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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os dois piores tipos de maus perdedores e a arte de sacanear e ser sacaneado no futebol

Acabou ontem o Brasileirão 2011. Mais um domingo decisivo em que os torcedores entupiram ruas, estádios, bares e redes sociais com comemorações e gozações. E a rodada final de todo campeonato é o período em que não só a paciência dos que não gostam de futebol - coitados - é testada ao extremo nos ambientes digitais como também aquela em que se evidenciam os insuportáveis maus perdedores. Dentre estes, os piores tipos, para mim, são dois: os conspiratórios e os hipócritas.

Bom remédio pra cabeça inchada

Os conspiratórios são os que acham que todos os resultados dos jogos e campeonatos são comprados. Para eles, por trás da bola rolando, existem diversos esquemas que garantem resultados certeiramente negociados, não importando a competência ou a vontade dos que estão em campo. Juízes, mídia, jogadores, técnicos, dirigentes, o escambau. Tudo e todos agindo para favorecer alguns poucos times que sempre, sempre, sempre devem vencer.

Já os hipócritas são os reis da amnésia seletiva. Adoram sacanear os rivais, independentemente de que tenha sido seu time ou não a provocar a derrota deles, mas não aturam na mesma moeda. Quando são eles que estão em posição desfavorável, esquecem de que já fizeram - e fazem - a mesmíssima coisa ao estarem na condição de sacaneadores.

Pronto. Uma vez identificados, para cada um, uma mensagem minha.

Conspiratórios, façam um favor a vocês: parem com esse lance de futebol. Mesmo. Sério. Não faz sentido vocês darem um pingo de seu tempo livre e um centavo sequer de seus bolsos para algo em que vocês acreditam piamente ser encenado - especialmente porque, se pensam isso é porque são vocês os prejudicados. Larguem já aquilo que, para vocês, não passa de um telecatch com bola e peguem um cineminha, vão namorar, ler um livro... Enfim, envolvam-se em algum tipo de lazer em que vocês não se sintam trouxas. Isso não faz bem.

Hipócritas, façam um favor a vocês: parem com esse lance de futebol. Mesmo. Sério. Lembrem-se do famoso ditado contemporâneo popular: "Se não sabe brincar, não desça para o play". Enfim, envolvam-se em algum tipo de lazer em que vocês não façam os outros de trouxas. Isso não faz bem.

*** 


Quase encerrando a história, relembro a incrível frase do Bussunda, citando o maior defensor da pena de morte no Brasil nos anos 80 ao ser questionado se era a favor ou contra a pena capital: "Sou favorável, claro, mas só para o Amaral Netto". Por isso, aos maus perdedores desejo um caminhão de entulho de gozações nas secretárias eletrônicas, e-mails e nas redes sociais. Das duas, uma: ou mudam de comportamento ou deixam o futebol aos que os merecem - justamente os que sabem que, se num dia você sacaneia, noutro é o sacaneado, e está tudo muito bem porque futebol é só um lazer. Um lazer que ensina muito sobre a vida. Mas só um lazer.




quinta-feira, 28 de julho de 2011

O QUE É O FLAMENGO? UMA RESPOSTA EM 90 MINUTOS.

Quer entender o amor ao Flamengo? Quer entender o ódio ao Flamengo? Assista ao Santos x Flamengo da noite de 27 de julho de 2011.

Quer apenas ver o melhor jogo do ano, um dos melhores de todos os tempos do Campeonato Brasileiro? Veja também. Aqui tem o link para a íntegra do embate mas, se você não tiver tanto tempo assim, não deixe de conferir os melhores momentos. Vai valer a pena:




No mais, as palavras de R10 são o complemento e o resumo de tudo o que vi: "Flamengo é Flamengo".

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O VERDE E AMARELO QUE CAI BEM
























Juro que não estava pensando na infame Seleção Brasileira e seu vexame à la Palermo quando me lembrei de postar esse casaco espetacular do New York Cosmos que veste acima o presidente honorário do clube. Lindaço. Coisa de umas 60 libras em algumas lojas online.

Poucos são mais bonitos. Um deles, claro, é esse aqui.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O MAPA DA CIDADE DO RIO SEGUNDO O CAMPEONATO ESTADUAL















Não podia deixar batido. Parabéns, Flamengo.  Mais uma vez.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ILEGÍTIMO, COM MUITO ORGULHO

O time campeão de 1987: Flávio, Betão, Estevam, Marco Antônio e Zé Carlos Macaé; Rogério, Ribamar e Zico; Robertinho, Nando e Neco
















No dia em que diversos clubes tiveram títulos reconhecidos como Brasileiros em cerimônia da CBF, foi também notícia a indiferença da entidade com o Brasileirão conquistado pelo Flamengo em 1987. Oficialmente, para a confederação presidida pelo capo Ricardo Teixeira, segue o Sport Recife como campeão.

Como Rubro-Negro, um dia eu quis esse reconhecimento. Mas depois de tantos anos vendo a CBF fazer sujeirada em cima de sujeirada - sobretudo quanto a essa novela da Copa União de 1987 -, hoje penso justamente o contrário.

O Flamengo é um clube do povo, surgido do povo, e sua força maior, que construiu sua fama internacional e ajudou a encher nossa sala de troféus, vem justamente das arquibancadas. O Flamengo sempre se criou na improbabilidade, no menosprezo alheio, crescendo quando menos se esperava. E todos nós, torcedores, nos orgulhamos muito disso.

Por isso, por que nós teríamos que lutar pelo reconhecimento da CBF, representante legítima de tudo o que o Flamengo combateu e combate, quando os que testemunharam aquele campeonato - e que de fato importam - sabem devidamente o que aconteceu no campo, na bola? E o melhor: em um torneio que reuniu não só os melhores times, mas seus respectivos clubes, unidos por estarem de saco cheio da incompetência da Confederação Brasileira de Futebol, organizando um campeonato altamente competitivo, sem gorduras nem engodos? O Flamengo venceu esse campeonato, mas para a CBF, foi outro torneio.

É isso. Um outro torneio. Em se tratando de 1987, que o Sport Recife continue como o campeão reconhecido e aclamado pela CBF, e o Flamengo como o vencedor bastardo. Mais emblemático, impossível; mais importante para a nossa torcida, também não. Que continue assim, pelo bem da história. Por justiça.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

POR QUE O FUTEBOL É GENIAL, PARTE 9485457349867349

Aconteceu no campeonato islandês:


(Via Blue Bus)

E o mais maneiro é que o juiz deixou rolar solto. Espetacular.

terça-feira, 11 de maio de 2010

(NÃO-)FICÇÃO FUTEBOLÍSTICA RUBRO-NEGRA

Gávea, em algum momento do comecinho de 2010.

- Oi, Patrícia.

- Oi, Adriano. Que cara é essa? Tá preocupado?

- Mais ou menos. E é por isso que eu vim falar contigo...

- Mas o que foi, Adriano? Por que você tá assim? Nós fomos hexacampeões há tão pouco tempo...

- Mas é por isso. Quer dizer, não é por isso não, mas tem a ver.

- Não tô entendendo...

- É o Gilmar. Ele tá empolgado demais, além da conta mesmo.

- Pô, mas como não ficar?

- Mas não é do jeito que você tá pensando. O cara gosta muito de dinheiro. E ele tá vendo que eu tô bem, arrebentei no Brasileiro, essas coisas. E agora tá vendo a hora de ganhar mais grana em cima de mim...

- Humm.

- Patrícia, o Gilmar tá querendo me ver fora do Flamengo. Fora do Rio. Patrícia, ele quer que eu volte a jogar no exterior. Se liga: é ano de Copa. Se eu continuar arrebentando, ferrou. O Dunga me chama, e aí não vai ter jeito. Vou ter que jogar bola, senão me queimo com todo mundo no Brasil e lá fora. Aí ferra de vez.

- Entendi. Você tá com medo de...

- ...de deixar o Brasil. Pô, tudo o que eu não quero é ficar longe daqui. Distante do Flamengo, do Rio, da Vila Cruzeiro. Patrícia, eu já tô rico. Ganho quase 700 mil por mês. Já joguei Copa, já fui ídolo na Itália, o cacete. Não quero mais essa vida.

- Te entendo. Mas o que você quer fazer, afinal?

- Eu não quero ir pra Copa. Mas pra eu não ir pra Copa, vou ter que puxar o freio de mão por aqui. Só um pouquinho. Não vou comprometer o trabalho não, mas não posso fazer meu filme pro Dunga, senão ele me leva.

- Pô, Adriano...

- Você não quer que eu fique o Brasileirão 2011 no Flamengo? E se o time ganhar a Libertadores? Não quer que eu participe da campanha? Se eu sair depois da Copa, saio antes da decisão. E vai que o Fla vence, você não quer que eu dispute o Mundial Interclubes?

- Humm...

- Então. Tudo o que eu tô te dizendo é pra não estranhar se eu vacilar. Faltar uns treinos, descuidar um pouquinho da forma... Pode deixar que eu não vou perder a mão totalmente não. É só o suficiente pro Dunga me esquecer. A conta do chá pra eu ficar aqui mais tempo.

- Olha, Adriano...

- Patrícia, pode confiar. Confia em mim. Eu tô realmente bolado com tudo isso, mas te garanto que tudo vai dar certo se sair a lista da Copa e meu nome não estiver lá. Eu só quero a segurança de que nada vai mudar pra mim. Tô pouco me ferrando pro Gilmar. Eu quero ficar, e só fico se não for pra Copa. Vai por mim. E desculpa se você não concordar, mas é o que eu vou fazer. Não vou deixar que o Gilmar tire tudo o que eu consegui de volta.

***


O diálogo acima não aconteceu, lógico; mas quem pode sorrir assim ao ser tirado de uma Copa do Mundo?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PORQUE EU SOU CONTRA O CAMPEONATO BRASILEIRO EM PONTOS CORRIDOS

As poucas centenas de meus leitores/dia sabem que eu raramente falo de futebol por aqui - e os que sabem que sou Flamengo podem até dizer que o estou fazendo agora por ocasião da liderança rubro-negra a uma rodada do fim do Campeonato Brasileiro; mas eu rebato essa possibilidade no momento em que digo que vou falar CONTRA o Brasileirão. Ou melhor: contra o Brasileirão sendo disputado nessa fórmula chibunga, babaquara, corta-tesão que é a modalidade de campeão por pontos corridos.




O Campeonato Brasileiro dos meus sonhos é aquele em que os oito melhores se enfrentam no sistema de playoffs até que se tire o grande vencedor. A defesa mais óbvia que tenho para isso é forte por si só: somos acostumados a grandes jogos finais, e esta fórmula não só revela os grandes times "copeiros" como também privilegia o próprio campeonato, tornando-o interessante pra boa parte da tabela; mas há também um outro argumento que não dá pra jogar fora, que é justamente essa história dos "times desinteressados".

Vejamos: eu não tenho dúvidas de que o Flamengo é O time deste campeonato, com Petkovic se reciclando, Adriano se reerguendo, Andrade se mostrando um bom técnico, Bruno sendo um goleiro daqueles poucos que se pode dizer que tem vantagem em uma situação de pênalti etc.; mas quis o destino que o sorteio da tabela pusesse em seu caminho nesta reta final do torneio dois times não só completamente desinteressados em relação a eles próprios como também, para os conspiratórios, o pouco de relevância que a competição desperte para eles esteja na chance de eles atrapalharem seus rivais ajudando o Fla.

Sendo tremendamente mais objetivo, o Fla enfrentou o Corinthians, rival do São Paulo, e agora vai pegar o Grêmio, inimigo do Inter. Timão e Tricolor não têm mais nada a fazer no Brasileirão... a não ser atrapalhar seus respectivos rivais citados anteriormente, ambos com chance de título.

Assim, lá estão os torcedores são-paulinos chorando um suposto corpo mole dos corintianos, enquanto os colorados temem por uma pasmaceira tricolor no próximo domingo no Maracanã. E o que o Flamengo tem com tudo isso? Ou melhor: o que o bom futebol que o Flamengo vem apresentando tem a ver com essas picuinhas?

Tentando me distanciar da paixão clubística, esse campeonatinho de pontos corridos erra de tudo quanto é jeito: quando não é um clube abrindo uma vantagem colossal em relação aos demais concorrentes e vencendo a taça por antecipação, a disputa mais acirrada é colocada em questão em torno de vingancinhas e rixas paralelas. Não dá pra ser feliz.

Depois da minha torcida pelo Hexa do Mengão, há uma outra, também forte: a de que, em 2010, tenhamos um Campeonato Brasileiro como nos velhos tempos, com um time se sagrando campeão após deixar pelo caminho um bando de vítimas no mata-mata. E que não me venham com o modelo atual é mais justo com os clubes mais bem estruturados, pois se o time tem uma excelente estrutura, aí mesmo é que não tem que ter cagaço de playoff, muito menos de final.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

RODANDO EM BUENOS AIRES: DICAS PARA UM ROTEIRO ALTERNATIVO

Em bom portunhol: estoy de vuelta! Depois de quatro dias em Buenos Aires, hora de espanar a poeira do blog - e do jeito que prometi no post anterior.

Como dar uma googleada pra ver que sobram dicas de sites em português sobre turismo na capital argentina - que, depois da crise econômica dos hermanos, tornou-se um local acessível pra gente - e já que estamos no Rodanders, minhas sugestões envolvem games, toy arts, rock... Vamonos em tópicos:


GASTRONOMIA E BEBIDA

- Parece óbvio, mas vale chover no molhado: antes de viajar, deixe a dieta fora da mala. Sorvetes, carnes, doces de leite, cervejas, vinhos e alfajores te esperam.

- A cerveja titularíssima local é a Quilmes, que é deliciosa - seu chope, idem; mas há outras boas opções, como a Warsteiner e a Eisenbeck. Sim, eu sei que essas duas não são originalmente locais, mas são encontráveis em todos os lugares, assim como Stella Artois, Heineken e Corona.

- Todo mundo fala dos alfajores Havana, que de fato são bons pra cacete; mas ainda melhores - ou pelo menos em pé de igualdade com o alfajor de dulce de leche com cobertura de chocolate, meu favorito - são os Havannets, espécie de Nha Bentas portenhas com uma cobertura achocolatada bem espessa e de recheio de doce de leite de primeiríssima. Espetacular.

- Um detalhe importante: deixe para comprar os alfajores, havannets, potes de dulce de leche etc. no free shop do aeroporto, que fica na área do embarque. Os familiares e amigos agraciados vão te amar para sempre.

- Tudo bem que o Havanna é O alfajor, mas há outros muito bons na concorrência - como o Capitán Del Espacio, indicado pela Laila (valeu!) e que ainda tem uma embalagem vintage bacaninha. Só que o Capitán não é nada fácil de achar...

- Outros hits são os sorvetes do Freddo, rede de helados com uma loja a cada 500m e que traz em seu cardápio um sabor melhor do que o outro. Mas a boa é experimentar alguns que você não encontra por aqui, ou ao menos não de forma tão caprichada. De novo, aposte no dulce de leche, o doce de leite deles, que é indescritível de tão bom. Meu sabor favorito na Freddo é o dulce de leche com brownie. Não percam.

- Se você quiser tentar outra heladeria, o nome é Un'Altra Volta, com uma variedade tão boa quanto a do Freddo e uma qualidade ainda melhor. Tente o Banana Volta e Menta Granizada (com pedaços de chocolate).

- Voltando a falar de bebida, uma dica divertida e boa: quando você for no domingo à Feira de San Telmo - sim, porque você vai à Feira de San Telmo - não deixe de passar no Patio Cervecero, que fica exatamente em frente à feirinha, para tomar uma... Duff. Duff? A dos Simpsons? Pode acreditar:









A cervejaria vende a bebida favorita de Homer Simpson em garrafinhas geladas! E não é que a cerveja é boa? É para beber vendo as barraquinhas de San Telmo e guardar a garrafa (e a tampinha) pra pôr na prateleira da estante da sala de casa.

Um detalhe: também se encontra Duff em alguns supermercados de lá. Springfield existe - e fica na América do Sul!


COMPRAS, COMPRAS, COMPRAS


- Eu falei sobre deixar dietas para trás, mas o mesmo vale com a muquiranagem: Buenos Aires é lugar pra se gastar. O câmbio favorece, e muito: 1 real equivale em média a 1,80 peso. Tem loja que aceita nosso dinheiro, mas o ideal é trocá-lo nas casas de câmbio espalhadas pelo centro. Quem resolver levar dólar, então... A moeda americana tem uma cotação altíssima - em alguns lugares, chega a 4 pesos. Por isso, solte o consumista que existe em você.

Agora sim, compras!

- Ama tênis Vans, camisetas de bandas/séries/engraçadinhas, piercings? Marque no seu mapa uma passada na Galeria Bond Street, na Calle (rua) Santa Fe, 1670. São três andares de lojas de roupas, estúdios de tatuagens. Os preços dos casacos e dos tênis são ótimos.

- Sobre tênis, não posso dar dica melhor do que os modelos da Pony. A Pony é uma marca americana bem forte na Argentina, com produtos de fabricação local inclusive. E os tênis deles são bonitos demais, com preços de chorar. Por cerca de 160 pesos (R$80) você pode levar um modelo como esse:



Sei porque fiz isso: comprei dois pares.



(Foto: blog Meninas Intimadasss)


- Em La Bond (apelido da Galeria Bond Street) você também encontra toy arts. Uma loja que vale ser visitada é a Retro Toys, que mais parece um brechó de brinquedos, como você pode perceber na foto acima. As prateleiras são apinhadas de bonecos, e o lojista aceita choradas no preço.

- Com preços um pouco mais salgados - pouco! -, a Adidas Originals de Palermo Soho tem casacos clássicos a 180 pesos (R$100). Aliás, em Palermo Soho há também uma loja de rua da Nike com produtos a preços mais em conta do que os daqui.

- Palermo é mesmo um lugar bacaníssima. É um bairro jovem, de lojas de rua muito legais, com livrarias, cafés etc. Não hesite em entrar em uma das "portinhas" que encontrar por lá.

- De volta à Feira de San Telmo. A maioria das barracas vende antiguidades como talheres, pratos e telefones de disco, entre muitas outras coisas - inclusive brinquedo de décadas passadas, como bonecos do Gato Félix e do Topo Gigio. Vale escarafunchar e, encontrando algo legal, fazer valer a regra nº1 de qualquer feirinha: pechinchar.

- Muito perto da feirinha, descendo a calle Defensa, há duas lojas de artigos domésticos muito cool: uma delas é a Tienda Palacio, com toy arts, relógios de parede e quadros com reproduções de capas de revistas em quadrinhos; e a outra é a L'Ago, na mesmíssima vibe, com destaque para luminárias diferentes, com modelos em forma de fantasmas de Pac Man e de inimigos de Space Invaders.


NOITADAS E PASSEIOS CULTURAIS


- Importante lembrar que estamos falando da capital de um país enlouquecido por futebol - talvez até mais do que nós. Então, se na Argentina somos lembrados o tempo todo que futebol é cultura, um passeio essencial é conhecer La Bombonera, estádio do Boca Juniors, o Flamengo portenho, que fica no bairro de La Boca:





Por coisa de 20 pesos se tem acesso ao interior do estádio, com direito a uma visita ao museu do clube. E, sem sacanagem, mesmo sem ser em dia de jogo, estar ali é algo especial quando se curte futebol. Mas não faça como eu: assista a uma partida do Boca. Por pura incompatibilidade de datas, não consegui. Fica pra próxima.

Outra coisa: do lado de fora do estádio,entre numa das lojinhas para fanáticos da hinchada do Boca. Lembranças para todos os gostos e bolsos.

- Pertinho do estádio do Boca está Caminito, rua cujas casas têm uma pintura peculiar e colorida. Se for almoçar por lá, repare no papo mole dos "promoters" dos restaurantes locais, que tentam te atrair através do...futebol. Se você está de camisa de seu clube, eles chegam até a cantar músicas de exaltação a ele. No meu caso, viram que sou Flamengo, e cantaram "Tu és/time de tradição/Raça, amor e paixão/Oh, meu Mengo!". Reparem só na faixa que aparece na fachada de um destes restaurantes para ver se estou brincando:





Em Caminito, você pode esbarrar em figuraças como o Hormiguita, um cara que vende formiguinhas artesanais feitas de plástico de arame vestido como uma formiga gigante. Sente só o naipe da peça:




- Antes ou depois da Feira San Telmo, dê um pulo nas esquinas das calles Chile e Defensa: sentada num banquinho, lá está a recém-inaugurada estátua de Mafalda, a incrível personagem do cartunista Quiño. Para tirar foto, que nem eu fiz:





- Para aquela cervejinha noturna no esquenta da noitada, uma opção é o Mundo Bizarro (Serrano 1122, Palermo), bar com decoração retrô, exaltando pin-ups, carros envenenados, caveiras e filmes b. Bonito demais.





- E depois? Bom, se for sábado à noite, recomendo o Sick Club (foto acima). A festa do dia na casa é a Avantt, com duas pistas de rock/pop dos bons. De Cindy Lauper a MGMT, de Justice a The Clash a partir da 1h30 da manhã - é, a noite de Buenos Aires começa tarde! Música boa, cerveja gelada e galera a fim de farra até o amanhecer, como deve ser.


- Como nem todos recomendam, me sinto na obrigação de indicar uma visita ao MALBA, o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires. No acervo fixo, o Abaporu de Tarsila do Amaral, obras de Botero, Frida Kahlo, Di Cavalcanti, entre outros, e intervenções como a Entremaderas, de Pablo Reinoso:





Para quem vai a Buenos Aires mês que vem, ótima notícia: no dia 23 de outubro acontece no MALBA a inauguração de "Andy Warhol, Mr. America", primeira exposição do artista no país. Vai até fevereiro!

- E para terminar, volto a falar de futebol. Não dei a sorte de pegar a exposição de Andy Warhol nem de acompanhar um jogo do Boca, mas tive o prazer de ver o Brasil vencer a Argentina no telão de um pub, devidamente acompanhado de amigos, pints e gozação verde-amarela em território adversário.

Vou dizer: eu gosto de futebol, mas não ligo para seleção - acima de tudo, sou Flamengo; no entanto, no último sábado torci como há tempos não fazia para a equipe brasileira. E valeu a pena, porque a sacanagem com os hermanitos foi excelente. A foto abaixo apenas sugere um pouco do que foi:



(Meu camarada Luiz Felipe e eu, tirando um sarro
com os argentinos na casa deles. Desculpem, Hermanos!)

No mais, os caras levaram numa boa, apesar da cabeza inchada. Se tiverem a experiência de assistirem a um Brasil x Argentina por lá, não percam a chance. Se o jogo acontecer na casa deles, mejor ainda.


***

Apenas um pedido: quem for seguir alguma dessas dicas, aceito o agradecimento em forma de regalos Havanna. Gracias y buena viagem!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A ENTREVISTA DE ADRIANO : QUANDO IMPERA A INGENUIDADE

O domingo foi especialíssimo para mim e para os outros milhões de rubro-negros: Adriano reestreou no Flamengo com gol, dando a vitória ao clube. Mas não é disso que vou falar. Na verdade nem vou tratar exatamente de futebol, mas apenas usá-lo como referência para falar sobre outros assuntos - coisas que vieram à tona quando o Esporte Espetacular levou ao ar a excelente entrevista que foi feita com o atacante.







No depoimento dado a Glenda Kozlowski, aparentemente exibido com poucos cortes de falas do craque, Adriano me passou uma sinceridade incomum. Uma franqueza difícil de se obter e, principalmente, de se comprar, especialmente quando se está acostumado à enxurrada de boatos que inunda uma redação jornalística em que é produzido um site de celebridades, como aquela em que trabalho, fazendo seu cérebro naturalmente agir na base da desconfiança e na opção pelo que é mais venenoso.

Eu já ouvi muito sobre Adriano. Rumores que passam ao largo de qualquer imagem boa que um sujeito possa ter, especulações levantadas e conhecidas há tempos, e que se intensificaram ainda mais no episódio recente em que ele simplesmente se exilou na favela em que nasceu, a Vila Cruzeiro. Ali, naquela época, os boatos me ganharam e eu era mais um a achar Adriano um infeliz, pra dizer o mínimo.

Foi então que o cara reapareceu - e a partir daí a fofocaria que se consolidara em minha mente começou a dar lugar a uma crença singular nas palavras dele, que afirmava que só estava querendo se reconectar com sua origem. Tempos depois, lá estava eu, acreditando novamente nas palavras dele, na manhã deste domingo.

Na entrevista, Adriano negou ter usado qualquer tipo de droga em sua vida, ao mesmo tempo em que afirmou que teve problemas com o álcool quando o pai morreu e que continua mantendo contatos e amizades com aqueles que cresceram junto com ele na Vila Cruzeiro mas descambaram para o banditismo. Quando o VT terminou, estava acreditando em cada palavra que tinha ouvido dele. Por quê?

Porque sou Flamengo é uma resposta que não estaria de todo errada, lógico que não; mas acho que, sendo bem sincero, o negócio é que, de vez em quando, fico de saco cheio dessa nossa mania de acreditar com facilidade nas piores versões e desconfiar demais das melhores. É comprovado que ninguém do grande público nunca viu foto ou vídeo de Adriano portando arma, cheirando uma carreira de pó ou metido em delegacia; e em tempos de celular com câmera a R$1, YouTube e inúmeras formas de anonimato online, essa ausência de provas conta a favor dele. Então, por que optar bancar o que ouvimos falar de alguém que ouviu de alguém que soube de outra?

Podem me chamar de ingênuo, posso estar mesmo sendo um crédulo, mas o negócio é que, na falta completa de evidência, é bom de vez em quando deixar a maledicência de lado e acreditar na possibilidade que, em tese, é a mais natural e correta a se considerar, mas que todos os dias ignoramos solenemente: até que se prove o contrário, todos somos inocentes. E ter aberto uma exceção nesse comportamento para acreditar em Adriano me fez bem não apenas por gostar da história de redenção de um jogador de meu clube, mas porque me lembrou de que, na verdade, faz melhor uma boa dose de credulidade do que essa mania de operarmos 24/7 nesse padrão "revista de celebridades" ao pensar no alheio. No barato, dadas as circunstâncias, é justo - e isso nunca será ruim.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

APENAS ISSO:




E que venham os chorões!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

RODADINHA

- Dois desocupados dedicados fãs de Simpsons fizeram um sensacional mapa interativo da cidade de Springfield!

- Uma versão em miniatura do arcade do Pac-Man. Como não querer um troço desses?





- Uma bacaníssima coleção de 25 anúncios, designs e afins tendo o iPod como tema - dentre eles, o Walkpod acima.





- Essa listinha das 10 melhores bandas fictícias do cinema... cujos autores deram o mole supremo de não pôr The Wonders em primeiro. Aliás, lembrem-me de escrever sobre o filme deles qualquer dia...

- E só para não deixar passar em branco o fato, uma pequena gozação com a queda do (v)Asco da gama para a segunda divisão do Brasileirão. Se não foi mentira do moleque - que pode muito bem ser um Rubro-Negro infiltrado nas hostes rivais -, a história é genial!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

VITAMINA!

Misturando os assuntos, siempre! Bora:


SUECANDO À LA GONDRY


Paulistanos cineastas-wannabe ou que ficaram loucos após ver o excepcional "Rebobine, Por Favor": pelas mãos de seu cineasta, Michel Gondry, o longa virou uma exposição-evento que tá rolando a partir de hoje no MIS (Museu da Imagem e do Som). Além da mostra de fotos do filme, há cenários, roupas e itens de cena à disposição dos visitantes para que eles também possam dar sua suecada. Não é do cacete?

E quem (ainda) não sabe o que é suecar é porque não viu o filme. Corram atrás ontem!


SUPER FULANO!

Sempre quis virar um herói tosco das séries de TV? O site viralzinho Make Me Super realiza o desejo daqueles que sempre se viram naquelas aberturas de seriados dos 70s, transformando-os em micos virtuais destemidos defensores da justiça, como o Super Carlos...





Dá até para fazer o papel de parede dos heróis, mandar pros amigos etc.. A iniciativa divertidinha é da Kodak.


PENSAMENTO FUTEBOLÍSTICO RUBRO-NEGRO

Se o Brasileirão fosse a Copa do Mundo, o Flamengo seria uma seleção africana: até sabe jogar bonito, mas tem um técnico fuleiro e, sobretudo, não possui o menor compromisso com nada - muito menos com a vitória.

MEIO-CAMPO (E) MATADOR
volante do Inter Guiñazu é considerado um bom jogador, mas tem fama de violento. Uma explicação para isso: a incrível semelhança entre ele e o ator Robert LaSardo:




Não está ligando o nome à pessoa? Então, confiram o currículo de Robert LaSardo na TV e vejam se não faz muito sentido...


PÉROLA TELEVISIVA

Para terminar, uma singela historinha: estava eu zapeando no sábado quando parei no "Básico", programa do Multishow apresentado pela linda Letícia Birkheuer. Ela estava fazendo uma visita a três meninas que dividem apartamento, meio que fuxicando os cômodos da casa, dando palpites etc.

Lá pelas tantas, ela repara: "Ih! Elas têm um freezer no meio da sala!". Até aí, tudo bem. Triste foi quando ela exclamou ao abri-lo, mexendo em suas prateleiras: "A-ha! Como eu suspeitei: congelados!".

Pano rápido.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

VITAMINA



Assuntos saborosos, misturados no mesmo post. Ah, vocês já sabem...


A TELEVISÃO NA RODA

A partir da semana que vem, acontece no Rio, São Paulo, Salvador e Belém o Festival Internacional de Televisão 2008. O evento tem pilotos de programas e debates bem promissores... e gratuitos! O que deve bombar mais é o do dia 5 de novembro, cujo tema é "Linguagem e experimentação - Transgressão e renovação: as novas formas de humor na TV brasileira", que terá a participação de Marcelo Tas (do CQC) e Marcelo Adnet (do Cinco Minutos da MTV) na mesa. Confiram a programação e, se curtirem, corram pra se inscrever pros debates, que têm vagas limitadas...



BEATLES NO VIDEOGAME

Quer dizer então que Paul, John, George e Ringo e seu magnífico repertório vão virar game, e no estilo Rock Band? Sensacional.

O mais bacana é que a idéia não é ser uma expansão do Rock Band tradicional, mas sim um jogo novo, que contará um pouco da história da banda. Melhor ainda. Um jeito ainda mais caprichado seria refazer a trajetória do grupo desde o comecinho, com a fase pré-fenômeno - mostrada no ótimo filme "Backbeat".

Seja como for, já começo a pensar no kit de "instrumentos" que acompanhará o game: baixo/violino de Paul, a bateria com pele da Ludwig e o clássico logo dos Beatles... Óbvio que vai ser sucesso de vendas.

Pegando carona no assunto, sai amanhã nos Estados Unidos o controle para Guitar Hero/Rock Band no formato do inconfundível baixo em formato de machado de Gene Simmons, do Kiss. Vejam se não ficou perfeito:






MACACOS!

Todos sabem que a Dunny é a melhor série de toy art já lançada - bom, pelo menos é o que eu acho. Só que, graças ao ótimo Super Punch, descobri uma outra série com potencial para fazer frente aos coelhos: Monksey.





A Monskey não chega a ser lançamento, pois está em sua série 2,5. Lá fora sai a US$6 a unidade, segundo o site da coleção, da qual você também pode se tornar designer: é só baixar o PDF com o modelo do boneco, desenhar o seu próprio Monskey e enviar sua miniatura. Se der sorte, o bonequinho pode sair do papel...


CAMPEONATO BRASILEIRO: QUEM É QUE SOBE?

Grêmio, São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo: a seis rodadas do fim, todo mundo continua juntinho. Juro: se campeonato de pontos corridos fosse sempre assim, até que não seria tão mal. E o Fla perdeu a chance de se embolar ainda mais no pelotão da frente, graças à demora de Toró no primeiro tempo e a grosseria de Léo Moura no segundo. Ganhou um ponto não: perdeu dois. Tsc...


"GOSSIP GIRL" VERSÃO FANTOCHE

Hoje, mais do que nunca, os sites gringos ou falam do Obama ou de zumbis e Halloween, mas mesmo assim consegui garimpar no um lance bobinho porém curioso pra quem gosta de "Gossip Girl": uma versão fantoche do seriado:


(Via Low Resolution)

Detalhe para as sobrancelhas evil do Chuck. Aliás, acho que, para toda uma geração que acompanha a série, o ator Ed Westwick jamais vai conseguir ser levado a sério em outro papel...


OBSESSÃO MUSICAL

Eu já falei de "No Surprises" (e de seu claustrofóbico clipe) aqui no blog. Pois dia sim, dia sim eu escuto a versão que os Easy Dub All Stars (com o reforço dos Meditators) fizeram para o clássico deprê do Radiohead. Ouçam e entendam o motivo:





Não, não supera a original; mas é excelente e de uma tremenda coragem, pois leva a canção pra bem longe de seu habitat natural. Nem sei se Thom Yorke curtiu, mas no lugar dele eu ficaria lisonjeado.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

FALTA DE TIMING É ALGO MUITO CONSTRANGEDOR




Há coisas muito piores no mundo, mas ver pessoas errando a mão no tempo em que fazem o que têm que fazer é triste. Tudo porque a mancada não é exatamente o quê, mas sim o quando. E, convenhamos, timing errado é, no mínimo, ausência de um amigo que diga "fulano, não perca a chance" ou "cara, não insiste mais não"; e, no máximo, o supra-sumo da falta de noção consigo.

Hoje, por exemplo, acabei chegando a "There Was a Time". Este é o nome de uma das canções de "Chinese Democracy", que vem a ser o aguardado disco dos Guns N' Roses, prometido desde... desde... desde - ok, olha a vergonha alheia! - 1994.

De novo: 1994. Ou seja: de lá pra cá, pessoas nasceram, tiveram suas infâncias e agora passam pelos tormentos e maravilhas da adolescência e nada do disco - que, jura Axl Rose, sai dia 23 de novembro.

"There Was a Time" pode ser escutada aqui; e, particularmente, achei uma titica - que, mesmo se estivéssemos em 1994, não me causaria nenhuma impressão melhor. De qualquer forma, a música me soou como coisa daquela época mesmo; e, assim sendo, penso que poderia fazer mais sentido naqueles tempos. Hoje, soa como um triste arremedo da banda que o Guns N' Roses já foi, no dia em que foram uma banda. Pelo menos quando eu era adolescente eles faziam mais sentido e me agradavam bem mais, embora eu preferisse Living Colour, Faith No More e Red Hot Chili Peppers.

"Chinese Democracy", para mim, é o caso mais notável de timing errado. Rendeu piadas ótimas, como a feita pelo Offspring que anunciou no dia 1º de abril de 2003 que iria lançar um álbum batizado com o mesmo nome e com um subtítulo: "you snoose, you lose" - algo como "cochilou, perdeu". Para vocês verem: desde a sacanagem da banda do Dexter Holland, crianças nasceram, largaram os seios de suas mães, aprenderam a falar e a usar o vaso e nada do disco do Guns N' Roses.

Inspirado nesse micaço de Axl Rose e companhia, sinto que é o momento perfeito - hoho! - para fazer a lista:

TOP 5 EXEMPLOS DE FALTA DE TIMING

1º) Depois de tantos parágrafos discorrendo sobre o Gn'R, o primeiro lugar, óbvio, vai para a banda e sua democracia chinesa. Passemos ao segundo caso, quase tão grave:


2º) A DEMORADA APOSENTADORIA DE ROMÁRIO - Mesmo quem não saca nada, nadinha, neca, Paul Newman de futebol sabe que o Baixinho era um gênio da pequena área, responsável por pelo menos 50% da conquista da Copa de 94. E essas mesmas pessoas, mesmo sendo mestres em ignorância futebolística, têm perfeita noção de que Romário pendurou a chuteira tarde demais.





Não faltaram oportunidades para que ele desse adeus aos gramados de forma digna. Dois ótimos exemplos: em 2000, quando conquistou a Mercosul e a Copa João Havelange por aquele-time-cujo-nome-não-pode-ser-dito; e em 2001, quando foi artilheiro do Brasileirão. Curiosamente, depois disso ele fez jogos de despedida dos gramados internacionais em 2004; a partida de despedida da Seleção no ano seguinte... Mas cadê que ele parava?

Aí, teve a história do gol 1000, feito em...2007. Maio de 2007. Essa foi a última boa data que Romário teve para se retirar do futebol com prestígio. Mas não: ele continuou até março deste ano, quando o seu time fez uma mera figuração no campeonato estadual do Rio. E na verdade, na verdade, dizem que ele ainda planeja um jogo de despedida, seja lá por que time... Enfim, um reta final de carreira meio feiosa em se tratando de Romário - um craque traído pelo próprio ego.


3º) OS GOONIES 2 - Não faz muito tempo eu rasguei elogios aqui no blog para "Goonies", filme espetacular que marcou a infância e a adolescência dos que hoje têm entre 25 e 35 anos. A história dos moleques de Astoria e sua grande aventura foi sucesso nos cinemas do mundo todo e pedia por uma seqüência - até porque foi nos 80s que aconteceu o "boom" de continuações cinematográficas, como as de Indiana Jones, Ghostbusters, Um Tira da Pesada, Máquina Mortífera, De Volta Para o Futuro, A Hora do Pesadelo e tantas outras. Só que o filme, tão aguardado por moleques como eu, não veio.





Até hoje se fala nessa continuação. Uns dizem que será em formato de longa-metragem animado; outros dizem que a história terá como protagonistas os filhos dos Goonies originais, hoje adultos. Eu acho que o filme ainda vem e confio que poderá ser muito bom - tomara! - mas para mim a verdade é a seguinte: Steven Spielberg (o produtor) e Richard Donner (o diretor) perderam o tempo certo para fazê-lo. Eles sabem que a continuação ideal seria com os Goonies ainda criança, no máximo na adolescência. E têm plena certeza também de que, se for pra fazer um "Goonies 2", que seja pra ser algo tão memorável quanto o primeiro. E se com a molecada original isso já seria difícil, sem ela então...


4º)GRETCHEN E SEU FILME PORNÔ - Acreditem: Não encontrei uma foto que pudesse fazer jus ao que ela era há 25 anos, mas garanto que não falta gente pra dizer a quem não era nascido na época que a pseudo-cantora era dona de curvas generosas e, décadas antes de Sheilas, Carlas, lipos e silicones, tinha o título de Rainha do Bumbum. Gretchen não era um rostinho bonito - e nunca foi -, jamais foi reconhecida por seu talento vocal mas tinha um corpo que causava inveja a muitas mulheres que, do sofá, a viam se apresentar no Chacrinha, Bolinha, Sílvio Santos, Carlos Imperial...

Naquele tempo, fazia todo o sentido que ela topasse fazer um filme pornô. Tá bom, ela estava bombando na TV etc., mas sempre se soube que seu dom maior estava bem abaixo das cordas vocais... Porém, Gretchen só resolveu aparecer rebolando na horizontal em 2006. Ou melhor: aos 57 anos e bem menos, digamos, talentosa. Longe de pagar de moralista, mas vamos admitir: não parece um pouquinho além do prazo? Como também não sou hipócrita, pra mim, sim.

Ah, e não vi o filme. Mas não faltou gente pra me dizer que Gretchen tentou com afinco destruir a imagem que os espectadores tinham daquela mulher que ela foi nos anos 80...

5º) ??? - É verdade: justo o último item, o que faltava para fechar uma lista sobre timings ruins, me foge à memória - e por isso quase me candidatei a última vaga! Mas se lembrarem de alguma, exerçam a generosidade e me ajudem nos comentários...

p.s.: A foto que abre o post não é de verdade não: é só uma montagem deste concurso virtual aqui - que, aliás, é cheio de péssimos timings...

domingo, 28 de setembro de 2008

VITAMINA




Aquela já tradicional coluninha, com um monte de assuntos batidos no mesmo post. Bebam aí:


FESTIVAL DO RIO, AÍ VOU EU!

De plantão no finde, trabalhando loucamente, ainda não pude fazer minha estréia no evento, mas essa semana já tenho alguns alvos - entre eles, claro, "Rebobine, Por Favor" ("Be Kind, Rewind"), do Michel Gondry. O que eu vir, comento aqui, por supuesto. Minhas férias não poderiam vir em momento mais oportuno...


HETEROFLEX MY ASS

O ser humano adora inventar dificuldade onde se tem facilidade, mas pior é quando cria rótulos babaquaras para coisas que já existem desde sempre. Segundo essa matéria do G1, uma das novas - urgh, odeio esse termo, mas vá lá - tribos urbanas é a dos heteroflexíveis. Como se pode deduzir pela palavra, os heteroflexíveis são os heterossexuais abertos a experiências com o mesmo sexo.

Ou seja, bissexuais.

Agora, a culpa é de quem: dos e das manés que não se assumem ou dos psicólogos e jornalistas que dão corda?


MORRO NA SUA BARRIGA, MORRO FELIZ

Outro dia alguém no meu trabalho fez a seguinte observação: "Acho comercial de comida em que os alimentos falam e sorriem um absurdo. Vê se algum frango ficaria feliz em ser servido para alguém? E os legumes sorrindo e pulando numa panela de água fervente? Não pode!".

Concordo, faz todo o sentido. Mas o mais curioso é que alguns anúncios sequer fazem questão de esconder a incoerência de ficar feliz por virar janta. O melhor exemplo que já vi na vida encontrei nesta tarde, no blog Bad Banana:




Bizarro é pouco.


O MELHOR EM MUITO TEMPO

Sou contra a fórmula de pontos corridos no Campeonato Brasileiro, mas devo confessar que, neste ano, a disputa finalmente ficou emocionante na parte de cima da tabela. Embolados no pelotão de cima, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e o meu Flamengo. Todos com chance, nenhum podendo dar mole. Excelente!

E não poderia tocar no assunto sem falar na vitória épica do Mengão sobre o Sport. Perdíamos até os 38m do segundo tempo e conseguimos uma virada história sob uma chuva torrencial, com um gol aos 44.




Esse é o tipo de vitória que faz o Flamengo deslanchar. E não é profecia: é história.


ONZE EPISÓDIOS

É só isso até agora o que tenho para ver de séries acumuladas. Por isso, podem esperar posts comentando minhas maratonas em frente ao monitor. De novo: minhas férias não poderiam vir em momento mais oportuno.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Agora é todo dia!

Algumas pessoas me perguntam: "Se você consegue atualizar o Lost in Lost todo dia, por que não faz isso com o Rodando?". A resposta básica é: porque eu ando trabalhando demais; mas fugindo dela, e citando um dos meus personagens favoritos da série que eu amo, "eu crio tempo".

Assim sendo, agora prometo fazer posts diários por aqui. E pode ir clicando ao lado para assinar o RSS ou embarcar no Twitter do blog, porque eu vou perturbar. Ah, se vou!

E já que fiquei longos e tenebrosos dias longe daqui, farei uma maxiultraveloz atualização deste blog. Respira fundo e desce.


METRALHADORA GIRATÓRIA


Cuspindo tópicos de tudo quanto é assunto para todo lado:


- Como as coisas mudam em apenas três dias... A comemoração do título estadual do Flamengo foi merecida, mas durou demais - mais precisamente, até o apito inicial do jogo de ontem. Claro que estou não me referindo à torcida, mas sim aos levianos dirigentes, comissão técnica e jogadores. E aí foi uma vergonha. Oba-oba + salto alto+ desrespeito ao adversário = vexame. Conclusão: se quiser se meter a jogar a Libertadores 2009 - o que espero que aconteça -, que leve a competição a sério como manda o figurino.


- Ainda sobre o fim de semana, rolou aqui no Rio uma mostra de cinema fantástico muito legal, a RioFan. Infelizmente só tive tempo o prazer de ver uma sessão com um curta-metragem, "Criticized!", em que um cineasta detonado por um crítico se vinga dele, e o ótimo e divertidíssimo Mirageman. O filme chileno é do ano passado e conta a história do surgimento de um super-herói urbano, glamouroso e pobre - do tipo que vai combater o crime de ônibus. Dê uma sacada na figura:





Se você tiver a chance, assista.


- Um tiquinho atrasado, mas não dá para passar batido: o famoso site musical Pitchfork agora tem um canal de TV online, o Pitchfork TV. Não deixe de dar um pulo lá para ver shows, entrevistas, clipes e apresentações exclusivas. Sensacional!

- Novo disco do Portishead: eu ainda tenho medo. Muito medo. Soturno é apelido.

- Ainda não sei se quero ou não ver Speed Racer.

- Estreou nesta terça-feira "O Aprendiz 5" na Record. Em menos de dois minutos de competição iniciada e o pau já comia nas equipes, que tinham como um desafio promover uma corrida beneficentes de patinhos de borracha nos rios de duas cidades. Os eventos das equipes foram fiascos totais, com Justus mostrando que está em forma na amarga arte de esculachar subalternos. Trump ficaria orgulhoso!

- E por fim o novo hit dos amantes de games portáteis:





Isso mesmo: versão handheld do Guitar Hero! Como nas guitarras do game original, a mini-guitarra portátil tem cinco botões de "notas" e alavanca, e ainda botão de volume! São três níveis de dificuldade e músicas do Guitar Hero I e II para escolha. E o precinho: US$13,99! Tá vendendo aqui e a dica é do Vous Pensez.


* * *


Ainda hoje tem mais!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ridiculamente contagiante




1º) Visitem http://www.ferryhalim.com/orisinal;

2º) Na segunda linha horizontal de quadradinhos, cliquem no segundo, da esquerda para a direita, com a imagem de um peixe gordo amarelo;

3º) Viciem-se. É fácil assim.



Segundos de sabedoria




Romário, ao comentar no RJTV sobre sua paixão pelo Rio: "O povo carioca, com toda a sua passividade, é algo que me emociona".

Pano rápido.


Eu prometo!



Mais tarde vou dar uma guaribada aqui no Rodando. O que acham de rolar Twitter do blog? É uma possibilidade...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

WEEKEND UPDATE



Enquanto o Rio de Janeiro ferve em mais uma madrugada de calor estúpido, passo em revista os dois destaques do fim de semana:


- The Office: Dinner Party

O episódio foi ao ar nos EUA na quinta-feira passada, mas só conferi a volta de "The Office" à TV americana no sábado mesmo. E estava morrendo de saudade de me sentir constrangido com os absurdos de Michael Scott! O jantar na casa dele (e da cara-metade-sem-noção Jan) foi trágico para Jim, Pam e hilariante para quem estava do lado de cá da tela.

Melhores momentos? A descoberta da câmera em frente à cama do casal - "Pensei que você fosse arrumar o quarto, Michael!" - e a discussão entre ele e a loira que culminou na sensacional declaração de que Michael Scott fez vasectomia, reverteu a cirurgia para voltar a fazer novamente.



"Você não sabe o sacrifício físico que é uma pessoa só fazer três vasectomias!"


Não adianta: nenhuma série faz o humor andar de braço dado com a vergonha alheia tão bem quanto "The Office".


- "Um Beijo Roubado" ("My Blueberry Nights")

Depois do belo-porém-sonífero "2046", lá fui eu ver como Wong Kar Wai se daria em uma produção hollywoodiana. E até que ele me saiu melhor do que a encomenda. "Um Beijo Roubado" é correto e agradável, e nem o recurso "só-eu-usava-o-botão-frame-advance-do-videocassete" tão amado pelo diretor incomodou, mas ainda assim há algo irritante no filme, e ele tem nome e sobrenome: Norah Jones.





Sua atuação na pele da protagonista Elizabeth/Lizzie beira o sofrível e erra em tudo: além de amadora, tira qualquer empatia que o personagem possa ter e não pega nem empurrando - e olha que Jude Law, Rachel Weisz e, sobretudo, o ótimo David Straithaim (como o policial decadente Arnie) suam para isso. Não dá. E com isso, a historinha singela de duas pessoas que procuram entender suas vidas amorosas por trás de um balcão de bar e que se descobrem cada vez mais próximas apesar da distância sofre uma avaria considerável. Nunca poderia ter sido ótimo, mas poderia ser bem bom; e com Norah fica... legal. E só.

Sem uma boa atriz para extrair o melhor da personagem principal, o filme acaba se segurando nos clientes da garçonete Lizzie - aliás, a morena fica bem menos pior quando é ela que anota os pedidos em vez de fazê-los. E, como já dei a pista acima, a de Arnie é a melhor. O romance imaginário e o círculo loser da vida do policial tem seu charme; mas nada de fato excelente.

No mais, ainda tem uma Natalie Portman vivendo uma jogadora inveterada com um background mais batido do que especial do Roberto Carlos no fim de ano: a menina rica que ama/odeia o pai. E o pior: ainda deram uma embarangada na garota. Putz.

Depois de tanta porrada, fica difícil eu dizer que o filme é bacaninha, mas é. Sobretudo se você não for esperando nada, se prestar atenção na ótima trilha sonora (exceto nos momentos Norah Jones que - óbvio - todos sabíamos que aconteceriam), se tiver visto antes o devagar, quase parando "2046", e se relevar aquele incômodo detalhe que é a atuação da moça.

Hollywood fez bem a Wong Kar Wai. Norah fez mal a Hollywood. Que volte para as FMs de velho e pros consultórios de dentista.


QUE VENHA



Depois que o Flamengo superou a missão de conseguir um empate em Cuzco com o Cienciano - e conseguiu três pontos em vez de um só -, saiu da Taça Rio com uma derrota para o Botafogo. Sem problemas, sequer lágrimas, porque não somos disso. Assim, que venha o outro finalista. E não escondo que quero que enfrentemos o Fluminense. É o único jeito de termos uma final da forma que deve ser: dois times com chance de título. O resto, para o Fla, é amistoso.
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