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terça-feira, 12 de maio de 2009

SÉRIES DE TV: DAQUI DE LONGE, EU VEJO... E PERGUNTO

Eu não posso acompanhar todas as séries de que gosto - "maldita falta de tempo" tornou-se quase um mantra -, mas não estou totalmente desligado daquelas que tive que deixar para trás... ou pelo menos não de todas. Então, lá vou eu me meter a comentar o que andei sabendo delas por alto, mas também aproveito para perguntar algumas coisas para vocês que, pela enquete passada, gostam bastante de ler e falar sobre seriados por aqui:

- "HOUSE" -
Sobre a morte de Kutner: Hmmm. Sobre House e Cuddy irem para a cama: finalmente! E como vai a Santa Thirteen? Prometo: saindo o box da quinta temporada, compro e tiro o atraso. Mas agora tá complicado.

E antes de me despedir: o que foi Lisa Edelstein na revista FHM alemã, hein? Milf de primeira!

- "GREY'S ANATOMY" - Izzie morre ou não morre? Pela temporada "Ghost" que esta quinta temporada foi para ela em termos românticos, me parece que a maioria dos fãs quer ela vá encontrar Denny Duquette do outro lado da vida - uma torcida provavelmente reforçada pela própria Katherine Heigl. Que vá com Deus.

- "CSI" - Um dia, se Deus, minha genética, hábitos cotidianos e os illuminati permitirem, eu penso em passar boa parte de minha aposentadoria, no distante ano de 2059, cercado de exemplares do que até lá possa equivaler a boxes de DVDs; e na primeira fila terei minha querida e abandonada "CSI". E tenho certeza de que a temporada com Lawrence Fishburne irá me entreter bastante.

- "UNITED STATES OF TARA" - Essa é mais uma cuja primeira temporada completa está jurada para algum desses domingos chuvosos. Só queria saber quantas personalidades diferentes de Tara já se manifestaram até agora...

- "THE BIG BANG THEORY" - Podem me pendurar de cabeça para baixo em praça pública que o castigo será pouco: não vi 2 segundos da segunda temporada, sobre a qual andei sabendo de uma certa participação de Leonard Nimoy em um episódio antológico! Mas isso se resolve com uma maratona com a caixa de DVDs da segunda temporada. Certamente vou tomar essa resolução com ainda mais determinação após ver mais um painel da série na Comic-Con - um dos melhores que vi no evento ano passado.

- "REAPER" - Parei no meio da primeira temporada, mas me divertia bastante. Por isso, me sinto triste com a notícia de que a série subiu no telhado. Tava caída mesmo?

- "FRIDAY NIGHT LIGHTS" - Dessa, não sei quase nada. Mas hei de retomar.Quem ainda restou dos Panthers originais, hein?

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

PARA OS FÃS DE "HOUSE"

Junte publicidade vintage, o melhor médico da história da TV, e o resultado é um quadro que eu compraria ontem para pendurar em minha sala:





(Via Achtung Baby! Valeu, Leandro!)

terça-feira, 24 de junho de 2008

O bacana e o genial

De volta ao Rio, enfim pude dizer adeus às quartas temporadas de duas de minhas séries favoritas: "Grey's Anatomy" e "House". Apesar de ter gostado de ambos os encerramentos, definitivamente estes episódios finais só merecem ficar juntinhos nessa introdução. Por isso, vale começar com "Grey's Anatomy". Ou melhor: com a previsível "Grey's Anatomy".





Antes que vocês já tenham pedido o bisturi nº 10 pra arrancarem fora meu pobre coração por eu ter usado o adjetivo acima, reflitam: ser previsível não significa ser ruim. Muitas coisas boas na vida não são nada surpreendentes, certo? Mas me reservo o direito de citar apenas como exemplo as duas horas que acabo de passar dentro do Seattle Grace.

Fãs de "Grey's", vamos lá: todos sabíamos que Callie e Hahn iriam se beijar pra valer, não? E o Chief voltando para Adelle? Não era óbvio que o climinha que já rola há séculos entre George e Lexie iria dar em algo? Fácil também era pensar que o rolo entre Karev e Ava/Rebecca não acabaria nada bem. Mas nada estava tão na cara quanto a reconciliação de Derek e Meredith.






Viram? Todos os fatos acima mencionados já vinham amadurecendo há vários episódios. Vê-los enfim acontecendo nessa despedida de "Grey's" não causou nenhum suspiro de espanto, mas sim aquela alegria que surge quando vemos que algo por que esperamos/torcemos enfim acontece. Sabem a famosa plaquinha do "Eu já sabia"? É por aí.

E ainda tivemos os casos do moleque-pavimento e do casal com tumor, a Izzie e seu novo caminho na série (que tomara que seja mais legal) e a segunda chance de George O'Malley para voltar ao seu grupo original. E quem duvida de que ele irá passar na prova? Mais uma amostra da bacana previsibilidade de "Grey's".

Que me perdoem os médicos do Seattle Grace, mas todos eles ficam em segundo plano diante do doutor Gregory House e de sua mente fascinante e quase sempre indecifrável. "House" terminou seu quarto ano nos dando o privilégio de contemplar o cérebro do médico. Mas se tal viagem já havia ocorrido no fim da segunda temporada, dessa vez o passeio contou com uma escala inédita: a feita no coração de House.





"House" é uma série que trata de enigmas médicos mas acima deles está a incrível personalidade de quem os resolve. E se por quatro temporadas vimos uma verdadeira junta de doutores e fãs tentando em vão decifrar o que se passa dentro daquele gênio, enfim ele baixou a guarda, nos revelando culpa pela morte de Amber, carinho por Wilson e medo pela decepção proporcionada ao amigo. Enfim, constatamos que House tem sentimentos, e todos eles abafados pelo maior: a tristeza. Ou melhor, miséria ("misery"), termo mais melancólico, amargo, duro e bem mais apropriado do que qualquer outro.

Costurando essa pesada trama, a história do adeus de Wilson e Amber, tragédia carregada de sentimento, fatalmente lacrimogênea na bela cena da despedida da equipe de sua ex-desafeta e, sobretudo, nos últimos instantes do casal - que, acredito, possa ter sido inspirada pela cena final do dócil e triste "A.I.", o filme de Spielberg e Kubrick.

E após o choro, a dúvida: que House é esse que saltou do ônibus e retorna do coma? Um enigma a mais ou a menos? A incerteza da resposta só me dá base pra reafirmar com toda a admiração que posso ter: acompanhar "House" é estar diante de um dos personagens mais bem compostos e fascinantes da história da TV.
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