
Mil desculpas a JJ Abrams e a turma de "Fringe", aos adolescentes (e coroas) de "90210" e as demais séries que tiverem estreado na TV americana nesta temporada, sobretudo as que ainda não tive o prazer de assistir. Meu título de melhor seriado da nova safra vai para "True Blood" - curiosamente, uma atração que, ao meu ver, tinha tudo pra ser um tremendo fiasco se partirmos da idéia de que é não é fácil pegar vampiros, colocá-los nos cafundós dos Estados Unidos e com isso fazer uma boa série; mas, pelo contrário, a união disso tudo é que deu um belo caldo. E olha que, ao cobrir o painel de "True Blood" na Comic-Con, eu não achei que seria isso tudo não...
Hoje, três meses e seis episódios depois, me rendi completamente. E pelo histório de bons serviços prestados até agora - entenda-se "por puro vício e reverência de fã" mesmo -, lá vou eu defender com unhas e dentes
ANNA PAQUIN - "O Piano", "X-Men"... Eu sempre gostei dela, sobretudo como a Polexia de "Quase Famosos"; mas acho que ela anda se superando na pele da garçonete-telepata Sookie Stackhouse. A atuação está impecável, o sotaque sulista insuportavelmente perfeito... e sem contar que a cabeleira loira lhe caiu muito bem. E aqueles charmosos dentinhos separados só ajudam...
ALAN BALL - Sei que é quase falha de caráter, mas nunca vi "Six Feet Under"; porém, pelas conversas com fãs da série e pelo que já li dela, sempre respeitei o cara. Agora, tenho respaldo pra dizer que Ball é bom mesmo, mas ao mesmo tempo não posso ser injusto com Charlainne Harris, autora dos livros que inspiraram a série. É claro que Ball teve um material e tanto para poder exercer seu talento...

Nesse convívio pseudo-pacífico entre vivos e mortos-vivos - sim, porque o preconceito com os seres das trevas ainda é fortíssimo - que Sookie Stackhouse se apaixona por um vampiro, Bill Compton. A relação dos dois chama a atenção dos poucos habitantes da cidade, que também é visitada por mordedores de jugular nada camaradas. E quando você vê, já está envolvido pela trama bizarrinha...

O CENÁRIO DA HISTÓRIA - Nova York. Chicago. Miami. Los Angeles. São essas as cidades que costumam ambientar boa parte das séries, e não um buraco perdido no interior dos EUA, cheio de pântanos, estradas de terra, mulheres mal-vestidas e homens com camisa de botão aberta e boné de caminhoneiro. Bon Temps é esse cafundó aí - e "True Blood" acerta demais ao fugir da mesmice urbana, praieira ou fashion. E certamente o fato de se passar num lugar nada glamouroso nem cosmopolita - sequer urbano! - dá mais credibilidade ao sobrenatural. Mil vezes melhor do que ver um vampiro desfilando por Orange County ou saboreando um pescoço no Central Park.
ÓTIMOS PERSONAGENS - Claro que nada barra uma garçonete que lê pensamentos dos outros, sem qualquer explicação para isso; mas ainda tem o carismático Bill, cidadão dos primórdios de Bon Temps que, séculos depois, voltou para viver em sua cidade; Adele, a avó de Sookie e fascinada por vampiros; a estouradinha Tara, melhor amiga da garçonete; o frustrado Sam Merlotte, patrão de Sookie e eternamente apaixonado por sua funcionária e o irônico e abusado Lafayette, o gay que é cozinheiro do bar de Sam e traficante nas horas vagas. Cada um melhor do que o outro. Sabe aquele famoso clichê de "personagens cheios de camadas"? Então.
SUB-TRAMAS CURIOSAS - Mesmo quando foge de sua história principal, "True Blood" prende a atenção de qualquer um, seja pelo problemático temperamento de Tara - e seus problemas com a mãe bebum -, pelo frustrado e estranho Sam, que já andou até invadindo quarto de ex-funcionária para cheirar o lençol dela e, sobretudo, pelas burradas sem fim de Jason, o irmão de Sookie. Uma delas foi tarantinesca e hilária: ele tomou uma dose cavalar de V, que nada mais é do que sangue de vampiro - droga cobiçada em "True Blood" -, ficou ultramegaoverexcitado, e Tara teve que levá-lo ao médico para resolver seu dolorido, err, problema...
OS GANCHOS VICIANTES -

A ABERTURA ESPETACULAR - Tudo bem que a abertura não faz a série ser incrível, e por isso mesmo que a pus por último; mas não dá para não mencionar que o clipe com os créditos de "True Blood" já é uma das melhores aberturas que já vi. Se fora de contexto já é bom, quando você se familiariza um pouco mais com a série é que tudo faz sentido!
Já até postei o vídeo anteriormente mas vale o replay:
6 comentários:
E, com tudo isso, os dentinhos separados a lá Maddona/Jorja Fox da Anna Paquin passam completa e totalmente despercebidos.
Viciei desde o episódio 1!!!
E esse Sam ainda vai virar Lobisomem hein. Aposto!
A série é mto boa...axo q a única estréia boa msmo...
Vamos combinar q tem momentos em q a série beira a tosquice...mas o autor consegue virar o jogo...
aaaah dah nervoso dos dentes da anna
;X
Heldder
Koeh CA!
Po, já tava bem curioso com True Blood, que até já está na fila pra ser assistida. To com mais vontade de ver ainda =D
é uma das historias mais "originais" de vampiros, é tudo tosco, os dialogos vamos falar a verdade são fraquinhos, mas a historia é mto boa!
Poxa C.A... vá assistir "Six Feet Under" agora!!!!
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