sábado, 29 de novembro de 2008

CLIPES QUE NINGUÉM PODE DEIXAR DE VER - "TONIGHT, TONIGHT", SMASHING PUMPKINS




O clipe da arrebatadora música do disco "Mellon Collie and The Infinite Sadness" (1995) é uma homenagem espetacular aos primeiros filmes de ficção científica da história - especialmente do cineasta George Mélliès, um dos pioneiros do cinema. Figurino, fotografia, cenografia, tudo impecável. Se poucos vídeos merecem o título de obra-prima, o de Jonathon Daylon e Valerie Faris sem dúvida goza desse privilégio. Épico.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

RODADINHA

- Os camaradas do Baile Curinga produziram um dos melhores mash-ups visuais dos últimos tempos. Se liguem:



Deve até rolar camiseta do Mumu da Mangueiris! Foda, né? E ainda tem Curinga-redux na pista 2 da Paradiso neste sábado. Coisa fina...

- Eu já sei, vocês já sabem, mas vai que algum incauto ainda desconhece? Então, repito:

1º) Radiohead confirmado no Rio (20/03, Praça da Apoteose) e em São Paulo (22/03, Chácara do Jockey);

2º) Ingressos a R$200 (meia de R$100);

3º) Vendas antecipadas começando dia 5, nos estádios do Pacaembu (SP), Maracanã (RJ) e no www.ingresso.com.

Será que a venda online vai dar certo ou vai madonnar?

- Quer saber onde os nerds mais ricos do mundo estarão no dia 11 de dezembro? Em um leilão em Hollywood, em que será vendido o sabre de luz original de Luke Skywalker em "O Império Contra-Ataca" - lance inicial de US$185 mil! -, além de chapéu de Indiana Jones em "Indy e o Templo da Perdição", boneco do Gizmo usado no filme "Gremlins"...

- Para encerrar a rodada no climão de finde, galhofa com Elijah Wood no Yo Gabba Gabba!, o programa infantil mais trippy dos últimos tempos:



Quem quiser saber mais sobre o Gabba basta conferir este bom artigo do Rraurl.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

MAUS: UMA INCRÍVEL DESCOBERTA TARDIA

Acontece muito comigo esse negócio de ficar enlouquecido por um livro/filme/série/disco de tempos atrás, mas mesmo assim a empolgação me leva a querer divulgar a obra como se tivesse sido lançada ontem. A obra que ilustra esse exemplo é uma história em quadrinhos que já conhecia há anos, mas que só agora fui ler para valer: "Maus".





Escrita/desenhada por Art Spiegelman, lançada originalmente como livro em 1986 (o volume I) e 1992 (o II), "Maus" traz o relato verídico do pai de Spiegelman, Vladek, um judeu polonês que conheceu de perto os horrores da Segunda Guerra Mundial. A história é contada pelo velho Vladek na sala de sua casa, sob os olhares e rascunhos vorazes de seu filho. Seu relato é minucioso, iniciando-se antes da guerra, quando ele conheceu Anja, a mãe de Art; e, desde então, a trajetória do comerciante é de prender a atenção de qualquer um.

A narrativa de Vladek é daquelas repletas de emoção mas que em momento algum incorrem no sentimentalismo barato. A simplicidade com que Spiegelman mostra suas conversas com Vladek - um homem de velhice fragilizada por doenças e que equilibra rispidez e doçura em sua incrível personalidade - é tão fascinante que você de fato está ali, esparramado no tapete de sua sala, ouvindo tudo com total dedicação.





Outra especialíssima marca de "Maus" é a brilhante idéia de Spiegelman em usar animais para retratar em traços simples os personagens da história: os judeus são ratos; os alemães, gatos; os poloneses, porcos; e os americanos, cães. Todos com as mesmas feições, pois de fato eram partes de coletivos envolvidos pelos nós cegos impostos pelas circunstâncias.

Tanta excelência valeu a "Maus" um prêmio Pulitzer especial em 1992, merecido e justificado a cada página lida. Deveria ser aplicado em qualquer curso de história, usado como argumento cabal para derrubar qualque resquício de preconceito de quem pense que quadrinhos não comportam grandes histórias e, principalmente, posto nas mãos de cada um que busca entender e admirar a natureza humana. Por isso, não demorem tanto como eu...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

VITAMINA!

Assuntos misturados e comentados num post só. Aí vamos nós:


A SASHA DO PLANETA TERRA E SEU COCÔ SAGRADO

É impossível trabalhar ao lado da galera do Ego e não ouvir ao menos uma vez ao dia o nome de Suri Cruise. Eleita bebê mais influente do mundo em 2008 - seja lá que raios isso signifique - pela revista Forbes, a filha de Tom Cruise e Katie Holmes tem nada menos do que 2.910.000 retornos em uma busca por seu nome no Google.
E um deles me levou a uma descoberta muito bizarra...

Um artista plástico americano chamado Daniel Edwards esculpiu em bronze uma réplica da primeira evacuação sólida de Suri. Em respeito ao seu lanche, não vou postar a foto do cocozinho da garota, mas você pode vê-lo aqui.

Ah, e a escultura foi vendida pelo eBay a um cassino pela quantia de US$10 mil. O ser humano é ou não adorável?


SIMPSONIZANDO GERAL


Um pouco menos estranho - será? - do que Edwards é o ilustrador Dean Fraser. Ele e o autor do Springfield Punx, blog em que Fraser mostra sua versão à la Simpsons de personagens em quadrinhos, de séries, de outros desenhos e de gente da vida real também.





Se você foi ao site e ficou com preguiça de ver as versões uma a uma, aqui Fraser dispôs um pôster/papel de parede com todos os seus homenageados - ou ao menos uma parte deles. E resistam a não transformar isso em seus próximos papéis de parede...

PROPAGANDA É ISSO AÍ

Quem disse que los hermanitos não sabem fazer publicidade? A prova está neste excelente comercial da Coca-Cola na Argentina:




A dica foi do Miza.


BAIANIDADE CATÓLICA PARA COMBATER AS DROGAS

Um dos hits da internet nesta semana é a apresentação da cantora Jake em uma emissora católica, em que cantou a música "Pó Para Cum Pó". Para quem ainda não sabe do que se trata:





Me perdoem a infâmia, mas achava melhor que ela seguisse outra carreira...

FAIXA A FAIXA: "DAY AND AGE", THE KILLERS




Hora de dar uma sacudida nessa seção do blog, que andava um tanto quanto esquecida. Para isso, escolhi o terceiro disco dos Killers, lançado nesta segunda quinzena de novembro. E a audição foi... foi...

Nem é preciso muita perspicácia para sacar que eu não gostei. Decepção é a palavra que resume tudo, mas eu não estou aqui pra deixar vocês lerem só isso. Então, acompanhem abaixo meus comentários faixa a faixa, escritos enquanto eu ouvia o disco. Se houver a chance, catem o disco e ouçam junto para ver se concordam ou discordam. Lá vai:


LOSING TOUCH - A introdução me lembrou algo de David Bowie. Há também alguma coisa de Simple Minds e até de A-Ha (na parte do "I'm In no Hurry..." sem bateria). Brandon Flowers anda ouvindo seus vinis antigos...

HUMAN - Esqueçam as guitarras: essa é um tecnopopzinho que poderia ter saído de qualquer encerramento de filme da Sessão da Tarde. Para uma canção que foi escolhida como o primeiro single do disco Não me empolgou não...

SPACEMAN - A introdução até promete um pouco dos velhos e bons Killers de outros tempos... mas logo a impressão se desfaz. Melodia fraca, arranjo chato e burocrático. Tá difícil... e os sintetizadores não estão ajudando. E olha que eu curto sintetizadores.

JOY RIDE - A primeira música legal do disco. A batidinha disco mostra a vocação da canção para a pista de dança. E, de quebra, ainda tem um saxofone muito bem sacado. Será que melhora?

A DUSTLAND FAIRYTALE - Começa como uma baladinha acendam-seus-isqueiros-ou-abram-seus-celulares-na-platéia, mas logo depois vira um arremedo da excelente "Read My Mind". Quer dizer, nem isso consegue ser, pois fica no meio do caminho.

THIS IS YOUR LIFE - Juro que não é exagero, mas foram 3 minutos e 39 segundos irrecuperáveis em minha vida. Indescritivelmente chata.

I CAN'T STAY - Essa é bacana. Batida marcada no violão com um toque de Talking Heads no arranjo. Uma canção que seria razoável nos dois primeiros discos da banda, mas que em "Day and Age" se destaca.

NEON TIGER - O nome é esdrúxulo, o refrão manicstreetpreachearizado também. O delay no vocal é especialmente exagerado, mas nada se compara em matéria de constrangimento ao momento em que Brandon Flowers canta "Come on, girls and boys/everyone make some noise"... quando a empolgação para isso é zero.

THE WORLD WE LIVE IN - Novamente uma canção pouco inspirada. "The World..." traz um dos poucos instantes do disco em que se ouve uma guitarra... e nem soa bem, infelizmente. De resto, mais do mesmo. E para completar, um manjado encerramento com fade e sem percussão - recurso já utilizado em pelo menos outras três músicas do disco até aqui.

GOODNIGHT, TRAVEL WELL - A trilha sonora de uma morte lenta e dolorosa. A tentativa é de climão, tentando dar ao ouvinte uma vibe introspectiva; mas isso só aconteceria se a canção fosse boa. No fim das contas, infelizmente - e já usei esse advérbio diversas vezes - parece uma música de cena de sexo do Super Cine.

A versão que peguei de "Day and Age" foi a do iTunes, que veio com as seguintes faixas bônus:

A CRIPPING BLOW - Podia - e devia - ter entrado no tracklist normal, pois é melhor do que 80% do repertório original. Os vocais de Brandon se sobressaem - naquela onda exagerada do vocalista, claro -, e o arranjo tem lá suas pequenas surpresas.

FORGET ABOUT WHAT I SAID - Não entendo. Esperei 12 músicas para ouvir uma boa canção que também tem lugar certo dentre as titulares do álbum. Não que "Forget About..." seja espetacular, mas é sacanagem escondê-la depois de tantas canções dispensáveis.


NOTA FINAL: 4 É uma pena, mas "Day and Age" é um claro indicativo de que o Killers está numa descendente. O produtor Stuart Price errou na mão ao exagerar na limpeza, criando um disco com um punch que tende a zero e cheirando a formol de tanta assepsia. Os fãs que não tentem achar em "Day and Age" o grupo que despontou com o "Hot Fuss" de "Mr. Brightside", "Somebody Told Me" e "Smile Like You Mean It". Melhor pensar que a banda deste terceiro disco é uma nova, mergulhada em camadas de sintetizadores entediantes e baladas esquecíveis; mas se isso pode ser menos doloroso, por outro lado não alivia em nada a chatice.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

RODADINHA

- Mais fotos do Brad Pitt envelhecido para o filme "The Curious Case of Benjamin Button. Há quem ache que o resultado ficou excelente, mas eu vejo um defeito: Pitt ficou com uma cabeça desproporcional ao corpo. Algo como se tivesse sido separado do Gollum de "O Senhor dos Anéis" no nascimento. Vejam se não estou certo:



- MacGyver da vida real: é possível carregar o iPod usando uma cebola e uma garrafa de energético.

- Tá meio tarde mas ainda dá para pegar uma promoçãozinha na Threadless, loja gringa cheia de camisetas bacanas. Viciado que sou, conferi... Mas a mais legal NÃO faz parte da promo e custa US$15 dólares. A estampa dela é essa aqui:





Natal tá chegando, e se algum leitor quiser fazer um blogueiro feliz...

- Para quem acha o Abba brega, uma galeria para lembrar que havia coisa bem mais bizarra na Suécia disco dos 70s.

- E provando pela 28394729ª que só dá maluco, o Headset Hotties, site-coleção virtual de atendentes de telemarketing usando headsets. Medo.

FIM DE TEMPORADA DE "TRUE BLOOD": OITO PERGUNTAS QUE NÃO VÃO CALAR TÃO CEDO




Foi ao ar no último domingo nos EUA - e ontem aqui em casa - o episódio final do primeiro ano de "True Blood". Só para variar um pouquinho, foi excelente - e, como todo bom encerramento de temporada, levantou questões que farão qualquer fã se rasgar de curiosidade. Eis as que me atormentam, sem hierarquia de importância:


1. QUEM (OU O QUE) ATACOU LAFAYETTE? Para começo de conversa, a cena sugere que não foi ninguém deste mundo - até porque, para pôr medo no cara/mulher mais forte de Bon Temps é preciso ser algo sobrenatural mesmo. Tá com cara de ser vampiro... ou seria lobisomem? Bom, só sei que é de se desconfiar que tenha sido um ataque armado pelo corrupto e hipócrita David Finch. Né?

De qualquer forma, não me preocupo com a vida de meu personagem favorito em "True Blood". Alan Ball não seria louco de matá-lo.


2. QUEM ESTÁ DENTRO DO CARRO DE ANDY BELLEFLEUR? Como disse, essas questões não estão em ordem de importância, mas essa pergunta tinha mesmo que vir depois da anterior. Isso porque há uma chance de o pé de unhas vermelhas do banco de trás do carro de Bellefleur ser de Lafayette - ou você não lembra da cena do 11º episódio em que ele aparece pintando as unhas desta cor? Mas vai demorar tanto para sabermos a resposta...





3. QUEM É MARYANN FORRESTER? Tudo indica que ela teve um caso com Sam Merlotte, certo? Certo. Mas como diria aquele anúncio do (011)1406, não é só isso: ela é podre de rica, causou o acidente de Tara ao caminhar nua com um porco, tem um funcionário esquisitão, abriga jovens desajustados e ainda por cima parece se comunicar com suínos!

Se lembrarmos que Sam foi um jovem abandonado - como a própria Tara -, podemos imaginar que ele já viveu sob o mesmo teto de Maryann; só que ela parece ter a mesma idade dele. Ou será que ela é uma vampira e, por isso mesmo, não envelhece na aparência? A esquisitíssima cena dela com o porco vista neste último episódio e a nudez anterior dela ao lado do bicho leva a crer que ela possa ser uma metamorfa, mas para mim, não; ou pelo menos, não só isso - e é sem dúvida alguém bem pior do que aparenta ser. Sei não, mas a impressão que tive desde sempre é a de que Maryann é ligada ao demo. Queria ver o que a exorcista-falcatrua Jeanette teria a dizer dela...


4. O QUE MARYANN FARÁ COM TARA? Na verdade, ela já está fazendo, pois bastaram duas semanas para Tara citar um ensinamento de sua nova guru para Sam. A pergunta certa é: até onde vai essa lavagem cerebral? Salve-a, Lettie Mae!


5. JASON, O CAÇA-VAMPIROS? Por falar em lobotomia, a Irmandade do Sol conseguiu um novo adepto: o estúpido e desorientado Jason Stackhouse. Até roupinha de carola ele já apareceu usando na igreja. Do jeito que ele é mané, é capaz que tente promover um levante anti-vampiros em Bon Temps - que, obviamente, não vai dar em nada. Quer dizer, até acho que vai dar sim, mas será um resultado longe do esperado: minha intuição me diz que... que... Bom, passemos à próxima pergunta que tudo continua lá.





6. E JESSICA? A mais nova (e bela) vampira de Bon Temps voltou aos gélidos braços de seu criador, Bill. Tá na cara que ela vai se meter - e meter os outros também - em roubada. Penso que o jovem e inocente Hoyt seja uma vítima em potencial - lembram dele pedindo uma vampira a Sookie? -, mas acho que o rolo maior será com outro cara: Jason Stackhouse. É esperar para ver.

7. LIVROS DE CHARLENE HARRIS: LER OU NÃO LER AGORA? Um óbvio paliativo para ajudar a segurar a ansiedade pelo segundo ano da série e para matar a saudade dos personagens é recorrer aos livros que inspiraram "True Blood". Mas, por outro lado, as obras devem estar repletas de graves spoilers. Eu já vou comprar o "Dead Until Dark", o primeiro livro de Charlene (e que parece ser a base deste primeiro ano) para fazer a comparação entre o que vi e o que irei ler. E quando acabar, pulo ou não pro segundo? Dilema cruel.

8. E SE OS LIVROS NÃO RESOLVEREM A ABSTINÊNCIA DE "TRUE BLOOD", O QUE FAZER? Aí, só mesmo pegando um DeLorean e pulando na linha do tempo até meados de 2009, que é quando estréia a segunda temporada nos Estados Unidos. E estou sofrendo desde já...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

PODCAST TUDO ESTÁ RODANDO #6

Estão vendo? Eu disse que mais um pod estava a caminho! E dessa vez tem de novidade a velharia, passando pela música da abertura da (por mim) venerada série "True Blood"!

Ouçam já:




A tracklist da vez:

- N.E.R.D., Julian Casablancas e Santogold - "My Drive Thru"
- Eagles of Death Metal - "Anything Cept The Truth"
- Eddy Grant - "Electric Avenue"
- Pulp - "Help the Aged"
- Roisin Murphy - "Movie Star"
- Jace Everett - "Bad Things"

Como sempre, o convite: escrevam-me um e-mail para criticar/elogiar/sugerir músicas, bandas e artistas...

domingo, 23 de novembro de 2008

RODADINHA!

Para alegrar o fim de domingo - ou o começo de segunda-feira, vá lá - de todos:


- Passeata de papais noéis no Japão. É Freak ou não é?

- A volta do Elf Yourself, especialmente para sacanear os amigos!





- Arriba! Bonequitos mexicanos de papel para todos nosotros!


- Cartaz fail do McDonald's na cidade australiana de Yass. Será que ninguém notou?

sábado, 22 de novembro de 2008

CLIPES QUE NINGUÉM PODE DEIXAR DE VER - "RABBIT IN YOUR HEADLIGHTS", UNKLE e THOM YORKE

A angustiante história deste clipe com cara de curta-metragem prende até o fim e seu desfecho é surpreendente... Cliquem sem hesitar:





Os caras do Unkle, James Lavelle e Richard File, aparecem como os caras do carro que tentam falar com o esquizofrênico andarilho. Bela e premiada história do diretor Jonathan Glazer.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

POP-AGANDA!

O blog Popped Culture juntou várias paródias de cartazes de propaganda governamental/militar feitas com elementos e personagens célebres de cinema/tv/games/livros.


Meus favoritos:


- O que une de uma vez só Wally, de "Onde Está Wally?" - desta vez olhando em vez de ser procurado -, e o lema "Big Brother is Watching You" ("Big Brother está espiando você"), da obra-prima "1984", de George Orwell.





- O de "Animal Farm" ("A Revolução dos Bichos"), a genial fábula, também de Orwell:




- E um de inspiração mais recente: Luke Skywalker, de "Star Wars" substituindo Barack Obama e seu "hope" por "A New Hope", nome do quarto filme da saga:




Curtiram? Tem mais aqui...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

RODADINHA



- Obra de arte mostra William Burroughs matando Amy Winehouse. O nome da instalação: "O único rockstar bom é o rockstar morto". E o autor, o italiano Marco Perego, jura que é homenagem.

- Foi lançado "Rolling with Katamari", versão para celulares do popular Katamari, aquele joguinho da bola-em-que-tudo-cola.

- Chewbacca, co-piloto da Millenium Falcon de "Star Wars", em versão pantufas.

- O Dawson - ele mesmo, de "Dawson's Creek" - vai aparecer em "One Tree Hill" cheirando pó. Adeus, inocência...

- E, finalmente, um vídeo feito por alguém tão desocupado quanto criativo: Bike Hero, fusão de Guitar Hero e uma volta de bicicleta:



(Via YesButNoButYes)

DOMINGO, SANGRENTO DOMINGO

Não basta apenas dar uma olhada no calendário da TV americana, conferir os nomes de "Dexter" e "True Blood" juntinhos no domingo para saber que é o dia (ou a noite) nobre das séries por lá. É preciso assisti-las, sem qualquer chance de arrependimento, para constatar que os dois seriados que têm em comum o gosto por sangue são as melhores das que estão no ar nos Estados Unidos. Tudo bem que eu só consigo assisti-las lá pelo meio da semana seguinte, mas não dá pra deixar de citar que as duas formam uma dobradinha dominical que arrasa qualquer outra na atualidade.


Entra semana, sai semana - e já foram 11 - e "True Blood" continua espetacular. Não tiro uma palavra do que disse há um tempinho, ao coroá-la como a melhor estréia da nova temporada. Melhor ainda, acrescento: rumando para o fim de seu ano inicial, sua trama só se aprofunda e diversifica.

Para onde quer que aponte, "True Blood" segue acertando. Seja em Tyra, seu caos particular e sua nova e misteriosíssima protetora, Maryann Forester - que eu aposto que é a tal mulher nua com o porco do lado; em Lafayette (meu personagem favorito), suas tiradas sensacionais e lições bem aplicadas, desta vez no político hipócrita; em Jason e Amy, com o desgaste da relação, a última viagem de V do casal - e as ondas são sempre legais de se ver - alternando/contrastando com o assassinato da riponga... Por sinal, que cena bem editada! Tudo certinho, sempre.

Incrível também foi a sequência da garota reprimida que se descobre vampira e resolve despirocar de vez, para desespero de Bill. O que foram os palavrões em seqüência? E "você é o pior criador do mundo?". "True Blood" também é humor, e dos bons.





Ah, sim, claro, o triângulo Bill-Sookie-Sam. Estaria a pequena Stackhouse um tanto quanto volúvel? Ah, sim. Mas eu dou crédito porque a cabeça da garota deve estar em parafuso com tanta coisa acontecendo em tão pouco tempo. Melhor pra Sam, pior para Bill; e como o vampiro agirá daqui pra frente? Será que ele ainda vai insistir no ser humano e suas fraquezas mortais?

Depois da revelação da foto de Rene Drew Marshall - ohhhhhhh! -, já dá para imaginar o que vem por aí: Sookie em apuros novamente, sendo salva aos 45m do segundo tempo por Bill e mostrando a Arlene que não tem moral pra falar mal do namorado de ninguém...





Ainda sobre surpresas, o terceiro ano de "Dexter" segue me embasbacando. Cá estamos no oitavo episódio, e a amizade entre nosso herói e Miguel Prado vem se firmando em laços tão perigosos quanto fascinantes. Me lembro que, no painel da série da Comic-Con, foi dito que Dex teria um aprendiz; mas ainda assim consigo me fascinar com a forma com que Miguel está se revelando um matador.

Aproveito pra voltar a dizer: Jimmy Smits está excelente no papel; e não sai da cabeça a cena final deste oitavo episódio, com Miguel entrando na casa de sua inimiga pública, Ellen Wolf. Aquela velha história da linha tênue entre o ódio e o amor mas que não me pareceu em nada batida porque eu simplesmente não esperava aquilo. E vocês?

Para não dizer que tudo são elogios, "Dexter" anda se fiando demais em Dexter e Miguel. O negócio é que eu já não sei se a trama dos dois é milhões de vezes mais legal do que todas as demais ou se o abismo existe também porque as historinhas paralelas não andam sendo tão fortes. Ok, simpatizo com o romance de Batista e de Barbara e até fiquei tenso com o sumiço de Anton - apesar de deduzir de cara que tinha dedo do Esfolador em seu desaparecimento -, mas nada chega aos pés da história dos serial friends... por enquanto. Pelo histórico excepcional, creio em que logo, logo "Dexter" irá explorar melhor a gravidez da Rita e o casamento dela e de Dexter, e que a saga do Esfolador poderá mesmo melhorar. Afinal, é "Dexter", série que quis o destino - no caso, também conhecido como "os homens da grade de programação - que fosse companheira de noite de "True Blood", fazendo o domingão dos americanos bem melhor do que o nosso. Com trocadilhos. E sangue, muito sangue.

P.S. True Blood: Bacana ver a mala da Amy (finalmente) indo pro quinto dos infernos. Gostei.
P.S. Dexter: Hormônios e mente perturbada à parte, o que Rita tem de gata, tem de chataralha.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

RODADINHA!

Mais uma seção do blog! Como o nome sugere, a Rodadinha é um giro rápido por coisas que eu garimpo em minhas leituras online, com rápidos comentários - algo como uma "versão The Flash" da Vitamina. Segurem-se:


- Gostavam daqueles tecladinhos Casio portáteis dos anos 80? Então dêem uma conferida nos noruegueses do CasioKids e seu indiepop com pitadas de sons típicos dos minikeyboards.


- Para quem curte "True Blood", um clipinho fake produzido para promover a série e feito para conscientizar as crianças de que vampiros não devem ser discriminados. Apoiado! E a musiquinha do vídeo é ótima!




- Um fotógrafo russo chamado Oleg Dou venceu o International Photographic Awards na categoria Fine Art, com um ensaio chamado Toystory. E, de fato, as crianças fotografadas parecem Dunnies humanos...

- "Josin Z Basin", antigo sucesso da República Tcheca (dos tempos da Tchecoslováquia), anda bombando no YouTube. A dancinha do barbudinho tem tudo pra pegar!


- Eis aí o Star Shine, mais um joguinho pra acabar com a vida social de qualquer um. O mais legal é que dá para você mesmo fazer seu próprio esquema estelar e desafiar os amigos. Nem tive muito tempo de brincar (ainda) mas empaquei seriamente no quinto nível. Em breve eu mudo isso...


- O Monty Python lançou canal no YouTube! Por enquanto a coleção só tem 24 vídeos, mas já conta com esquetes ótimos do programa de TV deles, o "Flying Circus" e cenas clássicas dos filmes do grupo. E encerrando bem a Rodadinha, uma destas seqüências memoráveis, tirada do final do excelente "A Vida de Brian". Cantem daí que eu canto daqui:


terça-feira, 18 de novembro de 2008

STAR TREK, NOVO FILME, PRIMEIRO TRAILER: UAU!

Naquela velha disputinha "Star Wars x Star Trek: qual a melhor saga?" - e ai de quem as confunde! - fico facilmente com a primeira. E não foi por não ter dado chance à turma da Enterprise, pois já vi alguns filmes da série. De um cujo nome não me lembro - e que os traz de volta à Terra para salvarem as baleias(!) - até gostei na época em que vi quando moleque; agora, "A Ira de Khan" me fez dormir no cinema...

Mas tudo isso é passado longínquo. Diante das evidências do filme de Jornada nas Estrelas que vem por aí, dou o braço a torcer e confesso estar animado diante do novo longa - e a melhor delas foi o trailer, lançado oficialmente online esta semana:





Ok, confesso que o fato de JJ Abrams - leia-se "Lost", "Fringe" e "Alias" - estar pilotando o filme é peça fundamental por todo e qualquer entusiasmo que eu tenha diante do filme de Capitão Kirk, Spock e companhia. Mas o trailer também é ótimo - sobretudo por seu início inusitado - e a composição de Zachary Quinto como Spock impressiona. Só achei vacilo deixarem o Kirk original, William Shatner, de fora... Mas tudo leva a crer que será um bom filme... Não?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

RADIOHEAD EM VERSÃO COUNTRY

Só para não deixar esfriar o assunto Radiohead, o momento é propício para divulgar uma brincadeirinha que já conheço há tempos: Rodeohead.





Esta sensacional compilação de músicas da banda inglesa em ritmo country é a sexta faixa de "Horses and Grasses", disco de 2005 do Hard 'n Phirm, dupla formada por Chris Hardwick e Mike Phirman. Uns acham heresia; eu me divirto pra cacete a cada audição. E vocês?

Ah, e quero ver se alguém consegue dizer todas as músicas citadas na paródia...

SALES, O OTMIISTA

Ele voltou! Com vocês, mais uma tirinha do personagem mais positivo do mundo dos quadrinhos toscos:


VITAMINA!

Aquela coisa de sempre: uma saudável mistureba de assuntos...


CINEMÃO A CÉU ABERTO




O evento mudou de patrocinadora mas continua o mesmo: a partir da quarta-feira que vem, o Rio - mais especificamente, o Jóquei Clube da Gávea - vai receber o Claro Cine. Aquele velho e belo esquema: uma tela gigantesca de cinema montada em frente à arquibancada. Em vez de cavalos enlouquecidos, os presentes verão filmes de gêneros diferentes - tem de "Wall.E" a "Planeta Terror" - e, depois dos longas, é a vez de bandas e DJs atacarem.

Preços e programação completa? Aqui!


O EXCÊNTRICO NATAL DOS FLAMING LIPS


A louca banda de Wayne Coyne acaba de lançar o filme "Christmas On Mars" em DVD nos Estados Unidos. Vejam o trailer:





O alucinado filme ganhou até joguinho online - meio chatola - e um pacote promocional, anunciado por Coyne nesse vídeo surtado aqui. E bem que podia ser exibido no Brasil...


SNOOPY, VELHO HERÓI DE GUERRA!

E não é que o trailer do novo game do beagle mais conhecido do mundo impressiona de tão legal?





Com trocadilho, já está na minha mira...


JAMES BOND E SEUS CARRÕES





Aproveitando o bafafá em torno de "Quantum of Solace", novo filme do 007, a Wired fez uma lista bacaninha dos carros mais legais já pilotados por James Bond em seus filmes. O Aston Martin DB5 de "007 Contra Goldfinger" (foto) - e seu clássico assento - é um deles. Diverte até quem não se liga muito em automóveis, como é o meu caso.


PODCAST TUDO ESTÁ RODANDO, NESTA SEMANA?

Ouvi sérios rumores a respeito...

sábado, 15 de novembro de 2008

PARABÉNS, FLAMENGO!




Hoje faz 113 anos que surgiu o maior amor futebolístico do mundo: Clube de Regatas do Flamengo. Proclamação da República? Tudo bem, mas para mim o 15 de novembro sempre foi feriado porque é o dia de se celebrar o nascimento de uma outra nação, minha e de outras 35 milhões de pessoas.

Muitos e melhores anos anos ao Flamengo! E, como parte da comemoração, um pequeno tributo ao nosso maior patrimônio: a torcida.


CLIPES QUE NINGUÉM PODE DEIXAR DE VER - "IN THIS WORLD", MOBY

Uma fábula sobre persistência na forma da jornada de simpáticos extraterrestres: assim é o clipe de Style War para a música do disco "18", de 2002.




Doce, melancólico, e com uma trilha matadora. E podem confessar que dá uma tristeza quando o único humano que os vê - o próprio Moby - não dá muita bola para eles...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

NÃO É NADA DISSO EM QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO...

Homenageando a (sex)ta-feira, uma ótima propaganda de duplo sentido feita para a TV: um comercial criado para o canal erótico alemão Beate-Uhse. Vejam o que eles fizeram para falar do recurso do acesso restrito de adultos ao canal - e no fim, a mensagem: "Você vê; seus filhos, não":



(Via Blue Bus)

DISASTER DIORAMAS: TRAGÉDIAS QUE VIRARAM PAPELÃO

Nunca subestime o tempo, essa força universal capaz de transformar grandes tragédias da humanidade em... toy art. Quer dizer, nem foi o tempo, e sim o site Spitefuls, que lançou a coleção chamada Disaster Dioramas.




A Disaster Dioramas é um grupo de tragédias históricas em versão toy art: o interessado vai até este site aqui, imprime sua catástrofe favorita e a monta. Fácil, fácil...

Por enquanto só há três desastres para colecionar: o do Titanic (como vocês vêem na foto), do Hindenburg (o primeiro dirigível, o famoso Zeppelin) e a erupção vulcânica de Pompéia; mas os criadores prometem mais para breve. Mal podemos esperar!

(Via Information Nation)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

CERQUE O GATO!

Mais um joguinho em flash anda fazendo muita gente querer um tamborim quatro meses antes do Carnaval...




A brincadeira é simples: basta usar o botão esquerdo do mouse para tentar cercar o gato preto que aparece na tela....

Parece difícil, mas nem achei tanto assim - principalmente quando se descobre o...err...pulo do gato.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

M.I.A OU ASIAN DUB FOUNDATION, ABRINDO PARA O RADIOHEAD?

Trago uma novidade fresquíssima, coisa de primeiríssima mão mesmo, sobre o Radiohead - e ela diz respeito aos possíveis candidatos a fazer o(s) show(s) de abertura da banda no país.

A notícia foi em forma de historinha, contada por um conhecido meu. Nesta segunda-feira, de passagem pelo escritório de uma grande produtora de shows responsável pela vinda do Radiohead, ele ouviu o diretor da empresa dizer em uma conversa os nomes de M.I.A. e Asian Dub Foundation como possíveis atrações de abertura para a banda de Thom Yorke.

The end. A história é essa. Se vai acontecer de fato ou não, aí são outros 500. Mas há a intenção, e a fonte é de confiança. Garanto!

De bônus, conto também outra história que circulou em agosto em fóruns e comunidades do Radiohead, relatada por uma felizarda chamada Syl, que viu o show do grupo no Hollywood Bowl. Syl disse que chegou cedo demais ao local do show e que, por conta disso, conseguiu conversar com os integrantes da banda. E eis que ela escutou em primeira mão sobre a novidade que só agora foi confirmada oficialmente...

Reproduzo um trecho do relato dela:

"Fui cedo para o local do show e fiquei aguardando a banda sair da passagem de som. Depois de um tempo saiu o Phil (Selway, baterista). Muito simpático, tirou foto comigo, e quando eu disse que era do Brasil ele perguntou: 'De que parte do Brasil?'Falei: 'São Paulo. Nós não aguentamos mais esperar por shows de vc lá'. (...) O último a aparecer foi o Ed (O'Brien, guitarrista). Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito gente fina. Foi dele que saiu a melhor notícia da noite!!!

Falei que era do Brasil e ele falou, 'Ah, eu estive no Brasil em fevereiro, no Rio, fui em Parati e São Sebastião. Também fui ver um jogo no Maracanã, Botofago e Flamengo, foi fantástico'. Falei pra ele: 'Ah que legal, a gente não aguenta mais ouvir rumores de que vcs vão pra lá, quando vcs vão afinal?'. Ele respondeu: 'Ano que vem'. Perguntei de novo: 'Ano que vem quando?'. Ele disse: 'Hmmmmmmmmmm... Em março'. Falei pra ele: 'Olha, eu vou falar isso pras pessoas…', e ele:'Pode falar. Nós vamos.'"


Ainda falta(m) a(s) data(s) , mas vale creditar: bem que a Syl avisou. E não se espantem se der M.I.A. ou ADF abrindo para Thom Yorke e companhia...

RADIOHEAD VEM AO BRASIL! O QUE ESPERAR?




As últimas horas foram de extrema alegria para muitos indies brasileiros, pois enfim tivemos a notícia aguardada por eles há anos: o Radiohead finalmente virá ao Brasil, na turnê do disco In Rainbows. A confirmação chegou pelo próprio site da banda, e tudo deve acontecer em março do ano que vem. E agora?

Para comemorar a boa nova, separei uma listinha com cinco tópicos legais sobre o(s) show(s) que devemos ver por aqui. É, eu sei, tá longe e ainda não há sequer data(s) nem local(is) certo(s) - e não que eu esteja agourando, batam na madeira aí -, mas qualquer prévia cai muito bem numa hora como essa, certo?





1º)SOUND + VISION - Os shows da turnê do disco In Rainbows têm sido verdadeiras experiências audiovisuais. A iluminação do palco fica a cargo de LEDs - isso mesmo, as luzinhas pequenininhas comuns em aparelhos eletrônicos -, o que ainda é ecologicamente correto, pois reduz consideravelmente o consumo de energia. Como resultado, passagens embasbacantes como a da foto acima...

E não é só isso: o show também tem fogos de artifício e outras surpresas mais. Equipemos as câmeras digitais com vastos cartões de memória, pois vamos precisar...


2º)HITS DE FM? DIFÍCIL...- Antes de qualquer coisa, é importante reforçar que é um show da turnê de um disco - e é o repertório do álbum o miolo do espetáculo. Pronto. Agora, some-se a isso o fato de que o Radiohead não costuma tocar seus, err, sucessos de FM não. Os do começo da carreira, então... Quem quiser ouvir "Creep" e "High and Dry" que desista de ir. "Karma Police" e "Fake Plastic Trees" podem rolar, mas não podem ser dadas como certas. E até "No Surprises", da obra-prima Ok Computer, não chega a ser barbada... Mas como se trata de um típico show-oportunidade única, não descartaria a chance de termos um set não exatamente voltado para os fãs mais xiitas.


3º)SET CAMALEÔNICO - Se você tem uma grana excelente sobrando, está pensando em ir a todos os shows do Radiohead no Brasil - caso haja mais de um, óbvio - mas puder ficar com algum receio de ver o mesmo show sendo repetido em dois dias diferentes, relaxe: é praxe da banda mexer muito no setlist, tirando e pondo músicas e alterando a ordem a cada nova apresentação. Ou seja, nada de show roteirizado. Mas calma que eu volto a falar desse assunto no finzinho do post...


4º)PRECINHO NEM TÃO SALGADO. SERÁ? - Uma grande notícia é a de que podemos esperar um preço justo, justíssimo, pelo preço do ingresso do show do Radiohead. Segundo o site PuntoTicket, que fez a venda antecipada de ingressos do show no Chile, os ingressos ficaram entre 27.500 e 77 mil pesos - o que dá entre R$82 e R$231. Boa!

Agora, vale torcer para que a venda fique nas mãos de uma empresa bem mais competente do que a responsável pelos ingressos da Madonna no Brasil...


5º)LINKS PARA O AQUECIMENTO - Para empolgar, há algumas boas páginas que valem a visita. Uma delas é o Flickr do fansite The Green Plastic Radiohead Pool, cheio de fotos bacanas tiradas por fãs dos shows da turnê.




Outro site especialmente bacana para os que gostam de pesquisar setlists é o 58Hours.com. A melhor página dele traz um apanhado das músicas mais executadas ao longo da turnê. Bom para fazer prognósticos e ver se suas músicas favoritas têm boa chance de constar no set...

Agora é só esperar a data, a venda dos ingressos e o grande dia. Março nunca foi tão longe...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A ONDA SEM-VERGONHA DOS REMAKES DO CINEMA

Tem algo de muito errado em Hollywood. Saiu hoje no G1 a notícia de que o filho do Will Smith fará parte de um remake de "Karate Kid". A produtora Platinum Dunes já aprontou a versão 2008 (a ser lançada em 2009) de "Sexta-Feira 13". "Poltergeist", um clássico,também vai voltar a ser filmado. Nem "Os Pássaros", de Hitchkock, escapou da onda.

De novo: tem algo de muito errado em Hollywood. Nos últimos tempos, a fome por remakes anda bem exagerada... e errada. Não é possível que tenha gente que ache em sã consciência que "Poltergeist" e "Os Pássaros" precisem de uma refilmagem - e "tanta gente", para mim, são os cinéfilos, já que os estúdios só pensam mesmo em ganhar muita grana. Para mim, a questão não é nem se as novas versões têm chance de ser melhores, mas sim se precisam mesmo existir, independentemente da sua qualidade. Na real, não tem nem dúvida: não precisam.

Eu olho de cara feia para essa tendência sem qualquer ranço, pois uma coisa que não sou é purista. Sou fã das continuações - desde que sejam bacanas ou pelo menos
justificáveis - e já conferi e gostei de 237523 adaptações de séries e/ou quadrinhos para o cinema. Mas uma coisa é você continuar uma história, ou mesmo contar o que aconteceu antes de uma trama consagrada (o famoso prequel); a outra é inventar de pôr uma nova roupa em um filme que deu certíssimo, com a idéia de jerico de que, por ter sido sucesso à sua época, merece ser refeito para dar certo de novo. A probabilidade de isso dar certo tende a zero. Será difícil de se perceber isso?

Vejamos esse novo Karate Kid - que, diz a matéria linkada acima, se manterá "fiel à trama original". É mentira. A história original é de Daniel LaRusso, um garoto de seus 15, 16 anos, branco, de um bairro pobre de Los Angeles, iniciado nas artes marciais pelo sr. Miyagi, um veterano de guerra radicado nos Estados Unidos.

Então vejamos: Jaden Smith, o filho de Will Smith e que será o novo protagonista da história, tem 10 anos de idade e é negro. Forçar a barra e fazer desse menino o novo Karate Kid é como pegar o Brad Pitt e colocá-lo pra ser o novo Shaft. Aliás, bom lembrar: "Shaft", o filme lançado em 2000 e estrelado por Samuel L. Jackson - ator que, atual e infelizmente, estará na versão 2.0 de "O Último Dragão" -, era uma continuação do clássico dos anos 70 do cinema e da TV... e até que é um bom pipocão. Não disse que eu não era purista?



Vamos lá: certo...


E errado...


Mas voltando: no caso de "Karate Kid", o que faz a idéia de uma nova filmagem do longa ser evidentemente idiotice é lembrar do ícone maior projetado pelo filme: o senhor Miyagi, personagem de Noriyuki "Pat" Morita, ator falecido em 2005. Qualquer imbecil sabe que "Karate Kid" foi o que foi por causa dele, e ainda sim se propõem a tentar sem o carismático treinador. Não sei o que é pior: se uma versão da história original sem Miyagi ou escalar qualquer um para o papel dele, sendo que seu sucessor nunca vai conseguir superar o original - ao menos para uma geração que cresceu vendo Morita encarnar o papel.

Ou seja: não há chance de dar certo. E faz muito menos sentido de uns 20 anos pra cá, desde a época em que consumir cinema passou a ser um hábito controlado domesticamente pelo público, através de VHS, passando ao LD, ao DVD e, finalmente, aos AVIs e MPGs. Na comparação, é óbvio: sob os ensinamentos de Miyagi, LaRusso vai fazer o vôo do cisne e enchulapar o rosto de um moleque de 10 anos com e/ou sem covardia.

Se dependesse de mim, por conta de seus ótimos serviços prestados, certos longas-metragens seriam tombados, tornando-se proibida sua refilmagem. Ou muito melhor, sendo menos radical e mais gentil, com uma solução mais legal: que se relancem os filmes antigos nos cinemas. Garanto que os bons filmes vão chamar um público gigantesco e as produtoras vão lucrar sem gastos gigantescos - no máximo uma (justa) remuneração extra a todos os envolvidos nas produções originais, o que certamente será 1/1000000 do custo da regravação de tudo. Na verdade, isso já foi feito, com George Lucas e a trilogia antiga de Star Wars.

Queria eu que os estúdios seguissem essa idéia, e que se ocupassem de levar à telona apenas histórias novas de bons roteiristas, ou pelo menos continuações com bons ganchos e de respeito máximo às suas "matrizes"; mas eu, vocês e toda a torcida do Flamengo sabemos que não será assim. Por isso, em respeito aos Miyagis, LaRussos, Jasons, Hitchkocks e Spielbergs, torço veemente contra esses remakes preguiçosos e gulosos. Porque, se tem um jeito de fazer essa história mudar - com todo e qualquer trocadilho - é com milhões de poltronas vazias.

PAINTBALL: UM NOVO VÍCIO PARA VOCÊS

Não estou falando da famosa guerra com fuzis de bolas de tinta - que, por sinal, também vicia -, mas sim de um joguinho em flash que eu acabei de descobrir. E como há tempos não posto um gamezinho por aqui, achei por bem acabar com a terça-feira de trabalho de vocês dar a sugestão...





É muito simples: o objetivo é desenhar caminhos para levar a bolinha vermelha à caixa de mesma cor. Para desenhar, basta arrastar o mouse segurando seu botão esquerdo; para resetar a bola, é só apertar "R"; e para limpar seu desenho, "C".

Quanto menos desenhar, e quanto mais rápido a bola chegar ao seu destino, mais pontos você ganha. São diversos cenários para se jogar e, quando você menos vê, gastou pelo menos umas dezenas de horas nessa brincadeira. Tentem aí!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PLANETA TERRA 2008 - E O TÍTULO É DO KAISER CHIEFS!

No ano passado cá estava eu em meu sofá, vendo o Devo tocar no Planeta Festival 2007, me punindo por não ter ido conferi-los in loco. Em 2008, a preguiça quase me faz repetir a frustração, pois fui um dos que brasileiramente demoraram para comprar meu bendito ingresso a ponto de vê-los esgotarem. Para minha salvação, surgiu um generoso convite de Lívio "Bloody Pop" Vilela; e graças a ele - obrigado de novo, cara! - fui parar em um dos melhores grandes festivais brasileiros dos últimos tempos aos 40 minutos do segundo tempo. E essa é apenas a primeira metáfora futebolística de meu relato...

Como quase sempre é impossível ver tudo o que se quer ver - e também pelo cansativo esquema kamikase/bate-volta de minha viagem -, mirei "apenas" em cinco bandas: Jesus and Mary Chain, Spoon, Breeders, Bloc Party e Kaiser Chiefs. Por essas e outras é que acabei perdendo o Vanguart, chegando à Vila dos Galpões apenas no meio do show de Mallu Magalhães.

Não tive muita vontade de prestar atenção, sobretudo ao olhar pro palco e ver aquela menina vestida de detetive de peça infantil de matinê dominical. Há um tempo eu falei dela por aqui, e foram palavras elogiosas, pois Mallu é talentosa, do tipo que pode muito bem dar trabalho - musicalmente falando, deixo claro - quando crescer; mas temo que a exagerada adulação (sobretudo da mídia) possa "queimá-la", como acho que já está acontecendo. E se isso acontecer, não vai ter Johnny Cash nem Lennon & McCartney que a salvem. Mas receios à parte, o que vi ontem foi enfadonho e cru para cacete. Do MySpace pro Main Stage há um longo caminho que Mallu não trilhou e que precisa(va) trilhar. Uma boa rodagem nas divisões de base não faria mal a ela não... Ainda há tempo, acho.



Cliquem nas fotos para ampliá-las)


Da aspirante aos veteranos: minutos depois, era a vez de Jesus and Mary Chain mostrar serviço por ali. Muitos presentes reclamaram do som ruim no comecinho, mas eu senti falta mesmo foi do volume, também estranhando uma certa limpidez vinda das caixas de som. A banda dos irmãos William & Jim Reid merecia ser tratada com um pouco mais de sujeira e potência; porém ainda assim foi bom, muito bom. O setlist foi redondíssimo, embalado pelos hits da banda. Todos estavam lá: "Head On", "Just Like Honey", "Far Gone and Out"... Houve até espaço para uma novidade: a fresquíssima "Kennedy Song", que abriu a reta final, acompanhada por "Just Like Honey" e "Reverence". Os fãs da banda e os que estavam ali apenas esperando o Offspring - maioria do público - curtiram.

Eu não estava ali para ver Dexter Holland e companhia não, pois já os testemunhei em ação por algumas vezes e também porque não gosto de nada que ouço do Offspring desde...humm... 1998. Assim, acabei entretido em uma e outra roda de papo, naquela sucessão de reencontros com conhecidos, camaradas e grandes amigos, ocorrências clássicas em todo festival; e com isso perdi o Foals. Os que viram saíram do galpão do palco indie falando muito bem. Tomara que não demorem a baixar novamente por essas terras.






Digo o mesmo em relação ao Spoon - se bem que pude acompanhar boa parte do show dos texanos. Até então já tinha ouvido uma coisa ou outra deles, sempre gostando mas nunca prestando muita atenção. Não faz mal: se tem uma coisa que adoro fazer em festivais é simplesmente deixar para conhecer a banda ali na hora. E a boa presença de palco e as melodias do grupo me convenceram. Já estou indo atrás das versões em estúdio...





Em seguida, correriazinha do palco indie para o principal, pois o Bloc Party faria o show da vez. E o quarteto fez o dever de casa certinho, tocando sucessos que não poderiam ficar de fora de seu set ("Banquet", "Like Eating Glass") e mostrando músicas do novo disco, "Intimacy", que soaram muitíssimo bem - destaque para "Mercury" e "Ares". Mesmo com a animação da banda, a platéia esteve um tanto quanto morna - ok, exceto em "Banquet" -, que colaborou e muito para o show não decolar.





É isso: foi bacana, coisa e tal, mas não foi O show. Não aconteceu do jeito que um primeiro show do Bloc Party no Brasil tinha que acontecer; e não por culpa de Kele Okereke - que chegou a se desculpar pelo fatídico playback no VMB - e seus parceiros. Aliás, teria sido o micaço no prêmio da MTV a causa de uma recepção menos intensa? Não acho isso não, mas tenho certeza de que o show de hoje no Circo Voador, aqui no Rio, será melhor. Antes que você possa pensar em bairrismos, justifico: é que, nesta segunda, o Bloc Party será a única banda da noite, e isso faz uma diferença e tanto, em diversos sentidos. É só lembrar do Franz Ferdinand arrebentando em vôo solo no mesmo Circo depois de uma sequência de shows como banda de abertura para o U2.





Não fiquei até o fim do Bloc Party - perdi "Helicopter"! Droga! - porque precisava dar um pulo ao palco indie e reparar um pouco de uma grave falta: o fato de não ter visto Breeders quando estiveram aqui no Curitiba Pop Festival. Cheguei atrasado, ao som de "Cannonball" - um belo e barulhento tapete vermelho sonoro estendido por Kim e Kelley Deal. Aliás, as gêmeas e ex-musas indie estavam tão rechonchudinhas quanto simpáticas, falando o tempo todo com o público entre uma música e outra. Aliás, bom destacar: a primeira vez em que ouvi um som realmente porrada no Planeta Terra foi através delas - eu sei, pulei o Animal Collective. Mas as gêmeas não mandaram só tijolo não: teve também doçura, especialmente em "Fortunately Gone" e "Regalame Esta Noche", simpática balada do "Mountain Battles", disco da banda lançado este ano. Um encerramento na medida para as atividades do Indie Stage e a última preliminar para a partida principal daquela nublada noite de sábado...





Coube ao Kaiser Chiefs não apenas as honras como também a responsabilidade de fazer o último show do PTerra. E desde o primeiro minuto de sua apresentação eles mostraram porque tiraram seu nome de uma equipe de futebol sul-africano: a verdade é que o quinteto é mesmo um time cujo jogo enche os olhos de quem vê, com seus jogadores pondo entrosamento e categoria a serviço de sua estrela, o vocalista Ricky Wilson.

No palco, Wilson é difícil de ser marcado, um dínamo... de Leeds. O cara não pára um segundo. Corre, sobe na caixa de retorno, desce, espalma a pandeirola, fala com o público, sova o cowbell, bate no prato da bateria... e tudo isso sem descuidar do principal: o microfone - melhor, os microfones, já que ele deve ter usado uns 2342 ao longo do show. A voz de Wilson não serve só para que ele cante (bem): é através dela que ele comanda a torcida/público, convidando-o a jogar junto. O apelo é irresistível, e milhares de pessoas fazem coro para as ótimas músicas dos Chiefs. A fileira é matadora: "Everyday I Love You Less and Less", "Ruby", "Na Na Na Na Naa", "Oh My God"... Só golaços - muitos deles comemorados por Wilson juntinho da galera - a mesma que coube direitinho na palma das mãos dele o jogo inteiro.





Craque que é craque tem carisma; e Ricky Wilson usou o seu em outros lances da partida, em mensagens em português errado, comicamente lido de um papel, e muitas delas exaltavam um outro jogador de seu escrete: Peanut, o tecladista que ali estava, e que na véspera havia operado apêndice, anunciado pelo companheiro como "Híroi"(sic). Alguém pensou em raça aí? De formas diferentes, Peanut, Wilson e os demais a dominaram até o fim. Quase na despedida, cantor e público bradaram o que aquela que pode ser considerada o hino dos Kaiser Chiefs: "I Predict A Riot". Com uma certa ironia: na verdade, o tumulto já tinha acontecido desde que os Chiefs pisaram no palco; e fosse o Planeta Terra um campeonato, ali estava o vencedor.


VÍDEOS! VÍDEOS! VÍDEOS!

Ainda na onda futebolística, como diria aquele saudoso locutor, taí o que vocês queriam: três vídeos do Planeta Terra feitos por mim. Na ordem, Jesus and Mary Chain com "Just Like Honey", Bloc Party com "Banquet" e Kaiser Chiefs com "Everyday I Love You Less and Less". Cliquem e corram para o abraço:











P.S.: Não poderia deixar de agradecer também ao amigo André Mizarela, companheiro de viagem, por ter conseguido nossa hospedagem. Quatro, três, dois, um...!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

VITAMINA



Chegou a sexta-feira! E para comemorar, uma mistureba de assuntos bacanas...


PLANETA TERRA, AÍ VOU EU!

Graças ao auxílio luxuosíssimo do camaradaço Lívio Vilela, do Bloody Pop, estou partindo para São Paulo amanhã, para acompanhar o Planeta Terra. U-hu!

Isso significa que vocês podem esperar alguma cobertura/resenha do evento, com direito a fotos e, muito provavelmente, uns vídeos também.

Os shows que mais quero ver? Na ordem: Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party e Breeders. Até lá!


DON'T BELIEVE THE HYPE, PARTE 234265


Consegui. Quer dizer, finalmente resolvi ouvir a Little Joy, a banda de Rodrigo Amarante e do stroke Fabrizio Moretti. E aí?

E aí que é aquela coisa: sonoridade retrô, produção feita pra soar antiguinha, melodias comercial-de-margarina... e não passa do nível "legalzinho" do meu gosto.

O fato é que, se for pra ouvir coisa que soe antiga, continuo preferindo ouvir os originais - ou, se não quiser ir tão longe no tempo, há outras bandas atuais (ou recentes) que conseguiram melhores resultados na mesma praia. Apenas dois exemplos: Belle & Sebastian e The Coral.

Não comprei não, mas palmas para o Amarante, pois voltou a fazer música, e não aquela punhetação pós-Ventura. Música de publicitário, mas é música - tirando a sonífera fase #11, claro. É ouvir e querer se jogar debaixo de um caminhão.



ROOTS, PULP FICTION ROOTS

Logo no começo de sua obra-prima, Quentin Tarantino explica o que é a verdadeira Pulp Fiction: literatura barata (em todos os sentidos), geralmente contida em livros de bolso, e que costuma tratar de temas românticos e policiais. Certo?

As capas dos livros de pulp fiction geralmente são um barato. Pensando assim, o blog Golden Age Comic Book Stories reuniu num só post algumas capas sensacionais de livrinhos dos anos 50.




O curioso é que sempre uma mulher em apuros e ainda assim não fica repetitivo; E os títulos sobre drogas são os mais engraçados... Confiram.


SACANAGEM DE ALTO NÍVEL


Começa hoje no MAM o Festival Internacional de Animação Erótica.. Até o outro fim de semana, serão exibidos 149 curtas. Um deles é "Roof Sex", do PES, que eu tinha visto há alguns meses no YouTube:





Depois do Rio, o FIAE vai para São Paulo, na primeira semana de dezembro...


O GÊNIO JOHN WILLIAMS E SEU GENIAL TRIBUTO


Se não me engano, acho que já andei elogiando John Williams por aqui, mas o cara merece toda e qualquer exaltação à sua excelente obra. Caso não esteja ligando o nome ao trabalho, Williams é o autor da trilha sonora de filmes que mudaram as nossas vidas. Bem, a minha certamente mudaram... e a de um maluco chamado Corey Vidal, aka ApprenticeA, que fez isso:





Deve ter dado um tremendo trabalho, mas o cara tá de parabéns. E acertou no tema da letra: Chewbacca, o melhor Wookie da história da galáxia, ídolo de gente como a descolada Kristen "Veronica Mars" Bell...




É onda ou não é?


TWITTER DO RODANDO: TRÊS DÍGITOS!

O Twitter do blog ultrapassou a marca de 100 assinantes! Quem diria...

Se você não é um dos felizardos que acompanham as atualizações no Twitter é só clicar no vistoso logo azul aí do lado. Ou aqui. Ah, aqui também serve. E que venha mais uma centena!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

FIGURAS URBANAS FOLCLÓRICAS: VOCÊ AINDA VAI ESBARRAR COM UMA

Quem me conhece - ou quem lê o blog há um tempinho - sabe que eu sou fascinado por lendas urbanas. E quando elas surgem em formas humanas, melhor ainda. Estou falando das figuras folclóricas dos grandes centros. Gente como eu e você que não são gente como eu e você. Pessoas espetaculares em suas particularidades.

Resolvi dedicar um post a cinco dessas pessoas. São duas daqui do Rio, uma de Belo Horizonte, outra de São Paulo e uma de Curitiba. Conheça as figuraças:



A MULHER DE BRANCO





Ana Maria de Carvalho era(?) uma conhecida moradora de Ipanema que se notabilizava por circular pelo bairro vestida de branco dos pés a cabeça, não importa o clima ou a situação. Só pela foto ao lado já dá para ver o quanto ela - também conhecida como a "Louca de Ipanema" - chamava a atenção das pessoas ao redor. A Revista Básica fez uma ótima entrevista com Ana Maria, em que foi revelada que ela foi atriz e cantora da banda Brasil 66, de Sérgio Mendes. Diz-se que ela não anda mais por Ipanema, e que nem mora mais por lá - ou pelo menos, não na sua residência clássica, na rua Nascimento Silva. Ou seria na Alberto de Campos? Não lembro. Só sei que ela anda sumida...
(Foto: Blog Avenida Copacabana)



O HOMEM DO CARRO AMARELO



João Antônio Lara Campos se tornou famoso junto aos paulistanos por ser o ilustre proprietário do carro da foto acima: um vistoso Farus amarelo. E o mais engraçado é que ele costuma ser visto não a bordo do veículo, mas sentado/encostado do lado de fora dele, devidamente estacionado em uma grande avenida de São Paulo. João - ou melhor, o Homem do Carro Amarelo - tem até comunidade no Orkut, com mais de 3000 participantes. Nela, há um tópico em que a filha dele se apresenta e convida os integrantes a fazerem perguntas sobre o pai. Hah!



BAT BIKE



Infelizmente, pouco se encontra na internet sobre Bat Mike (aka Eduardo Lopes Santos), o sujeito que faz rondas ciclísticas pela noite de Belo Horizonte a bordo de sua bicicleta superultraequipada com luzes e sons. O máximo que encontrei foi este vídeo- compilação de melhores momentos de algumas entrevistas, e uma delas é com Bat. Ele aparece demonstrando o poderio de seu veículo e contando que inibiu as ações de um ladrão, assustando-o com sua sirene. Eis aí um verdadeiro herói!



OIL MAN

Já o professor aposentado Nélson Rebello é mais famoso do que seu colega ciclista justiceiro. Oil Man também tem comunidade no Orkut - de mais de 9 mil pessoas! - e verbete na Wikipedia Esse aí é corajoso: ficou famoso por andar de bicicleta - é, as figuras parecem amar as bikes - pelas ruas de Curitiba usando apenas tênis, sunga e tendo o corpo besuntado de óleo. Oilman também ganhou os palcos curitibanos com a sua Oil Band, grupo que faz versões punk de sucessos de Elvis da qual é vocalista. Quer dizer, nem sei se o grupo ainda existe, mas Oil Man continua firme e forte em suas aparições diurnas...


Em breve postarei os perfis de outras duas figuras, só que cariocas. E vocês, conhecem algum outro figuraça ou mesmo já viram alguns dos quatro acima zanzando por aí?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

STAR WARS: HOMENAGEM NO CINEMA... E NA CNN

Vem aí mais um campeão de bilheteria: "Fanboys", filme que conta a jornada de um grupo de amigos que resolve realizar o sonho de conhecer o Rancho Skywalker, lar de George Lucas. O trailer é espetacular:



(Valeu, GG!)


Participações de Carrie "Leia" Fischer, Billy Dee "Lando Carlissian" Williams, Ray "Darth Maul" Park, presenças da musa geek Kristen Bell e Kevin Smith no elenco e 238947289 referências a Star Wars. Tem como não ser divertido pra cacete?

Sem fugir do assunto, veja a novidade pateta que a CNN arrumou para a cobertura das eleições americanas e compare com o original logo abaixo - e pule direto para os 2m20s do segundo vídeo...








Essa invencionice da CNN quase fez a tela interativa do Fantástico ser algo aceitável. Quase.

ELEIÇÕES DOS EUA: UMA PORRADA NA DEMOCRACIA

Política, por aqui? É. É verdade que este blog é essencialmente sobre cultura pop - e é por isso mesmo que não dá para ignorar o pleito americano. Há tempos a disputa entre Barack Obama e John McCain extrapolou e muito os noticiários políticos, as filas de votação, os comícios e as campanhas. Está no YouTube, no Saturday Night Live, nas lojas de doces, nos quiosques de camisetas e até nos pacotes de camisinhas. Pode tentar, mas não dá para desviar do assunto não. E isso não é novidade.

Curioso por tudo o que é relacionado a internet, acho válido - mas não o máximo - que a coisa tenha chegado a esse nível de dominação. E digo sobretudo por ser alguém que tenta entender em reflexões solitárias ou em animados papos de bar o quanto a rede influenciou e influencia a disputa pelo poder no país mais poderoso do mundo. Curto os vídeos, as paródias, pude ver in loco a rendição dos americanos por Obama - hoje, sem dúvida, um popstar - e, agora que o dia 4 de novembro aconteceu, curti o voto virtual do Twitvote e achei espetacular a iniciativa do Twitter em dar aos internautas a chance de participar da cobertura das eleições. Mas...

Mas sempre existe um "mas". Na verdade, dois me incomodam. O primeiro é a saturação do assunto - e, seja do que for, o excesso sempre me tira do sério -; e o segundo... Ah, o segundo é muito mais grave. E foi agora que a gente pôde ver claramente o monstro que ele é. Estou falando da paspalhice que é o processo eleitoral americano.





As eleições presidenciais americanas são um festival de incompetência. São cédulas com erros grosseiros de impressão, cédulas com três páginas... São cédulas. Cédulas! Em 2008! Nos Estados Unidos!!!

E ao voto eletrônico, presente em quase todo canto do Brasil, eles não foram apresentados? Claro que sim, mas não têm nenhum prazer em conhecê-lo. O que era pra ser uma facilidade traz muitos problemas: quebras, falhas, comprovantes de voto emperrados nas impressoras. Desastres numerosos o suficiente para serem caracterizados como vexame.

Tem mais. Filas intermináveis para votar. Problemas com registros de eleitores. E uma apuração vergonhosamente morosa - por conta, claro, das já festejadas cédulas.

Mas - olha ele aí de novo - o pior... O pior de tudo é saber que, mesmo com toda o bombardeio de mídia, com o peso que é a escolha do presidente americano, essa decisão não é feita pelo voto direto popular. Os americanos saem de casa, driblam vários problemas e, ainda assim, ficam restritos a escolher o candidato que será votado pelos representantes do Colégio Eleitoral de seu estado. Putz!

Fica claro que, olhando de cima, o problema é a eleição em si, do jeito que foi concebida por lá. E esse jogo dos 2342345634 erros consegue esvaziar quase por completo o sentido de toda a badalação em torno do assunto, já que a escolha é indireta e, acima de tudo, passível de manipulações mil.

Como disse, é impossível desviar do assunto. E já que ele me acertou, quero dizer: não consigo acreditar em qualquer lisura da votação americana. Não posso crer em que os Estados Unidos não consigam fazer eleições dignas de um país decente, seja no formato ou no processo.

Como fenômeno cultural, tudo ali é admirável. Mas, infelizmente, na dureza dos fatos a realidade é outra: a escolha presidencial nos EUA não passa de uma tartaruga gorda, lerda e adorada por ser assim. Um mascote feioso e perfeito para aqueles que são terceiro mundo em se tratando de processo eleitoral, with so much pride, with so much love.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

BPA: SEGUNDO CLIPE, SEGUNDA BOLA DENTRO

The Brighton Port Authority (ou simplesmente BPA) vai mesmo muito bem de videoclipes, obrigado. Depois de seu primero single, "Toe Jam", e seu ótimo clipe, o novíssimo projeto de Fatboy Slim acaba de lançar o segundo single. A música se chama "Seattle", conta com os vocais de Emmy the Great e nem é lá essas coisas, mas seu vídeo vale a pena ser visto:





Eu fui fuçar na página oficial do BPA o nome do diretor do vídeo mas não encontrei. Em compensação, achei uma versão à la South Park para o clipe de "Toe Jam":


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ZOMBIE WALK RIO 2008: EU FUI

Meses depois de ter presenciado (e ter me assutado com) a farra dos cosplayers na Comic-Con, a curiosidade me venceu; e lá fui eu ver in loco como era a tal passeata dos zumbis cariocas no dia de Finados. Era aquilo mesmo que eu imaginava: uma tremenda brincadeira adolescente. Algo como um bloco de Carnaval sem música em que os bate-bolas tiram as máscaras para se encher de maquiagem, ketchup, camisas rasgadas e sombra nos olhos.

Na comunidade da Zombie Walk Rio do Orkut há pouco mais de 1400 membros, mas posso afirmar que apenas 10% deles toparam o flash mob sinistro - uma baixa adesão que me espantou. Esperava (bem) mais gente, mas ainda sim me diverti com os fantasiados. O meu favorito foi o zombie nerd. Muito bem caracterizado, o morto-geek ainda tentava (em vão) assustar os curiosos...



(Cliquem nas imagens para ampliá-las)


Outras presença ilustres foram a do Jason "da Paz" - reparem na camiseta...





E a do zumbi do Mengão - bem apropriado para o momento letárgico do time no Campeonato Brasileiro.





O ponto alto da passeata foi ali pertinho do Posto 6, quando a molecada resolveu invadir a Galeria Alaska, sede de duas igrejas evangélicas!





Nem deu confusão nenhuma, pois o máximo que a molecada fez foi gritar. Não vi qual foi a reação dentro dos templos, mas achei um cara com pinta (e indumentária) de pastor com risinhos amarelos em frente a um bar... Outras fotos da turba zumbi:









E só para fechar o caixão deixo o convite: quem conferiu a Zombie Walk Rio ou de outras cidades que diga como foi nos comentários abaixo...
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