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domingo, 2 de agosto de 2009

TEST DRIVE: "PARIS HILTON`S MY NEW BFF"

No fim de semana, há a maratona de videogame. No meio da maratona do videogame, há a pausa para a pizza. Na pausa para a pizza, a zapeada... e nisso, a TV aqui de casa - não foi culpa minha, juro - acabou estacionada no reality show de Paris Hilton passando na MTV.

Se "Paris Hilton`s My New BFF" está longe de ser o 23847º melhor reality show da TV, pelo menos me dá a chance de estrear mais uma seção aqui no Rodandeau: Test Drive. Como o nome sugere, nela contarei minha primeira vez - opa - com programas de TV, revistas, séries, boates, restaurantes, bebidas etc.. Como os leitores minimamente atentos já notaram - e como já esperava - , nem gostei do programa, como já achava. Mas dá pra dizer mais - não muito, mas dá.

As únicas coisas que de fato prestam no programa são os momentos em que Paris faz comentários sobre a atuação das candidatas, aparecendo deitada num divã rosa. Não conseguia parar de rir nesses instantes, pois a fotografia do programa muda completamente, se tornando algo bem parecido com o que se vê naqueles filmes das madrugadas do Multishow. Sem sacanagem - é, sem -, parece mesmo filme pornô rodado em uma fita VHS. Eu tentei achar foto disso pra postar aqui, mas não consegui. Uma pena.

No mais, o programa é aquilo: umas oito garotas e dois gays loucos para serem íntimos de Paris, e que para isso devem cumprir tarefas como farrear a noite toda em um tour por boates e jogar polo usando caras malhados sem camisas como cavalos. Observando tudo, Paris Hilton, com aquelas roupinhas de Barbie, sem uma gota de suor escorrendo por sua pele betacarotenada de bronzeamento artificial... e dona de um ar de pureza que vale uma nota de R$3.

Ah, sim, foi mal: Paris Hilton pagando de santa também é bacana. E acontece o tempo todo, ora exaltando as qualidades da única competidora virgem, ora dando lição de moral numa garota que, em seu aniversário de 23 anos, bebeu demais da conta. "É seu dia. Há uma nova chance para recomeçar", convidou Paris. É como ter aula de Moral & Cívica com a Laura de Vison.

Tirando isso, na maior parte do tempo "Paris Hilton`s My New BFF" é uma espécie de "America`s Next Top Model" com fotos e poses amadoras e futricas profissionais. E não vale os seus sete blocos de comerciais da MTV - e seus miniclipes de duplas descoladas em situações absurdas só pra gente achar cool -, mas se você como eu estiver zapeando e der de cara com a cena da Paris no divã, vale parar pra ver. É obra de arte da melhor safra da Vivid Entertainment. Muito, muito barato. A apresentadora deve curtir.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

RETROSPECTIVA TUDO ESTÁ RODANDO: O QUE ROLOU DE MELHOR EM (MEU) 2008

Tudo bem que o jogo só acaba mesmo quando termina, mas vamos admitir: essas pouco mais de 30 horas que nos separam de 2009 são meramente protocolares. Não é que o novo ano já tenha começado, mas é o atual que já foi pro saco...

Por isso, é chegada a hora da retrospectiva - a primeira! - do blog. Hora de repassar o que mais gostei no ano em seus diversos aspectos. Aviso logo que é post longo, mas se for o caso, basta ler o que as áreas de interesse.

E um convite final: os que têm blogs e tiverem feito retrospectivas, por favor ponham os links nos comentários; e os que não fizeram o seu balanço em lugar nenhum, que usem o espaço de lá de baixo para isso. Vai ser divertido, vocês vão ver!

Então, para encorajar geral, lá vou eu:


DISCOS

Uma das resoluções cumpridas neste ano foi a de me reaproximar das novidades musicais, das quais andei um pouco afastado no anterior. E 2008 me foi bem grato, me dando a chance de conferir ótimos lançamentos...

Dentre todos, talvez o melhor seja mesmo "Oracular Spetacular", do MGMT. Como eu disse num post à época do lançamento do disco, me soou novo como há muito não ouvia nada soar - e novo bom, diga-se. Por sorte, eles ainda vieram para o Rio e fizeram um show interessante num Tim Festival que não foi lá essa coca-cola toda... Bom, disso falo depois.

Curioso que, para mim, 2008 foi também um ano em que me aproximei bastante do que costumam chamar de electrorock - em outras palavras, rock misturado com música eletrônica (basicamente electro) a ponto de não se saber onde começa um e termina o outro. E foi nessa que esbarrei com outros ótimos discos, como os epônimos do Crystal Castles e do Black Ghosts. Se a sua é sacudir, corra atrás dos dois...

Na reta final do ano, conheci um disco que, a exemplo do "Oracular Spetacular" mereceu um parágrafo à parte: "Fantasy Black Channel", de uma banda inglesa chamada Late of The Pier. Eles também sabem fazer dançar, bebem no nonsensezinho que alimenta grupos como o adorável Of Montreal e acertaram em cheio neste debùt. Se for para apostar, digo que é um nome desde já cogitável pro Tim Festival 2009. Se eles vierem, lá estarei!

Ah, e deixo três menções honrosas: para "Dear Science", do TV on the Radio, surpreendentemente dançante; "Diamond Hoo Ha", retorno do Supergrass ao rock setentista após o introspectivo "Road to Rouen"; e o arriscado e bacana "Intimacy", do Bloc Party.


SINGLES

Como teve coisa boa em 2009. Mais uma vez, repito: meu foco esteve sobretudo nas pistas. E dancei ao som de músicas bacaníssimas. Dentre elas, destaco "Great DJ", dos Ting Tings, a animadona "Funplex", dos B-52's - bem-vindos de volta! -, e as espetaculares versões dos caras do The Twelves para "Boys", da M.I.A., e "I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You", dos Black Kids.

Porém, foram outras duas que disputaram pau a pau o título de melhor do ano: "American Boy", parceria afinadíssima de Estelle e de Kanye West; e "My Drive Thru", traquinagem do ensemble N.E.R.D.+Santogold+Julian Casablancas. Confesso que, na disputa por mim bancada, a decisão só veio no photochart - e melhor para a primeira. Aonde tocou, "American Boy" pôs patricinhas, indies e quem mais a ouvisse pra suar com classe, provando que isso é possível. Troféu Delícia Cremosa pra ela!


SHOWS

Tudo bem que não consigo chamar 2008 de espetacular em matéria de shows - 2009 nem começou e já vem promissor, com Radiohead, Kraftwerk e B-52's -, mas também não dá para avacalhar. Porém, começo relembrando de uma decepção: Interpol. Não por conta deles, mas sim pela tenebrosa infra-estrutura - posso chamar assim? - que a Fundição "Progresso" (aspas necessárias) proveu à banda. Precisam voltar, e pra tocar num lugar melhor, mas fica difícil saber se vão querer...





Deixando aquele inesquecível fiasco de lado, passo para os highlights. Gastei sola com Justice no Circo Voador, curti o Muse, matei a vontade de Breeders no Planeta Terra, testemunhei a volta de Jesus & Mary Chain... Mas nada me impressionou tanto quanto os Kaiser Chiefs, que tocaram como se estivessem na final de um campeonato de futebol. Sangue nos olhos, faca na boca e refrões para gritar cantando, ou cantar gritando. Golaço que ofuscou o Bloc Party - mas Kele Okereke e cia., ao que consta, se vingaram no Circo Voador dias depois, fazendo o show imperdível de 2008 que eu... perdi. Acontece.

Falando ainda de Planeta Terra, o festival deu uma surra no Tim em termos de estrutura, escalação e etcéteras. E olha que o TimFa teve Neon Neon, Klaxons - os melhores do evento -, o figuraça Har Mar Superstar e o já citado MGMT, ainda que prejudicado e muito por falhas no som. Se repetir os micos de 2008, o fantasma do (sempre excelente) Free Jazz vai puxar o pé da organização... E, puxando a brasa para a minha sardinha, que o Terra pegue a Dutra em 2009!


CINEMA





Dentre várias coisas assistidas - e outras boicotadas, certo, Bond? -, sobraram na turma o soberbo "Rebobine, Por Favor" ("Be Kind, Rewind"), bela homenagem de Michel Gondry ao cinema, e "O Menino do Pijama Listrado", de Mark Herman, doce e incisivo olhar de duas crianças sobre a tragédia do Holocausto. Bonequinho aplaudindo de pé.

Não dá para deixar de fora o impressionante "Ensaio Sobre a Cegueira", adaptação do Fernando Meirelles para o livro de José Saramago. Eu (ainda) não li o livro, mas quem leu disse que ficou excelente - incluindo o próprio Saramago, que chegou a chorar ao ver o longa. Lágrimas justificadíssimas.

Agora, a pipoca. Se "Cloverfield" divertiu com sua versão Godzilla de "A Bruxa de Blair", a volta de Indiana Jones em "Indy e o Reino da Caveira de Cristal" dividiu muitas opiniões. A minha? Um retorno dos bons, mesclando elementos indispensáveis a um bom filme chapéu-e-chicote (mentiras a rodo, arqueologia fantástica), referências aos três longas anteriores e, claro, piadas sobre a idade já avançadinha de um de meus heróis favoritos de infância. Digno e divertido para cacete!


LIVROS

Se tem uma coisa que geralmente não consigo acompanhar no ano em que saem são os livros. É que tem tanta coisa passada que ainda não pude ler - como o supracitado "Ensaio Sobre a Cegueira", que não me escapa em 2009 - que eu acabo não me pautando pelos cadernos de livros. Por isso, de 2008, creio ter lido apenas o "Slam!", de Nick Hornby, um de meus escritores favoritos. E sua primeira incursão no universo, err, pré-adulto, é certeira. Uma divertida obra sobre amadurecimento com um auxílio luxuoso do fantástico.

No entanto, meus aplausos vão para Jonathan Safran Foer e seu "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto". A saga do órfão Oskar vai muito além do convincente: encanta sem afetação nem expedientes baratos. Se vocês ainda não foram apresentados ao garoto, não adiem o encontro.

Preciso dizer também que este ano marcou a volta dos quadrinhos às minhas mãos, belamente representados pelos velhinhos mas ótimos "Black Hole", de Charles Burns, e "Maus", do Art Spiegelman - este, simplesmente indispensável.


SÉRIES DE TV

Todo fã de seriados sabe que 2008 foi meio esquisito, graças à fatídica greve dos roteiristas. A paralisação rendeu conseqüências funestas, como temporadas mais curtas - isso quando não foram adiadas por completo, pilotos engavetados... Mesmo assim deu pra conferir belas temporadas. Sempre dá.


Das que regressaram, "Lost", a minha favorita,
foi muito bem, obrigado - sobretudo por conta do encurtamento de duas horas que sofreu; e entre as estreantes - oh, dúvida! -, minha escolhida é "True Blood". Se me dissessem no começo do ano que eu iria ficar viciado em uma série de vampiros eu jamais acreditaria. Pois aconteceu, e garanto que não foi em vão: a trama é interessante, o clima é deliciosamente esquisito e os personagens são excelentes. O tal de Alan Ball (o criador da série) é bom mesmo; e desde já tem minha torcida para a conquista do Globo de Ouro, que acontece em janeiro.

Voltando a falar da maldita greve, talvez a série mais afetada tenha sido "24 Horas", cujo sétimo ano não saiu em 2008. Em compensação, sua introdução foi bem convincente: "24: Redemption" me deu bons motivos para retomar as aventuras de Jack Bauer.

O ano ainda teve o retorno triunfal de "Prison Break", que muitos julgavam com um pé na cova; a avassaladora "30 Rock" colecionando fãs, participações especiais e prêmios; "Gossip Girl" e "Dexter" indo bem; e a continuação - podemos chamar assim - de "Barrados no Baile", "90210". Pode até ser que a nova turma de Beverly Hills não seja tão carismática quanto a anterior - e não é mesmo -, mas a atração teve ao menos o mérito de trazer de volta Brenda Walsh e Kelly Taylor de um jeito nada estapafúrdio. Tomara que melhore.

E para encerrar o assunto, um dos pontos altos do meu ano enquanto fã (e profissional) do mundo das séries aconteceu longe da TV. Duas palavras explicam: Comic-Con. Foi demais ter a chance de poder ir até San Diego e cobrir a porção televisiva da maior feira de cultura pop do mundo; e o que era bom se tornou ainda melhor quando consegui conversar com os produtores de "Lost" Damon Lindelof e Carlton Cuse, com o boa-praça Greg Grunberg e com Jim Parsons, o hilário Sheldon de "Big Bang Theory". Foi tão bom que eu acho que viciei. Ferrou: quero replay em 2009!


GAMES

Tive quase a mesma situação em relação aos livros, já que havia um monte de contas passadas e pendentes a acertar com alguns títulos de Playstation 2; mas a destacável exceção atende pelo nome de Wii Fit, o jogo do Wii que usa uma balança/sensor de movimentos como controle e aparelho de ginástica.

Pouco mais de um mês de uso, juro que algumas melhorias já puderam ser notadas - por exemplo, no meu senso capenga de equilíbrio, que não é bom mas era pior antes de me arriscar na yoga virtual. E é bom ter em mente que, em breve, muitos outros jogos serão lançados para o acessório - sem dúvida uma das melhores aquisições que fiz nos últimos 12 meses.

Ok, só para não passar em branco: "Metal Gear Solid: Snake Eater", do Playstation 2, é incrível. Não vai ter uma nova aventura da série pra Wii não?


HUMOR

Seriados e filmes de comédia e tragédias futebolísticas adversárias à parte, encontrei outros bons motivos para rachar o bico. E dois deles, pasmem, vieram da TV aberta: a apresentadora mirim Maísa, do SBT, e Marcelo Tas e sua trupe do CQC. Enquanto a garota praticou um humor muitas vezes involuntário com tiradas precoces que (merecidamente) bombaram no YouTube, os jornalistas-humoristas pegaram a bobeira do Pânico e a moldaram na forma de ironia cheia de boas referências, com o auxílio de uma edição espertíssima. Para mim a melhor novidade da grade básica televisiva.





Infalível como sempre, o YouTube também rendeu, me apresentando dois ótimos personagens: O bizarro La Pequeña, anão que faz imitações toscas de celebridades; e Bruno Aleixo, um portuga ranzinza num corpo de Ewok - esse mesmo, da foto acima - e dono de um humor nonsense de fazer qualquer um se matar de rir. Eu, pelo menos, me acabei... e pretendo repetir a dose tantas vezes mais no ano que se aproxima.


* * *

Agora é a vez de vocês. Respirem fundo e façam um balanção também que sou todo olhos.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Agora é todo dia!

Algumas pessoas me perguntam: "Se você consegue atualizar o Lost in Lost todo dia, por que não faz isso com o Rodando?". A resposta básica é: porque eu ando trabalhando demais; mas fugindo dela, e citando um dos meus personagens favoritos da série que eu amo, "eu crio tempo".

Assim sendo, agora prometo fazer posts diários por aqui. E pode ir clicando ao lado para assinar o RSS ou embarcar no Twitter do blog, porque eu vou perturbar. Ah, se vou!

E já que fiquei longos e tenebrosos dias longe daqui, farei uma maxiultraveloz atualização deste blog. Respira fundo e desce.


METRALHADORA GIRATÓRIA


Cuspindo tópicos de tudo quanto é assunto para todo lado:


- Como as coisas mudam em apenas três dias... A comemoração do título estadual do Flamengo foi merecida, mas durou demais - mais precisamente, até o apito inicial do jogo de ontem. Claro que estou não me referindo à torcida, mas sim aos levianos dirigentes, comissão técnica e jogadores. E aí foi uma vergonha. Oba-oba + salto alto+ desrespeito ao adversário = vexame. Conclusão: se quiser se meter a jogar a Libertadores 2009 - o que espero que aconteça -, que leve a competição a sério como manda o figurino.


- Ainda sobre o fim de semana, rolou aqui no Rio uma mostra de cinema fantástico muito legal, a RioFan. Infelizmente só tive tempo o prazer de ver uma sessão com um curta-metragem, "Criticized!", em que um cineasta detonado por um crítico se vinga dele, e o ótimo e divertidíssimo Mirageman. O filme chileno é do ano passado e conta a história do surgimento de um super-herói urbano, glamouroso e pobre - do tipo que vai combater o crime de ônibus. Dê uma sacada na figura:





Se você tiver a chance, assista.


- Um tiquinho atrasado, mas não dá para passar batido: o famoso site musical Pitchfork agora tem um canal de TV online, o Pitchfork TV. Não deixe de dar um pulo lá para ver shows, entrevistas, clipes e apresentações exclusivas. Sensacional!

- Novo disco do Portishead: eu ainda tenho medo. Muito medo. Soturno é apelido.

- Ainda não sei se quero ou não ver Speed Racer.

- Estreou nesta terça-feira "O Aprendiz 5" na Record. Em menos de dois minutos de competição iniciada e o pau já comia nas equipes, que tinham como um desafio promover uma corrida beneficentes de patinhos de borracha nos rios de duas cidades. Os eventos das equipes foram fiascos totais, com Justus mostrando que está em forma na amarga arte de esculachar subalternos. Trump ficaria orgulhoso!

- E por fim o novo hit dos amantes de games portáteis:





Isso mesmo: versão handheld do Guitar Hero! Como nas guitarras do game original, a mini-guitarra portátil tem cinco botões de "notas" e alavanca, e ainda botão de volume! São três níveis de dificuldade e músicas do Guitar Hero I e II para escolha. E o precinho: US$13,99! Tá vendendo aqui e a dica é do Vous Pensez.


* * *


Ainda hoje tem mais!
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