quarta-feira, 2 de março de 2011

KAREN CARPENTER MERECE VIVER PRA SEMPRE

Ontem no trabalho me peguei falando para alguns colegas a respeito dos Carpenters, dizendo o quanto eu gosto do duo dos irmãos Karen e Richard, e especialmente dela. Horas depois, resolvi consultar a Wikipedia pra saber de alguma data significativa para que eu fizesse um post a respeito. É claro que nem era necessário data alguma, mas a resposta me causou espanto: hoje, 2 de março, Karen faria 61 anos. Depois dessa coincidência, aí mesmo é que não poderia deixar de falar dela por aqui.

Sem falar nada, Karen já era um talento impressionante. Impossível ver aquela mulher de 1m63 e imaginar que ela era uma baterista espantosa. Espantosa mesmo, sem exagero.





Mas o lance é que o talento percussivo de Karen ficava pequeno perto de outro: o vocal. A voz de Karen Carpenter, pra mim, é simplesmente a mais bonita da história da música pop. Versátil demais, carregada de sentimento na dose certa, e de um timbre totalmente dela, lindo e melancolicamente compatível com a história de vida de uma mulher que foi estupidamente derrotada pela anorexia. Isso mesmo: repetindo a história de tanta gente boa e genial, ela morreu jovem (aos 32 anos) e, a despeito da animação vista acima, não era exatamente uma mulher feliz. Se foi cedo, mas não sem antes deixar gravações como o de Superstar, uma de minhas canções pop preferidas:





Se amarrou na dor de cotovelo? Pois Karen ainda cantou Rainy Days and Mondays, Yesterday Once More, Goodbye To Love e outras trilhas que têm toda a chance de fazer estrago nos que amam os lamentos dos Thom Yorkes e Beth Gibbons da vida e não as conhecem. Os Carpenters entendiam tudo desse lance de rebordosa. Eram muito melhores quando tristes, e Karen sabia interpretar as suas dores como poucas: com a beleza e a pungência que, infelizmente, somente os que mergulham em dores metros abaixo da superfície sabem fazer. Com tanto ainda a fazer pela música, bem que ela merecia ter voltado à tona.


P.S.: Se você acha (ou pode ter achado) uncool/bregaralho gostar dela e dos Carpenters, tente primeiro a excepcional coletânea If I Were A Carpenter, em que bandas como Sonic Youth, Babes in Toyland e Cranberries despejam amor e respeito pelas canções cantadas por Karen. Garanto que tem tudo para te surpreender.

6 comentários:

Guilherme Mattoso disse...

me amarro neles tb! close to you é um clássico, discão! adoro o timbre da karen e sou fã confesso, sem vergonha de dizer.

Kátia Rocha disse...

Vergonha de gostar dos Carpenters?!
Eu tô com vergonha de saber que isso existe!
Concordo totalmente que a voz da Karen é a mais linda de todos os tempos!
Amo "This Masquerade" e até a melosinha "Make Believe It's Your First Time", seu último grande sucesso.
O disco de natal deles é um dos melhores que há no segmento!
Saudade! Saudade mesmo!

Parabéns pelo blog, Carlos. Cheguei aqui super por acaso e vou voltar! (Isso é praticamente uma ameaça! heheh)

Abraço.

Adriano Oliveira disse...

Excelente texto, a canção mais marcante deles para mim é Desperado, originalmente dos Eagles, mas com a vestimenta dos Carpenters a música para mim soa antológica!
Nem precisamos falar de Only Yesterday, né.

Francisco Carlos Montoni disse...

Eu ouço a Karen cantar e fico imaginando o privilégio que as pessoas tiveram de vê-la, conversar com ela. Perder a Karen é algo que dói até hoje. Nunca ouvi voz tão agradável, cristalina e em canções de uma inspiração divina.

Eduardo C. Gomes disse...

Solitaire é uma das músicas de amor mais lindas que já ouvi. As músicas todas na voz de Karen se transformavam em maravilhas da música.

Eduardo C. Gomes disse...

Corrigindo: Solitaire é uma das músicas de perda de amor mais lindas.

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