sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

FUNIL URINÁRIO FEMININO: SIM, ISSO EXISTE

E no momento em que tento me acostumar que o Carnaval acabou para valer, cai em minhas mãos um souvenir da prefeitura do Rio destinado a todas as mulheres que se divertiram na folia no Sambódromo: Higgfly.

Chamado de "condutor urinário feminino" em sua embalagem, na verdade o Higgfly nada mais é do que um funil de papelão que evita que a mulher entre em contato com o plástico do vaso do banheiro químico e toda a fauna de bactérias e vírus que o frequentam.

Sendo curto e direto: a mulher não só se resolve em pé como faz igualzinho a qualquer homem. As fotos falam melhor:











Bizarro? Pois na minha condição de carioca mal sabia que Ivete Sangalo fez anúncio da gambiarra urinária há dois anos:




É ou não é um piru de papel, como bem definiu a Thati? E vocês aí pensando já terem visto de tudo...

ZACK KIM: UM GUITAR HERO DO MUNDO REAL

Zack Kim é da escola de Stanley Jordan: tira sons da guitarra só com a ponta dos dedos. E não esconde seu lado nerd, escancarado nas duas versões abaixo:







Tem mais no canal do YouTube de Kim, e eu vi no blog do Petter. Agora, imaginem esse cara jogando Guitar Hero...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

RETROSPECTIVA CARNAVAL 2009

Chega de farra, infelizmente. Exceto para os dedicados torcedores e integrantes do meu Salgueiro que vão comemorar na quadra, o carnaval acabou. E eu, fã da folia que sou, consegui me divertir bastante, ainda que menos do que no ano passado - culpa da garganta inflamada, do ouvido doendo e de dois dias malditos de plantão.

Faz mal não: mesmo com tudo isso, o saldo é positivo. E logo abaixo destrincho tudo o que mais me chamou a atenção no carnaval 2009. Sambem comigo nos tópicos abaixo:




- Sambadinhas reais à parte, para mim a grande emoção do carnaval 2009 ficou por conta da recuperação do Neguinho da Beija-Flor. O cara, ícone do samba carioca, esteve próximo de sequer desfilar este ano. Contrariando os prognósticos, ele gravou o samba da escola, foi aos ensaios e não apenas defendeu sua escola no gogó como ainda casou no Sambódromo. É preciso ter uma força do cacete pra peitar um câncer e derrotá-lo desse jeito. Exemplo.





- Inegavelmente, Salgueiro mereceu o Estandarte de Ouro e o título deste ano. Arrebentamos em tudo, e parabéns aos meus camaradas tijucanos. Agora, atenção para segurar os ânimos dos globais da Grande Rio que vão querer se aboletar na escola no ano que vem, a exemplo do que fizeram em 94, ano seguinte ao da linda conquista do "Peguei um Ita no Norte" (a do famoso "Explode, Coração").

- Minha outra escola querida, por outro lado, tava pobre demais, coitada. Definitivamente, a Mangueira já teve tempos mais áureos. Alguns carros estavam feios e mal acabados - uns pareciam feitos pelos cenógrafos do "Chaves". Dona Zica deve ter passado mal do outro lado. Diante do que mostrou nos 82 minutos, o sexto lugar ficou bom demais.

- Na apresentação dos desfiles, Glenda Kozlovski esteve tímida, mas pelo menos não protagonizou gafes como as de Kleber Machado. A melhor/pior foi perguntar ao Dudu Nobre o que havia achado do desempenho de Viviane Araújo, madrinha da bateria do Salgueiro, com um pandeiro, sendo que ela trazia um tamborim. Tomou uma correção no ar merecidíssima para quem vai fazer cobertura de desfile sem saber a diferença entre um e outro - ainda mais ele, que não é estreante...

- Melhor mesmo é a cobertura da RedeTV, assumidamente tosca. Esse ano, a trasheira foi parar no novíssimo patrocinador, os preservativos Gózzi. É, o nome é esse mesmo. Nélson Rubens anunciou no ar, comercial meia-boca sendo exibido nos intervalos... e algo chamando (ainda mais) a atenção: um convite para ver os "testes práticos" do preservativo no site da marca. Lá fui eu.





E não é que, para a página de camisinhas com um nome tão infame, o site é bacaninha? Ah, e os tais "testes práticos" estão na seção de vídeos. Um deles tem a cena acima, com o tal cientista e sua ajudante boazuda aferindo a elasticidade do preservativo. Hah. Aguardo os próximos comerciais da marca - que, com um batismo desses, merece toda a infâmia e criatividade dos publicitários


- Uma tradição televisiva que foi por água abaixo há tempos é a da transmissão dos bailes de carnaval. Era simplesmente espetacular ver entrevistadores do naipe de Rogéria e Otávio Mesquita se espremendo para falar com gringos, putas, pansexuais e tentando entender o portunhol encaixado na voz de alto falante de metrô do Chico Recarey. Saudade.

Como qualquer moleque de 6 anos hoje já sabe, a exceção é a cobertura do Gala Gay, que acontece na terça-feira. Neste ano, além da sempre presente Monique Evans e do(a) drag Léo Áquila, a equipe foi reforçada por Christian Pior e Robaldo Esperman, personagens do Pânico. Eles mandaram bem ao conseguir entrar no baile, mas chegando lá dentro, não repetiram a boa atuação do tapete vermelho. Ano que vem, que chamem o Otávio Mesquita, que nasceu justamente com o único dom de saber fazer cobertura de baile de carnaval. De preferência com a Narcisa Tamborindeguy.


- Antes que eu me esqueça: é um pouco estranho um carnaval sem a voz, o mau humor e os elásticos na mão do Jamelão.


- Os problemas de saúde me tiraram desgraçadamente do desfile de domingo de carnaval do Simpatia É Quase Amor, meu bloco favorito. Fiquei injuriado, mas poderia ter me irritado bem mais, não fosse o samba do Simpatia bem fraquinho. Engraçado é que o Simpatia parece não ter meio termo não: ou acerta lindamente no samba - felizmente, a regra - ou erra esquisito. Desta vez foi a segunda opção. Ficou devendo...


- Na segunda-feira veio minha forra: consegui superar a febre e tocar meu tamborim no Bloco de Segunda, meu segundo preferido. Não me sinto em condições de avaliar o samba, pois o carro de som tradicionalmente não é lá essas coisas e fica distante dos tamborins; mas o refrão era engraçadinho: "A bolsa cai, a rua inunda/Meu bem, vem cá/Eu sou de um bloco de segunda". De vez em quando, essa última parte era trocada para "o bacalhau é de segunda". Espetada de praxe no Asco da gama.

- Pô, em nome da praticidade, acabei deixando minha máscara de Bruno Aleixo em casa. Mas será usada na próxima festa a fantasia que eu prestigiar...


- E não foi em 2009 que realizei meu sonho de fazer um bloco que desfile na quarta-feira de Cinzas, lá pelas 18h. Afinal de contas, tem momento mais triste do que começar a voltar à dura realidade da vida do que o pós-apuração? Bom, pelo menos o Salgueiro faturou...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

EXALTA REI E O HYPE DE ROBERTO CARLOS: A MAJESTADE NÃO ESTÁ NUA, MAS QUASE TODOS ESTÃO SURDOS




O que se vê acima é o registro de um pequeno e importante momento do desfile de estreia do Exalta Rei, realizado nesta segunda de carnaval. O Exalta é um bloco carnavalesco que toca músicas de Roberto Carlos em ritmo de marchinha e que desfila pela Urca, bairro onde seu muso inspirador reside; e em seu début teve a simpática participação de Roberto, que desceu ao playground de seu edifício no momento em que o bloco passava por ele para cumprimentar os foliões...

O Exalta Rei e o instante precioso da comunhão entre homenageadores e homenageado foram e continuam a ser divulgados via Twitter, e quase sempre com comoção. E me recordam de uma coisa que invariavelmente me incomoda: o hype em torno de Roberto Carlos.

Antes que vocês venham me dizer "Cara, se toca: esse hype existe há pelo menos quatro décadas" eu devolvo: eu só vejo sinceridade no que foi criado em torno de Roberto há quatro décadas. Salvo raras exceções, para mim 99% das pessoas que dizem venerar Roberto Carlos, que dizem sentir muitas emoções todas as vezes em que o veem e ouvem, só o fazem pelo prazer/necessidade/vontade de não destoar do cool.

Quando eu tinha uns 18 anos - o que já faz uma década e meia -, não era legal dizer por aí que você gostava de Roberto Carlos. Pensar nele era visualizar um velho de mullets com uma pena ridícula pendurada na orelha, e não lembrar de incríveis músicas que ele criou antes de homenagear mulheres de óculos ou de clamar pela Amazônia, insônia do mundo. Naquela época, Roberto Carlos não era a trilha do bloco dos descolados, o revisitado pelos bacanas de bandas bacanas em projetos paralelos. Roberto Carlos, para a galera da faixa de 18, 20 anos em meus 18 anos, era tão brega quanto... quanto... um especial de fim de ano da Globo.

Há um bom tempo isso mudou. Não gostar de Roberto Carlos é que é cafona. E gostar não basta: é preciso reverenciá-lo. Do contrário, te olham torto. Te acham errado. Te mandam pra guilhotina. E isso me irrita muito, sobretudo porque há nessa condenação um quê de ilegitimidade violento, pois a gigantesca maioria dos que pedem a cabeça dos hereges sequer têm o mínimo de envolvimento com a obra de Roberto Carlos. Não digo que não saibam as músicas, até porque penso ser impossível algum brasileiro não-indígena não saber pelo menos trechos de no mínimo meia dúzia de canções dele; mas que sua obra não significa pra boa parte dessas pessoas a importância que elas atribuem, ah, mas não mesmo.

Eu não posso dizer que gosto de Roberto Carlos, mas curto diversas músicas dele. Porém, mesmo que fosse de fato o que se pode chamar de fã, acho que teria vergonha de assumir isso. Não por Roberto Carlos, óbvio, mas pra não me misturar com boa parte de fingidores que fingem sentir que é amor o amor que de fato não sentem. Com todo respeito aos componentes do Exalta Rei, públicos e autores de tributos contemporâneos, quando ouço alguém da minha geração dizer que "ama o Rei", eu lembro da tia Irani, mãe de amigos meus de adolescência. Ou da dona Vitória, avó de uma ex-namorada. E de tantas senhoras das quais já ouvi frases como "Meu velho que me desculpe, mas o Roberto pra mim é o Roberto". Nelas eu acredito. Nos demais...

Não adianta nem tentar: sobre amor a Roberto Carlos, quase sempre só percebo legitimidade em rostos com rugas ou debaixo de caracóis de cabelos brancos, cujos donos foram protagonistas de jovens tardes de domingo e não foliões de segundas carnavalescas. Talvez seja apenas minha estupidez, mas duvido muito.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

RECEITA DE FIM DE VERÃO

Devo confessar que sinto uma séria inveja de Jamie Oliver e sua intimidade com os ingredientes no preparo de seus pratos. Na verdade, é mais vontade de ter aquela disposição do que o talento em si - até porque, modéstia à parte, nas poucas vezes em que me meto a fazer algo na cozinha, sai bem. Meu brownie, por exemplo.

Essa introdução toda é para dizer que, pela primeira vez, vou postar uma receita aqui no blog. E nem é minha. E nem é difícil. Melhor: é deliciosa, e nesse calor infernal cai como um oásis de refrescância, com toda a breguice que esse termo pode representar.





É a vitamina de banana frozen com laranja. Vejam que moleza:

1º)Descasquem duas bananas, pondo-as no congelador e deixando-as por lá durante 4 horas no mínimo;

2º)Retirem as bananas do congelador. Se estiverem petrificadas, descongelem-nas no microondas por 20 segundos na potência alta. Lembrem-se: a idéia é tirá-las do estado rochoso, e não aquecê-las!

3º)Batam no liquidificador com 300ml de suco de laranja gelado. Apenas 20 segundos na função "pulsar" já bastam...


Pronto: vocês têm em mãos uma frozen de banana com laranja nada menos do que espetacular. Se preferirem, adicionem um tiquinho de suco de limão para dar uma dosezinha de acidez - uns 30ml já resolvem -, e/ou um pouquinho de rum.

Agora, deem um pulo na cozinha para experimentar e não deixem de dizer o que acharam. Os que quiserem compartilhar receitas de bebidas refrescantes, que sejam bem-vindos!

P.S.: Qualquer dia desses posto a receita do brownie.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

IH, CA FOLIÕES: A MÁSCARA DO BRUNO ALEIXO!

Para muitos, carnaval é algo quase inevitável - "quase" porque há os que têm disposição e coragem pra se arriscar e torrar os sacos nas BR-qualquernúmero da vida. Eu não sou um desses, e ainda curto a folia, tocando meu tamborim em blocos, o escambau. Mas esse ano devo dar um toque lusitano no esquindô, esquindô. E convido vocês a fazer o mesmo:



(Cliquem para ampliar)


É isso aí. É uma máscara tirada deste link do site oficial de Star Wars, mas todos sabemos que George, o Lucas, perdeu essa pro pessoal do Cena. Wicket, nada: Bruno Aleixo!

A proposta tá feita: é imprimir, pôr um elástico e sair nos blocos e avenidas de Aleixão, com direito a dar conselhos como "Não te sambes todo nu" e "Os homens que tocam chocalho são drogados". Sucesso do Carnaval!

P.S.1: Já viram a última edição do Programa do Aleixo? Já tá no aire.
P.S.2: Tá rolando enquete sobre Carnaval aí na coluna da direita. Opinem!

RODADINHA!



- Eu quero!

- Obama's Elf. A melhor piada curta dos últimos tempos.

- Ah, e a versão legendada do piti da chinesa. Muito bom!

- E a ótima sacada da Samsung, que em seu novo comercial uniu narração à la Banzai + influências do Esquilo Dramático. O resultado:



(Via Brainstorm#9)
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