sexta-feira, 1 de agosto de 2008

VITAMINA #2

Nada melhor do que retomar oficialmente as atividades do blog - que esteve em recesso por conta deste bom motivo aqui - comentando sobre um dos meus assuntos favoritos, se não o predileto: música...



MUSE DERROTA VIVO RIO





Chegou o dia - quarta-feira, 30 - e o Muse finalmente tocou no Rio. E, a exemplo do Interpol no começo do ano, fez uma apresentação heróica. O Rio de Janeiro está virando um local de shows heróicos e, acreditem - sei que os daqui terão total compreensão em relação a isso -, isso não é algo a se louvar. Quer dizer, não como eu gostaria que fosse.

A explicação é simples: os palcos para shows de porte médio no Rio são sofríveis. Se o Interpol mencionado no parágrafo anterior lutou contra as intempéries da Fundição Progresso para se apresentar, ontem foi a vez do Muse batalhar contra o inadequado Vivo Rio.

Foi a primeira vez em que pisei na nova casa de shows; e já em minha estréia concordei com as milhares de pessoas que já haviam me alertado antes de que o som do local é sofrível. Eu percebi isso de cara. O Muse também - tanto é que, minutos antes do show começar, os técnicos da banda pareciam fazer uma espécie de reunião no palco, em que exibiam expressões de insatisfação explícita.

Mesmo assim, o Muse foi para a guerra e venceu, à base dos apaixonados fãs que jogaram junto, às custas de hits que funcionam muito bem ao vivo, como "Your Time is Running Out" (algo mais lenta do que a versão do disco) e "Supermassive Black Hole", e, sobretudo, à vontade da banda de tocar para os que estavam ali. Tudo muito bonito, muito romântico, mas que foge ao seu princípio original - o de divertire entreter o público - ao tentar compensar uma grande deficiência: o som, ponto de partida de qualquer casa de shows que se preze, seja de que porte for, mas que parece ser cada vez mais desprezado nesta cidade.

Entendem o título agora, certo? É urgente que tenhamos uma reforma dos nossos palcos e arenas de médio porte para ontem, pois, do jeito que está, certamente estamos mostrando a essas bandas de que não temos condição para recebê-las de volta, fazendo-as provar que não é preciso apenas excelência para brilhar por aqui: é necessário também uma dose cavalar de boa vontade para que a banda possa de fato exercer seu brilhantismo. Exaltação do heroísmo? Dispensem. Fiquem com a vergonha.


NA TRAVE, OF MONTREAL!

Foi lançado "Id Engager", novo single da ótima Of Montreal que encontra-se audível aqui. Mas se em "Sunlandic Twins" a banda de Kevin Barnes chegou ao máximo do pop-disco com a pérola "The Party's Crashing Us Now", agora ficou no meio do caminho. No máximo tirou uma raspinha da trave.

"Id Engager" é divertidinha mas nem de longe é prova do que o grupo pode produzir, como a ótima "Disconnect the Dots" e a já citada "The Party...". Aguardemos novo material dos figuras...


CHOCA-COLA ZERO, NOTA ZERO

Na boa, uma coisa é promover misturas sonoras inusitadas e interessantes; a outra é fazer o que o Estúdio Coca-Cola Zero faz, como juntar em um mesmo palco Chitãozinho & Xororó e Fresno, Vanessa da Mata e Charlie Brown... Enfim, artistas que já são ruins isoladamente e que, uma vez juntos, somente potencializam sua infelicidade musical. Passo.

6 comentários:

tati disse...

Fiquei sabendo por um produtor de shows que o Vivo Rio tem uma das melhores empresas fornecedoras de equipamentos de som do Brasil. Porém, ao fazer um contrato com um show, o Vivo oferece a estrutura mínima necessária. Se por acaso quiserem uma qualidade melhor do som, têm que pagar (bem) mais. Como o custo da banda e de toda produção é sempre alto, nem sempre o som acaba sendo privilegiado...

marcus disse...

Eu só fui num Estúdio Coca-Cola Zero. Foi aqui em Porto Alegre e tinha Skank e Cachorro Grande. Foi bem bonzinho.

atlantic disse...

Sensacional o comentário sobre o estúdio coca-cola. São umas misturas intragáveis. Para você ver que hoje qualquer bosta é justificada sob a bandeira da tal "diversidade musical".

André disse...

Como assim ruins???

Chitãozinho e Xororó tudo bem eu concordo q é uma PIIIII.Mas Fresno arrasa é mó legal o som deles,ta pode até falarem que é som de emo mãããs eu gosto e olha q eu nem sou emo!!!

André disse...

Putz, pode crêr...rolou uma vez a mistura de Cláudia Leite e CPM22....dá pra imaginar o som do inferno??? deve ser parecido

Thaís Jordão disse...

Eu li na matéria do Bernardo Araújo que as caras feias em cima do palco eram porque o vocalista exigiu 12 seguranças na frente da grade e eles não tinham. Hum... acho que prefiro a versão popular da insatisfação com o som. Rsrs

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