Há pessoas que podem emagrecer o quanto quiserem, mas sempre terão a alma gorda. É fácil identificar alguém de alma gorda: é aquele que, no incrível xadrez da gula, está sempre uns dois, três movimentos à frente dos demais.
Vou exemplificar com uma cena, em que você e a pessoa de alma gorda estão numa doceria e veem um brownie.
Você: - Olha esse brownie, que sensacional.
Ela: - Isso com uma calda quente por cima e um sorvetinho de flocos... Hmm...
Sacou? Então. Eu sou uma pessoa de alma gorda.
Neste fim de semana, minha namorada fez uma descoberta espetacular, que agora divido com vocês, companheiros(as) de alma gorda (ou não): o bolo de caneca de chocolate da Dr.Oetker. O pior/melhor é que o bolinho é tão delicioso quanto malignamente simples de ser preparado: basta adicionar a mistura a 5 colheres de sopa de leite, misturá-los na canequinha e deixar a mágica acontecer em míseros 1'10" na potência alta do microondas.
Sozinho o maldito já é uma delícia, mas senti falta de um toque de chocolate. No que comentei: "Da próxima vez vou derreter uns 2 quadradinhos de meio amargo junto com a mistura". Típico exemplo de uma alma que contém glúten. Provem e me digam depois se não vale a experiência.
P.S.: Alma gorda virou tag. Em breve, outros posts falando de experimentos gastronômicos por mim realizados. Promessas de muitas calorias felizes.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Os dois piores tipos de maus perdedores e a arte de sacanear e ser sacaneado no futebol
Acabou ontem o Brasileirão 2011. Mais um domingo decisivo em que os torcedores entupiram ruas, estádios, bares e redes sociais com comemorações e gozações. E a rodada final de todo campeonato é o período em que não só a paciência dos que não gostam de futebol - coitados - é testada ao extremo nos ambientes digitais como também aquela em que se evidenciam os insuportáveis maus perdedores. Dentre estes, os piores tipos, para mim, são dois: os conspiratórios e os hipócritas.
Os conspiratórios são os que acham que todos os resultados dos jogos e campeonatos são comprados. Para eles, por trás da bola rolando, existem diversos esquemas que garantem resultados certeiramente negociados, não importando a competência ou a vontade dos que estão em campo. Juízes, mídia, jogadores, técnicos, dirigentes, o escambau. Tudo e todos agindo para favorecer alguns poucos times que sempre, sempre, sempre devem vencer.
Já os hipócritas são os reis da amnésia seletiva. Adoram sacanear os rivais, independentemente de que tenha sido seu time ou não a provocar a derrota deles, mas não aturam na mesma moeda. Quando são eles que estão em posição desfavorável, esquecem de que já fizeram - e fazem - a mesmíssima coisa ao estarem na condição de sacaneadores.
Pronto. Uma vez identificados, para cada um, uma mensagem minha.
Conspiratórios, façam um favor a vocês: parem com esse lance de futebol. Mesmo. Sério. Não faz sentido vocês darem um pingo de seu tempo livre e um centavo sequer de seus bolsos para algo em que vocês acreditam piamente ser encenado - especialmente porque, se pensam isso é porque são vocês os prejudicados. Larguem já aquilo que, para vocês, não passa de um telecatch com bola e peguem um cineminha, vão namorar, ler um livro... Enfim, envolvam-se em algum tipo de lazer em que vocês não se sintam trouxas. Isso não faz bem.
Hipócritas, façam um favor a vocês: parem com esse lance de futebol. Mesmo. Sério. Lembrem-se do famoso ditado contemporâneo popular: "Se não sabe brincar, não desça para o play". Enfim, envolvam-se em algum tipo de lazer em que vocês não façam os outros de trouxas. Isso não faz bem.
***
Quase encerrando a história, relembro a incrível frase do Bussunda, citando o maior defensor da pena de morte no Brasil nos anos 80 ao ser questionado se era a favor ou contra a pena capital: "Sou favorável, claro, mas só para o Amaral Netto". Por isso, aos maus perdedores desejo um caminhão de entulho de gozações nas secretárias eletrônicas, e-mails e nas redes sociais. Das duas, uma: ou mudam de comportamento ou deixam o futebol aos que os merecem - justamente os que sabem que, se num dia você sacaneia, noutro é o sacaneado, e está tudo muito bem porque futebol é só um lazer. Um lazer que ensina muito sobre a vida. Mas só um lazer.
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| Bom remédio pra cabeça inchada |
Os conspiratórios são os que acham que todos os resultados dos jogos e campeonatos são comprados. Para eles, por trás da bola rolando, existem diversos esquemas que garantem resultados certeiramente negociados, não importando a competência ou a vontade dos que estão em campo. Juízes, mídia, jogadores, técnicos, dirigentes, o escambau. Tudo e todos agindo para favorecer alguns poucos times que sempre, sempre, sempre devem vencer.
Já os hipócritas são os reis da amnésia seletiva. Adoram sacanear os rivais, independentemente de que tenha sido seu time ou não a provocar a derrota deles, mas não aturam na mesma moeda. Quando são eles que estão em posição desfavorável, esquecem de que já fizeram - e fazem - a mesmíssima coisa ao estarem na condição de sacaneadores.
Pronto. Uma vez identificados, para cada um, uma mensagem minha.
Conspiratórios, façam um favor a vocês: parem com esse lance de futebol. Mesmo. Sério. Não faz sentido vocês darem um pingo de seu tempo livre e um centavo sequer de seus bolsos para algo em que vocês acreditam piamente ser encenado - especialmente porque, se pensam isso é porque são vocês os prejudicados. Larguem já aquilo que, para vocês, não passa de um telecatch com bola e peguem um cineminha, vão namorar, ler um livro... Enfim, envolvam-se em algum tipo de lazer em que vocês não se sintam trouxas. Isso não faz bem.
Hipócritas, façam um favor a vocês: parem com esse lance de futebol. Mesmo. Sério. Lembrem-se do famoso ditado contemporâneo popular: "Se não sabe brincar, não desça para o play". Enfim, envolvam-se em algum tipo de lazer em que vocês não façam os outros de trouxas. Isso não faz bem.
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Quase encerrando a história, relembro a incrível frase do Bussunda, citando o maior defensor da pena de morte no Brasil nos anos 80 ao ser questionado se era a favor ou contra a pena capital: "Sou favorável, claro, mas só para o Amaral Netto". Por isso, aos maus perdedores desejo um caminhão de entulho de gozações nas secretárias eletrônicas, e-mails e nas redes sociais. Das duas, uma: ou mudam de comportamento ou deixam o futebol aos que os merecem - justamente os que sabem que, se num dia você sacaneia, noutro é o sacaneado, e está tudo muito bem porque futebol é só um lazer. Um lazer que ensina muito sobre a vida. Mas só um lazer.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
TUDO VAI MUDAR POR AQUI. AGORA VAI. MESMO!
É quase um paradoxo: eu, que há quase 7 anos trabalho diretamente com comunicação digital, mal consigo tempo para postar por aqui...por causa do trabalho. Por conta disso, já cheguei algumas vezes a pré-cogitar o fim do Tudo Está Rodando, mas logo abandono por conta do carinho que eu tenho pelo blog.
Aí eu chego, prometo novos tempos... mas os novos projetos profissionais - que, felizmente, não param - vêm e tomam conta de novo. E o pobre Rodanders fica nesse desprestígio que pode ser muito bem exemplificado na escassez de posts nas últimas semanas. O que fazer?
Não, não é o que fazer. Eu fiz. No auge do apego ao blog, fiz um planinho de recuperação dele. Afinal, lá se vão alguns bons anos de vida - uma história que, se sei que não durará pra sempre, que pelo menos tenha um fim mais digno...e que não seja agora.
Por isso, eis aí as medidas que vão rolar aqui no Tudo Está Rodando a partir desta segunda, dia 5/12:
* Todo santo dia útil, pelo menos um post. E em cada um vou ser menos lacônico do que tenho sido;
* O podcast do Rodanders volta para a prancheta, na tentativa de não deixá-lo morrer mas tentar achar um formato que seja tranquilo de produzir;
* Lembram de que falei de um videocast? Também está sob análise;
* E, finalmente, teremos conteúdo exclusivo para a página do Tudo Está Rodando no Facebook: além de duas enquetes por semana, a Imagem do Dia vai ser exclusiva do Face, bem como a Música do Dia, novidade desta nova fase.
É isso aí. Essa é só a primeira leva da mudança, pois outras alterações devem acontecer - tudo, claro, pra melhor. Como diria Frank Sinatra, let me try again, com a ajuda de todos ustedes. Quem quiser mandar sugestões é só fazê-las pelos comentários deste post e pelo e-mail do blog. E que a força e a regularidade estejam conosco. ;)
Aí eu chego, prometo novos tempos... mas os novos projetos profissionais - que, felizmente, não param - vêm e tomam conta de novo. E o pobre Rodanders fica nesse desprestígio que pode ser muito bem exemplificado na escassez de posts nas últimas semanas. O que fazer?
Não, não é o que fazer. Eu fiz. No auge do apego ao blog, fiz um planinho de recuperação dele. Afinal, lá se vão alguns bons anos de vida - uma história que, se sei que não durará pra sempre, que pelo menos tenha um fim mais digno...e que não seja agora.
Por isso, eis aí as medidas que vão rolar aqui no Tudo Está Rodando a partir desta segunda, dia 5/12:
* Todo santo dia útil, pelo menos um post. E em cada um vou ser menos lacônico do que tenho sido;
* O podcast do Rodanders volta para a prancheta, na tentativa de não deixá-lo morrer mas tentar achar um formato que seja tranquilo de produzir;
* Lembram de que falei de um videocast? Também está sob análise;
* E, finalmente, teremos conteúdo exclusivo para a página do Tudo Está Rodando no Facebook: além de duas enquetes por semana, a Imagem do Dia vai ser exclusiva do Face, bem como a Música do Dia, novidade desta nova fase.
É isso aí. Essa é só a primeira leva da mudança, pois outras alterações devem acontecer - tudo, claro, pra melhor. Como diria Frank Sinatra, let me try again, com a ajuda de todos ustedes. Quem quiser mandar sugestões é só fazê-las pelos comentários deste post e pelo e-mail do blog. E que a força e a regularidade estejam conosco. ;)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Django Unchained: o western do Tarantino vem aí!
Depois de muito flertar e homenagear o gênero em sequências e trilhas sonoras, Tarantino finalmente vai fazer um western. Django Unchained é protagonizado por um ex-escravo que vira caçador de recompensas e, com a ajuda de seu mentor - Pai Mei, alguém? -, parte para resgatar sua esposa da jugo de Calvin Candle, um cruel fazendeiro do Mississipi. Em 2012 nas melhores salas...e diante de mim com um saco de pipoca do tamanho do (antigo) Maracanã.
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Quentin Tarantino
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
QUANDO UM TÊNIS FERRADO VIRA TOY ART
É. Foi comigo. Já, já vou levar àquela sapataria aonde aconteceu uma das histórias mais inacreditáveis da minha vida.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Meu Planeta Terra de velho
Eu gosto do Planeta Terra. Acho razoavelmente bem estruturado - o que já o credencia a ser, na minha opinião, o festival de música de grande porte mais organizado do país -, e costuma ter o line-up mais compatível com meu gosto. Porém, quando o dia chegou é que eu descobri que, pra mim, tudo está ficando meio relativo, e por conta desse lance maldito chamado idade - e aí entenda-se cronológica, mental, espiritual, todas juntas. E a minha idade diz que eu não tenho mais saco/disposição para...festivais.
E num festival, quando não há a disposição, melhor focar e ver o que você realmente não quer perder, en la créme de la créme, na parte mais macia do filé. E pensando dessa forma, o meu Planeta Terra de apenas 3 bandas foi bom demais.
A primeira de todas era a única que ainda não havia visto ao vivo, e que é uma descoberta relativamente recente: a canadense Broken Social Scene. Gosto muito deles em disco e curti demais deles em show, mas queria muito ter visto a banda num lugar menor e com um público mais interessado. Eles têm um som bem peculiar e que por isso fica meio difícil ter uma definição mais precisa. Pensa em alguma coisa de Sonic Youth, outra porção de Flaming Lips e uma coisinha dos conterrâneos mais famosos deles, o Arcade Fire. Melhor ouvir mesmo (e tentar abstrair o corte ridículo da edição as 17"):
Aí depois veio o Interpol, a banda da qual senti mais pena na minha vida. Isso porque, quando eles vieram tocar no Rio, se apresentaram na péssima Fundição Progresso, um exemplo do que não se deve fazer em matéria de infraestrutura de local para shows; e os que lá estiveram lembram bem do show interrompido por conta de uma cascata d'água que caiu sobre a mesa de som do grupo naquela noite de chuva torrencial. A banda se portou superprofissional, mas obviamente foi prejudicada por tudo ali. Neste sábado, não. Som e tempo bons, condições perfeitas de jogo e uma bela apresentação. Uma de minhas favoritas: Por fim, os Strokes, banda campeoníssima no quesito "Reprodução fiel ao vivo do que se escuta nos discos". Nesse aspecto, ninguém impressionou mais do que eles até hoje, mas esse tipo de show pode frustrar aquelas pessoas que vão a shows esperando uma banda que gosta de mexer nos arranjos, ou de brincar de improviso. Confesso que gosto mais desse outro tipo de apresentação, mas os Strokes têm um repertório sensacional e, por isso, podem fazer o que está nos discos que eu vou me divertir. E me diverti muito, mesmo com aquele lance da idade jogando contra. E foi com esse saldo de 100% de aproveitamento que deixei o Playcenter. Ah, e com essa certeza da incompatibilidade entre minha idade e esses eventos também. Nada que eu não consiga esquecer até 2012 - afinal, memória fraca também entra nessa conta...
E num festival, quando não há a disposição, melhor focar e ver o que você realmente não quer perder, en la créme de la créme, na parte mais macia do filé. E pensando dessa forma, o meu Planeta Terra de apenas 3 bandas foi bom demais.
A primeira de todas era a única que ainda não havia visto ao vivo, e que é uma descoberta relativamente recente: a canadense Broken Social Scene. Gosto muito deles em disco e curti demais deles em show, mas queria muito ter visto a banda num lugar menor e com um público mais interessado. Eles têm um som bem peculiar e que por isso fica meio difícil ter uma definição mais precisa. Pensa em alguma coisa de Sonic Youth, outra porção de Flaming Lips e uma coisinha dos conterrâneos mais famosos deles, o Arcade Fire. Melhor ouvir mesmo (e tentar abstrair o corte ridículo da edição as 17"):
Aí depois veio o Interpol, a banda da qual senti mais pena na minha vida. Isso porque, quando eles vieram tocar no Rio, se apresentaram na péssima Fundição Progresso, um exemplo do que não se deve fazer em matéria de infraestrutura de local para shows; e os que lá estiveram lembram bem do show interrompido por conta de uma cascata d'água que caiu sobre a mesa de som do grupo naquela noite de chuva torrencial. A banda se portou superprofissional, mas obviamente foi prejudicada por tudo ali. Neste sábado, não. Som e tempo bons, condições perfeitas de jogo e uma bela apresentação. Uma de minhas favoritas: Por fim, os Strokes, banda campeoníssima no quesito "Reprodução fiel ao vivo do que se escuta nos discos". Nesse aspecto, ninguém impressionou mais do que eles até hoje, mas esse tipo de show pode frustrar aquelas pessoas que vão a shows esperando uma banda que gosta de mexer nos arranjos, ou de brincar de improviso. Confesso que gosto mais desse outro tipo de apresentação, mas os Strokes têm um repertório sensacional e, por isso, podem fazer o que está nos discos que eu vou me divertir. E me diverti muito, mesmo com aquele lance da idade jogando contra. E foi com esse saldo de 100% de aproveitamento que deixei o Playcenter. Ah, e com essa certeza da incompatibilidade entre minha idade e esses eventos também. Nada que eu não consiga esquecer até 2012 - afinal, memória fraca também entra nessa conta...
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Playmobil lança navio pirata fantasma. Aye!
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| (Via Blog de Brinquedo) |
Para ressuscitar o blog em plena semana de Halloween (ou quase isso), nada melhor do que esse estupendo navio fantasma da Playmobil, o Playmobil Ghost Pirate Ship, tripulado por três zumbis fosforescentes (!), munido de dois canhões que funcionam (!!!) e que ainda pode funcionar de verdade dentro d'água com motorzinho!
Está a venda na Amazon a US$75. Ah, se eu (já) tivesse filho, o moleque iria se dar bem.
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Toy Art
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