
É uma tristeza que cativa, vivida por um personagem fácil de se gostar. Craig é desajeitado, tímido, cerceado em suas escolhas e pensamentos... e tudo isso se manifesta de uma forma poética sem pieguice quando ele se vê às voltas com sua primeira paixão: Raina, frequentadora do mesmo acampamento batista.
Através de Raina, Craig experimenta a euforia, uma liberdade impensada para ele naqueles tempos, o amor e a frustração de um término nada ficcional. E, sobretudo, cresce e vê alternativas para o que ele pensou estar escrito para sua vida desde sempre.
É preciso uma imensa dose de valentia e sensibilidade para fazer o que Craig Thompson fez, mas quando essas duas qualidades vêm acompanhadas de talento, nasce uma obra como "Retalhos". Para devorar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário