. Anteontem vi o Tarantino no Dave Letterman Show e a vontade só aumentou. Lá nos EUA já estreou; por aqui, só dia 23 de outubro. Vou segurar a onda e esperar para ver no telão, com pipoca jumbo no colo.
DVDs - A dica do melhordomundo-Ultra-Thales me fez esfregar as mãos: The Haunted World of Superbeasto é um longa animado de Rob Zombie que conta as aventuras de Superbeasto, um herói de máscara de luta-livre. No trailer abaixo dá pra perder a conta do número de coisas legais que surgem na tela - e que, juntas, não podem resultar em algo ruim:
Curtiu, né? Fique tranquilo(a): 22 de setembro chega rápido.
LIVROS - Tenho uma fila repleta na minha espera, mas "A Gramática da Fantasia" está na minha mira não é de hoje. Obra do italiano Gianni Rodari, o livro ensina técnicas e exercícios para o desenvolvimento da criatividade. Precisaria de um post para descrevê-lo, mas o Hiro, do Widoníd Another Hiro, já fez isso por mim.QUADRINHOS - Whitney "Pop Candy"Matheson fez as honras e eu curti o conceito: "Super Human Resources" mostra o cotidiano de Tim, um estagiário contratado por um escritório de Super-Heróis. Queria a edição impressa, mas - tchanan! - a primeira está disponível online!
GAMES - Eu já sabia que "Scott Pilgrim" iria virar filme, mas... game?!? E da Ubisoft?!? O lançamento vai chegar às prateleiras na época do lançamento do longa-metragem - ou seja, pensem em 2010. Eu posso esperar.
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Quero ler as wishlists de vocês aí também nos comentários abaixo. Sem preguiça, vamos lá!
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
TWITTER GANHA LIVRO COM LANÇAMENTO ONLINE... E GRÁTIS!

A agência Talk acaba de lançar o e-livro "Tudo O Que Você Precisa Saber Sobre o Twitter", de Juliano Spyer. São 110 páginas em que o autor dá dicas e aponta caminhos para a utilização do Twitter em todo o seu potencial - ou seja, como canal de negócios, para a cobertura de eventos, canal de comunicação empresarial etc... E outro detalhe bacana é que a obra é 100% grátis!
Aqui você tem os links para download da obra e também acompanha um bate-papo sobre o Twitter. Excelente dica em dose dupla do Miza e do Thales!
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
JÁ CONHECEM O LIVREIRO?
Se ainda não, deviam conhecê-lo ontem - bem, ao menos a recomendação vale para os fãs dos livros. O Livreiro é uma nova rede social que reúne gente que gosta de ler, não importa o gênero ou o autor. Por lá, é possível participar de comunidades voltadas para temas específicos, fazer críticas sobre as obras que andou lendo, ler notícias sobre o mundo da literatura, encontrar e/ou convidar amigos interessados pelos livros... e até montar sua estante virtual. Ainda estou no começo da montagem da minha, mas vejam que apresentação bacana que o site apresenta:

(Cliquem para ampliar)
Como vocês puderam ver na foto, dá até pra emprestar volumes e indicar os favoritos e as obras que você anda querendo que caiam nas suas mãos. O Livreiro tem tudo para dar certo e, quem quiser me achar por lá, basta procurar pelo nome!

(Cliquem para ampliar)
Como vocês puderam ver na foto, dá até pra emprestar volumes e indicar os favoritos e as obras que você anda querendo que caiam nas suas mãos. O Livreiro tem tudo para dar certo e, quem quiser me achar por lá, basta procurar pelo nome!
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
RODADINHA: EDIÇÃO ESPECIAL FLIP
Mais uma antiga seção espanando a poeira e dando as caras novamente no blog! Na Rodadinha, como alguns de vocês sabem, divulgo links bacanas com breves comentários. E como hoje temos a abertura da sétima edição da Festa Literária Internacional de Parati, a FLIP, eis aí alguns bons links para aqueles que, como eu, não terão a chance de comparecer ao evento:
- De cara, o site oficial da FLIP, claro;
- Vale também uma atenção ao blog da página;
- No twitter oficial do evento , pipocam os links e atualizações do site;
- No @flip_parati, uma cobertura não-oficial, com fotos, comentários sobre o que rola ao redor do evento etc., feita pela turma do blog Flip 2009 Recortes;
- Ainda no Recortes, este post traz uma lista de twitteiros que devem postar freneticamente ao longo da Festa;
- E os sites especiais da Revista Época - também com Twitter - e da Folha de SP para a cobertura da FLIP.
No mais, as recomendações particulares: atenção e carinho às mesas de debate de quinta às 10h (com os quadrinistas Rafael Coutinho, Fábio Moon, Gabriel Bá e Rafael Grampá) e de sábado às 17h, que terá Gay Talese.
- De cara, o site oficial da FLIP, claro;
- Vale também uma atenção ao blog da página;
- No twitter oficial do evento , pipocam os links e atualizações do site;
- No @flip_parati, uma cobertura não-oficial, com fotos, comentários sobre o que rola ao redor do evento etc., feita pela turma do blog Flip 2009 Recortes;
- Ainda no Recortes, este post traz uma lista de twitteiros que devem postar freneticamente ao longo da Festa;
- E os sites especiais da Revista Época - também com Twitter - e da Folha de SP para a cobertura da FLIP.
No mais, as recomendações particulares: atenção e carinho às mesas de debate de quinta às 10h (com os quadrinistas Rafael Coutinho, Fábio Moon, Gabriel Bá e Rafael Grampá) e de sábado às 17h, que terá Gay Talese.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
AO REDOR: JONATHAN SAFRAN FOER, BULLY, "IN TREATMENT"...
Promessa é dúvida dívida, não? Pois chegou a hora de pagar uma delas: a ressurreição da seção em que conto o que anda rodando por aqui. O esquema é esse mesmo, deixando desde já o convite para quem quiser fazer o mesmo nos queridos comentários... Por isso, vamos lá:
MÚSICA - Como boa parte da humanidade - putz, meio forte escrever isso, mas é verdade -, me rendi à vontade de ouvir Michael Jackson. Quer dizer, mesmo se não quisesse escutá-lo, suas músicas têm sido a trilha sonora de boa parte dos noticiários, especiais televisivos etc. - e isso está longe de ser uma reclamação.
Tirando Jackson, uma banda que tem feito sucesso no meu iPod durante os passeios noturnos com meu simpático cão é o Suede. Eis aí um grupo que queria muito ter visto ao vivo. Britpop redondíssimo. Quem não conhece, pode correr atrás de "Electricity", "Filmstar", "Beautiful Ones", "She's In Fashion"...
Ah, e a trilha sonora das corridas também vai bem, obrigado. Atualmente, os temas de destaque no embalo do suadouro são "Be Aggressive" (Faith No More), "Genesis" (Justice) e o remix do Holy Ghost! para "The Deep End", do Curses!. Para correr dançando ou dançar correndo.
LIVROS - Já falei anteriormente do "Memórias de um Cafajeste", do Carlos Imperial, mas também acabei de acabar - é, só agora, tempo escasso blá, blá, blá - o ótimo "Extremamente Alto e Incrivelmente Perto" do Jonathan Safran Foer. Uma das grandes sacadas do escritor é valer-se de elementos visuais em sua literatura - por exemplo, rabiscos em cima de seus parágrafos e até o uso da digitação sobreposta. Tudo faz muito sentido, e o que temos é o retrato da sensibilidade humana feito e revelado com criatividade e inteligência. Recomendo.
Sigo firme nas leituras de "Living Dead in Dallas", segundo livro da série de Charlaine Harris sobre Sookie Stackhouse e o universo que inspirou "True Blood"; e "Google Marketing", obra do brasileiro Conrado Adolpho sobre marketing digital. O primeiro segue o ótimo tom e a narrativa fluida de seu antecessor, "Dead Until Dark", e o segundo é boa pedida pra quem quer se aprofundar em princípios, conceitos e estratégias de marketing digital.
Estou ainda para começar outros dois - sim, leio vários ao mesmo tempo -, mas deles falo mais na semana que vem...
FILMES - Como contei no meu post sobre a morte de Michael Jackson, fui ver "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei". O documentário do trio Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer mostra cenas espetaculares de Wilson Simonal e tem o mérito de exemplificar convincentemente o talento e a importância de Simonal para a música brasileira nas décadas de 60 e 70; no entanto, acha que cai no erro de, ao tentar eximir o cantor da fama de dedo-duro e simpatizante do governo militar, acabar minimizando a gravidade do fato de que ele mandou quebrar um cara com a ajuda de meganhas do DOPS...
Esquecendo isso - e o fato de que os contemporâneos que hoje o defendem no cinema pouco fizeram para tentar reerguê-lo em vida - e focando no personagem Wilson Simonal, o filme é uma delícia. Destaco três momentos: o dueto dele com Sarah Vaughn em "The Shadow of your Smile"; a regência da plateia em "Meu Limão, Meu Limoeiro"; e a excecução de "Tributo a Martin Luther King". Típico filme para se assistir ao lado dos pais e depois sair pra tomar um chope e ouvir deles boas histórias da época.
GAMES - Enquanto não chega a hora de eu pôr as mãos em "Ghostbusters" e no "Wii Sports 2", mato as saudades de um velho clássico que andava esquecido por mim e meu Playstation 2: "Bully". No jogo, você controla Jimmy Hopkins, garoto-problema expulso de não sei quantas escolas e new kid on the block no colégio Bullworthy. A fama de Jimmy o precede, e tanto o ajuda a ganhar respeito na escola como a arranjar confusões com gangues, namoros, problemas com inspetores e contatos para missões politicamente incorretas. E isso tudo entre uma aula e outra... Para saber mais, nada melhor do que o trailer:
Imaginem um "Grand Theft Auto" com moleques desordeiros em uma escola no lugar de bandidos em sua cidade típica de "Domingo Maior" e vocês saberão do que falo. Não por acaso, também é cria da Rockstar, a mesma empresa da série GTA. E o curioso (e triste)é que não há nem sinal de um "Bully 2". Merecia. E ainda bem que, por aqui, ainda falta um longo caminho até eu encerrar a saga de Jimmy.
SÉRIES - Quem acompanha meus relatos semanais por aqui sabe que sigo acompanhando de muito perto a segunda temporada de "True Blood", um dos meus seriados favoritos; mas também tenho aproveitado para degustar o primeiro ano da excelente "In Treatment".
Repassando rapidamente a ideia de "In Treatment": centrada nas sessões de terapia conduzidas por Paul Weston (Gabriel Byrne), a série é exibida cinco vezes por semana - em cada um dos quatro primeiros, Paul atende a um caso diferente, e no quinto, é ele que vai pro divã. Original, genial, e viciante... exceto em um dia, em que ele atende o casal em crise formado por Amy e Jake, chatíssimos.
Já passei da metade da temporada, e mal posso esperar para ver o que será de Alex, Laura e Sophie. E grato pelo silêncio anti-spoilers de vocês...
E só pra terminar o assunto, tô aceitando as opiniões de vocês sobre seriados novos dos quais ando ouvindo falar: "Glee", "Royal Pains" e "Nurse Jackie". Vou acabar indo em alguma delas - ao menos enquanto as outras novatas "V", "Happy Town", "Flash Forward" e a aguardada nova temporada de "Dexter" não chegam.
INTERNET - Além dos velhos e bons feeds - de alguns novos também - acompanhados via Google Reader com a parcimônia que só a falta de tempo sabe impor, sigo encantado (há tempos) com o Monitter, site que monitora até três termos escolhidos pelo visitante no Twitter. Ideal para quem quer acompanhar trending topics ou mesmo conferir a abordagem de assuntos que bombam em um determinado momento - como o já mitológico #Chupa a Ashton Kutcher após a vitória do Brasil sobre os EUA de virada. Tão útil quanto divertido.
MÚSICA - Como boa parte da humanidade - putz, meio forte escrever isso, mas é verdade -, me rendi à vontade de ouvir Michael Jackson. Quer dizer, mesmo se não quisesse escutá-lo, suas músicas têm sido a trilha sonora de boa parte dos noticiários, especiais televisivos etc. - e isso está longe de ser uma reclamação.
Tirando Jackson, uma banda que tem feito sucesso no meu iPod durante os passeios noturnos com meu simpático cão é o Suede. Eis aí um grupo que queria muito ter visto ao vivo. Britpop redondíssimo. Quem não conhece, pode correr atrás de "Electricity", "Filmstar", "Beautiful Ones", "She's In Fashion"...Ah, e a trilha sonora das corridas também vai bem, obrigado. Atualmente, os temas de destaque no embalo do suadouro são "Be Aggressive" (Faith No More), "Genesis" (Justice) e o remix do Holy Ghost! para "The Deep End", do Curses!. Para correr dançando ou dançar correndo.
LIVROS - Já falei anteriormente do "Memórias de um Cafajeste", do Carlos Imperial, mas também acabei de acabar - é, só agora, tempo escasso blá, blá, blá - o ótimo "Extremamente Alto e Incrivelmente Perto" do Jonathan Safran Foer. Uma das grandes sacadas do escritor é valer-se de elementos visuais em sua literatura - por exemplo, rabiscos em cima de seus parágrafos e até o uso da digitação sobreposta. Tudo faz muito sentido, e o que temos é o retrato da sensibilidade humana feito e revelado com criatividade e inteligência. Recomendo.
Sigo firme nas leituras de "Living Dead in Dallas", segundo livro da série de Charlaine Harris sobre Sookie Stackhouse e o universo que inspirou "True Blood"; e "Google Marketing", obra do brasileiro Conrado Adolpho sobre marketing digital. O primeiro segue o ótimo tom e a narrativa fluida de seu antecessor, "Dead Until Dark", e o segundo é boa pedida pra quem quer se aprofundar em princípios, conceitos e estratégias de marketing digital.
Estou ainda para começar outros dois - sim, leio vários ao mesmo tempo -, mas deles falo mais na semana que vem...
FILMES - Como contei no meu post sobre a morte de Michael Jackson, fui ver "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei". O documentário do trio Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer mostra cenas espetaculares de Wilson Simonal e tem o mérito de exemplificar convincentemente o talento e a importância de Simonal para a música brasileira nas décadas de 60 e 70; no entanto, acha que cai no erro de, ao tentar eximir o cantor da fama de dedo-duro e simpatizante do governo militar, acabar minimizando a gravidade do fato de que ele mandou quebrar um cara com a ajuda de meganhas do DOPS...Esquecendo isso - e o fato de que os contemporâneos que hoje o defendem no cinema pouco fizeram para tentar reerguê-lo em vida - e focando no personagem Wilson Simonal, o filme é uma delícia. Destaco três momentos: o dueto dele com Sarah Vaughn em "The Shadow of your Smile"; a regência da plateia em "Meu Limão, Meu Limoeiro"; e a excecução de "Tributo a Martin Luther King". Típico filme para se assistir ao lado dos pais e depois sair pra tomar um chope e ouvir deles boas histórias da época.
GAMES - Enquanto não chega a hora de eu pôr as mãos em "Ghostbusters" e no "Wii Sports 2", mato as saudades de um velho clássico que andava esquecido por mim e meu Playstation 2: "Bully". No jogo, você controla Jimmy Hopkins, garoto-problema expulso de não sei quantas escolas e new kid on the block no colégio Bullworthy. A fama de Jimmy o precede, e tanto o ajuda a ganhar respeito na escola como a arranjar confusões com gangues, namoros, problemas com inspetores e contatos para missões politicamente incorretas. E isso tudo entre uma aula e outra... Para saber mais, nada melhor do que o trailer:
Imaginem um "Grand Theft Auto" com moleques desordeiros em uma escola no lugar de bandidos em sua cidade típica de "Domingo Maior" e vocês saberão do que falo. Não por acaso, também é cria da Rockstar, a mesma empresa da série GTA. E o curioso (e triste)é que não há nem sinal de um "Bully 2". Merecia. E ainda bem que, por aqui, ainda falta um longo caminho até eu encerrar a saga de Jimmy.
SÉRIES - Quem acompanha meus relatos semanais por aqui sabe que sigo acompanhando de muito perto a segunda temporada de "True Blood", um dos meus seriados favoritos; mas também tenho aproveitado para degustar o primeiro ano da excelente "In Treatment".
Repassando rapidamente a ideia de "In Treatment": centrada nas sessões de terapia conduzidas por Paul Weston (Gabriel Byrne), a série é exibida cinco vezes por semana - em cada um dos quatro primeiros, Paul atende a um caso diferente, e no quinto, é ele que vai pro divã. Original, genial, e viciante... exceto em um dia, em que ele atende o casal em crise formado por Amy e Jake, chatíssimos.Já passei da metade da temporada, e mal posso esperar para ver o que será de Alex, Laura e Sophie. E grato pelo silêncio anti-spoilers de vocês...
E só pra terminar o assunto, tô aceitando as opiniões de vocês sobre seriados novos dos quais ando ouvindo falar: "Glee", "Royal Pains" e "Nurse Jackie". Vou acabar indo em alguma delas - ao menos enquanto as outras novatas "V", "Happy Town", "Flash Forward" e a aguardada nova temporada de "Dexter" não chegam.
INTERNET - Além dos velhos e bons feeds - de alguns novos também - acompanhados via Google Reader com a parcimônia que só a falta de tempo sabe impor, sigo encantado (há tempos) com o Monitter, site que monitora até três termos escolhidos pelo visitante no Twitter. Ideal para quem quer acompanhar trending topics ou mesmo conferir a abordagem de assuntos que bombam em um determinado momento - como o já mitológico #Chupa a Ashton Kutcher após a vitória do Brasil sobre os EUA de virada. Tão útil quanto divertido.
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