quinta-feira, 20 de novembro de 2008

DOMINGO, SANGRENTO DOMINGO

Não basta apenas dar uma olhada no calendário da TV americana, conferir os nomes de "Dexter" e "True Blood" juntinhos no domingo para saber que é o dia (ou a noite) nobre das séries por lá. É preciso assisti-las, sem qualquer chance de arrependimento, para constatar que os dois seriados que têm em comum o gosto por sangue são as melhores das que estão no ar nos Estados Unidos. Tudo bem que eu só consigo assisti-las lá pelo meio da semana seguinte, mas não dá pra deixar de citar que as duas formam uma dobradinha dominical que arrasa qualquer outra na atualidade.


Entra semana, sai semana - e já foram 11 - e "True Blood" continua espetacular. Não tiro uma palavra do que disse há um tempinho, ao coroá-la como a melhor estréia da nova temporada. Melhor ainda, acrescento: rumando para o fim de seu ano inicial, sua trama só se aprofunda e diversifica.

Para onde quer que aponte, "True Blood" segue acertando. Seja em Tyra, seu caos particular e sua nova e misteriosíssima protetora, Maryann Forester - que eu aposto que é a tal mulher nua com o porco do lado; em Lafayette (meu personagem favorito), suas tiradas sensacionais e lições bem aplicadas, desta vez no político hipócrita; em Jason e Amy, com o desgaste da relação, a última viagem de V do casal - e as ondas são sempre legais de se ver - alternando/contrastando com o assassinato da riponga... Por sinal, que cena bem editada! Tudo certinho, sempre.

Incrível também foi a sequência da garota reprimida que se descobre vampira e resolve despirocar de vez, para desespero de Bill. O que foram os palavrões em seqüência? E "você é o pior criador do mundo?". "True Blood" também é humor, e dos bons.





Ah, sim, claro, o triângulo Bill-Sookie-Sam. Estaria a pequena Stackhouse um tanto quanto volúvel? Ah, sim. Mas eu dou crédito porque a cabeça da garota deve estar em parafuso com tanta coisa acontecendo em tão pouco tempo. Melhor pra Sam, pior para Bill; e como o vampiro agirá daqui pra frente? Será que ele ainda vai insistir no ser humano e suas fraquezas mortais?

Depois da revelação da foto de Rene Drew Marshall - ohhhhhhh! -, já dá para imaginar o que vem por aí: Sookie em apuros novamente, sendo salva aos 45m do segundo tempo por Bill e mostrando a Arlene que não tem moral pra falar mal do namorado de ninguém...





Ainda sobre surpresas, o terceiro ano de "Dexter" segue me embasbacando. Cá estamos no oitavo episódio, e a amizade entre nosso herói e Miguel Prado vem se firmando em laços tão perigosos quanto fascinantes. Me lembro que, no painel da série da Comic-Con, foi dito que Dex teria um aprendiz; mas ainda assim consigo me fascinar com a forma com que Miguel está se revelando um matador.

Aproveito pra voltar a dizer: Jimmy Smits está excelente no papel; e não sai da cabeça a cena final deste oitavo episódio, com Miguel entrando na casa de sua inimiga pública, Ellen Wolf. Aquela velha história da linha tênue entre o ódio e o amor mas que não me pareceu em nada batida porque eu simplesmente não esperava aquilo. E vocês?

Para não dizer que tudo são elogios, "Dexter" anda se fiando demais em Dexter e Miguel. O negócio é que eu já não sei se a trama dos dois é milhões de vezes mais legal do que todas as demais ou se o abismo existe também porque as historinhas paralelas não andam sendo tão fortes. Ok, simpatizo com o romance de Batista e de Barbara e até fiquei tenso com o sumiço de Anton - apesar de deduzir de cara que tinha dedo do Esfolador em seu desaparecimento -, mas nada chega aos pés da história dos serial friends... por enquanto. Pelo histórico excepcional, creio em que logo, logo "Dexter" irá explorar melhor a gravidez da Rita e o casamento dela e de Dexter, e que a saga do Esfolador poderá mesmo melhorar. Afinal, é "Dexter", série que quis o destino - no caso, também conhecido como "os homens da grade de programação - que fosse companheira de noite de "True Blood", fazendo o domingão dos americanos bem melhor do que o nosso. Com trocadilhos. E sangue, muito sangue.

P.S. True Blood: Bacana ver a mala da Amy (finalmente) indo pro quinto dos infernos. Gostei.
P.S. Dexter: Hormônios e mente perturbada à parte, o que Rita tem de gata, tem de chataralha.

3 comentários:

Ale Rocha disse...

Como comentei em outro blog, à primeira vista, confesso que achei este o 11º episódio de True Blood o mais fraco da temporada. Depois, refletindo bem, vi que se trata de uma transição já com olhos na segunda temporada. Vários personagens são apresentados e, provavelmente, devem se tornar fixos. Novas tramas começam a se formar. Realmente, depois, notei que foi mais um ótimo episódio desta excepcional série.

Bernardo Walckiers disse...

True Blood eh foda, Carlovski! Não tenho lá muito saco praquele drama familiar da Tyra, mas Lafayette - o melhor tb na minha opinião - e o triângulo da Sookie (com trocadilho) carregam a série. Aliás, que bela vagabundinha, hein? Depois das "Marias Gasolinas", "Marias Tatames" e afins, chegou a "Maria Trem-Fantasma" - vai se amarrar assim numa aberração lá em Bon Temps ;)

Abs!

Fernanda disse...

Sem dúvida, as duas melhores séries em cartaz! E pra quem tava achando a terceira temporada de Dexter franquinha, acho que vamos ter muitas surpresas com o Miguel Prado...

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