terça-feira, 25 de agosto de 2009

"DEXTER", ESTREIA DA QUARTA TEMPORADA: UM NOVO VELHO DEX



Vazou. Ou foi vazado pelo Showtime. Quem se importa? "Living The Dream", o episódio de estreia da quarta temporada de "Dexter", é daqueles que superam a expectativa de qualquer fã - e isso é algo a se destacar sempre, pois é o tipo do seriado que, tamanha a qualidade de tudo, sempre acostuma seus espectadores a esperar não menos do que o melhor.

O lance é que, além da saudade do melhor serial killer já retratado num seriado, a verdade é que essa afirmação que encerrou o parágrafo acima ficou um tiquinho abalada na terceira temporada. Não que a história de Dexter com os Prado tenha sido ruim, porque obviamente não foi; mas eu acho que a maior parte do público concorda em que o último ano foi o, hmm, menos excelente. Acho que parte disso pode estar na figura de carisma duvidoso que era o Miguel Prado defendido por Jimmy Smits. Ou então no fato de que Dexter deixou de ser Dexter para ser Dexter & Robin. Mas deixa para lá: como eu disse, seja como for, "Dexter" é "Dexter", o terceiro ano foi bacana... e o assunto agora é a quarta temporada - mais especificamente, é "Living The Dream".

É difícil dizer qual foi o ponto alto do cartão de visitas dessa nova fase de Dexter Morgan. É o tipo da dúvida boa, porque há várias boas respostas, e todas elas convencem. Por exemplo, eu posso dizer que temos Dexter novamente em voo solo, fazendo o que sabe fazer de melhor, em seu ritual solitário de investigar, forrar o plástico em sua cena de crime, injetar o "boa noite, psicopata" na vítima, reunir as fotos de quem ela matou, correr o bisturi em uma das bochechas, dar aquele esporro final... Dexter é Batman: nasceu pra ser um solitário - ao menos no momento em que ele consegue ser ele sem qualquer máscara.

Porém, o outro Dexter - marido e pai - também é um argumento espetacular. O bebê dele e de Rita, Harrison, anda sugando as energias do matador. Dex está satisfeito com seu novo momento? Bom, a adaptação a ele tem sido severa. E saber até que ponto Dex vai conseguir arcar com ela é um mote dos bons pro quarto ano. Uma das consequências já mostrou seu pesar - o acidente de carro na cena final. Dex sobrevive? Claro que não estou falando da capotagem...

E o que dizer do assassino da trindade? O personagem entrou com os dois pés na porta na trama, mostrando saber exatamente o máximo dos requintes da crueldade de um assassinato. É louco, tem uma pinta de Hannibal Lecter e conta com John Lithgow mostrando de cara que vai dar show. E trabalho.

Temos também as tramas paralelas - algumas sem resistir a um bom cruzamento com a principal, como a volta de Frank Lundy. Dexter se aliará a ele? Debra resistirá a ele? Veremos. E sobre romance, surpreendente ver que LaGuerta e Batista andam se entendendo como nunca.

Se fosse para resumir as impressões que tive ao ver "Living the Dream", diria que é um novo Dexter à moda antiga, ou um velho Dexter num novo território. O nome do episódio acerta na mosca ao dizer que o assassino está vivendo o sonho do americano classe média, misturado como nunca à paisagem, mas sugerindo também que, a qualquer momento, sabe-se lá como, ele pode querer acordar. Acordando ou dormindo, cá estou, esperando o 27 de setembro, feliz com a certeza de que, se estiver à altura de seu pontapé inicial, o quarto ano de "Dexter" pode ao mesmo tempo reinventar a série e, ao mesmo tempo, nos dar o que sempre teve de melhor.

4 comentários:

Fernanda disse...

Uau, adorei sua crítica, concordamos totalmente desta vez!

Deus Ex Machina disse...

Concordo com você em número, gênero e grau. Esta nova temporada promete. E o que foi aquilo!, a paródia da apresentação. Dexter Morgan Rocks!!!!!!!

Manuela disse...

Nossa, o episódio foi empolgante demais!

Essa nova temporada vai ser show de bola!

CA, foi um prazer ler a sua crítica!

Larissa disse...

Dexter voltou com mais um episódio ótimo, bem estilo 'Dexter'.
E sobre Batista e LaGuerta, foi algo surpreendente mesmo!!

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